segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E não viveram felizes para sempre...


Todos nós uma vez ou outra já passámos pelo final de uma relação. (Nem que tenha sido no infantário quando percebemos que o Rui André que jogava á apanhada connosco afinal não sabia que era nosso namorado e fomos logo a correr trocá-lo pelo Pedro Ricardo que jogava connosco ás escondidas.)
No ínicio custa, muito. Mesmo muito.
Mas entretanto começa a desvanecer, já começamos a não estar á espera de uma mensagem de boa noite, ou de um convite para uma saída ou de o que quer que seja e começamos a não sentir tanto a falta dessa pessoa na nossa vida. Começamos a viver sem ela.
Devia ser aí o fim? Sim, devia. Mas não foi. 
A história começa pela segunda vez, e embora estejam presentes as razões de não ter funcionado a primeira vez, só queremos pôr isso de parte e começar de novo porque estivemos habituados a isso durante tanto tempo e não queremos perder. E os sentimentos que pensámos que já tinhamos deixado para trás começam a vir de novo e começa tudo outra vez.
Depois há o segundo final. Este já não custa tanto, mas ainda dói. Começar de novo, aprendermos de novo a viver sem essa pessoa, esquecermos a rotina, esquecermos os hábitos e a grande dificuldade: esquecer os sentimentos que tinham voltado.
Dizem que o tempo cura tudo, e realmente começa mais uma vez a desvanecer, mas nunca de forma completa, nunca desligámos completamente.
Nunca conseguimos perder totalmente os hábitos que tinhamos quando estávamos juntos,e isso faz com que ainda volte tudo acima. As memorias continuam frescas, as boas e as más. As más ainda fazem doer e as boas ainda nos poêm com um sorriso idiota na cara e o coração aos saltos.
Entretanto esta história desenrola-se há uns 3 anos. Está numa linha fina entre acabar de vez e começar de novo.
Entretanto tenho medo de avançar ou recuar. Sei que se for em frente os problemas que lá estavam não desaparecem por milagre. Mas tenho medo do fim, porque não sei se estou preparada para o definitivo.  
O problema é: O que faz a história não acabar, são realmente os sentimentos que nos unem á pessoa que teimam em não desaparecer ou será apenas o facto de os hábitos serem a coisa mais difícil de largar?

4 comentários:

  1. Sinceramente não sei..
    Sou uma daquelas pessoas que nunca se apaixonou, mas já namorei uma altura ("enganamo-nos" um ao outro)..
    Sigo :)

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  2. também gostava de saber..

    para ser sincera este texto podia PERFEITAMENTE ter sido escrito por mim neste momento.

    se encontrares uma resposta, partilha comigo, sim?:P

    beijinho

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  3. eu acho que são os hábitos, a rotina que tinhamos que não nos deixa seguir em frente..

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  4. Epá, coisa complicada. Já estive assim, para piorar no meio de um triângulo amoroso.Mas nós acabamos por ter sempre um final feliz, nem que seja com outra pessoa.

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