quarta-feira, 30 de março de 2011

Grupos Especiais De Elementos Femininos

Toda a gente sabe que há aquele grupo de raparigas que se encaixa em cerca de 70% da população, as ditas "normais".
Mas hoje, em reflexão conjunto com dois amigos no meio de uma aula de química II em que devíamos mesmo era estar a ouvir falar de polissacáridos hidrocoloídes, chegámos á conclusão (Obrigada D. e R, pelas coisas brilhantes que aprendo com vocês em vez de me estar a preocupar em fazer esta cadeira) que os restantes 30% se dividem em grupos. 

1. Linda como o sol se este fosse mudo (ah, e é). 
Aquelas miúdas lindas lindas lindas, que metem a Jessica Alba ou outra qualquer á vossa escolha num canto, e que toda a gente tem inveja. Em que quando elas passam, olhamos, suspiramos e vamos comprar uma folha de alface e um cremezinho para a cara. O problema? Abrem a boca e estraga-se tudo. Nem sequer conseguem soletrar i-n-t-e-l-i-g-ê-n-c-i-a sem terem de ir ao site da priberam. Nivel de beleza elevado, Qi do tamanho de um número de sapato feminino. Se chegar a tanto. 

2. Pequenas educadores de infância, vamos fazer a papinha aos meninos mesmo que eles façam birra e sejam maus connosco. Ai, coitadinhos! 
Estas são mesmo é parvas e querem alguém para tomar conta e para cuidar. Ou seja as amigas, mesmo quando estas caguem de alto para elas, ou os namorados que já lhes aumentaram a área útil da cabeça para o triplo, mesmo assim elas continuam sempre a preocupar-se e a andar atrás não vão eles precisarem de uma coca-cola com gelo e uma almofada para os pés. 

3. Eu sou a Cinderela e vivo na Disney com os meus ratos e pássaros que trabalham por mim. 
As que não têm noção da realidade. Andam a estudar porque os pais são maus e as obrigam, porque não precisam disso e vão ter um emprego quando lhes apetecer estalar os dedinhos. Não lhes apetece fazer nada, porque há sempre alguém que faz por elas. E com isto tratam toda a gente como se fosse o grupo de escravos pessoal e amuam e fazem beicinho e olhos de gato-das-botas-do-shrek se vão contra elas. São as primeiras a entrar em todo o lado, as que ficam com os melhores lugares, as melhores coisas e se for preciso levantam as velhinhas do assento do autocarro porque estas já tiveram muito tempo para se sentar quando eram novas. Também conhecidas por meninas ricas, habituadas a que alguém lhes despeje o autoclismo e lhe lave os dentes antes de dormir. Trabalhar? Ter de estar em pé no autocarro? Ai, mas que é isso? 

4. Rainha do laboratório com bata branca impecável e vencedora do concurso literário do sétimo ano!
Aquelas que são absurdamente inteligentes e quando se dedicam a alguma coisa são uns pequenos génios cheios de sucesso, só que sem serem azuis e terem uma lamparina velha e cheia de pó (ou o que raio fosse aquilo). Isto era óptimo se elas se dedicassem a mais alguma coisa, tipo higiene pessoal. 

5. Eu faço, quero, acontece e no fim ainda como um gelado. 
Aquelas basicamente sem escrúpulos, vão onde for preciso, fazem o que for preciso desde que atinjam o que querem. Nem que para isso tenham de criar intrigas dignas das novelas da TVI e arranjar cenas dignas da Maria. O que importa é que se elas querem o gelado, elas vão ter o gelado e as pessoas que se intrometerem ainda levam com copinhos e as colheres coloridas na cara. 

6. As que há quem compare com um animal em que se faz equitação, ou com aquele animal que dá leite.
A sério, não me façam explicar estas.
Não queria ter de estar a fazer piadas más que tenham de incluir a palavra do verbo "montar". 

E claro que depois há aquela percentagem de raparigas estonteantes que realmente são super inteligentes e interessantes. Parvas. 
Eu faço parte das normais, não comecem já a abandonar-me está bem? 
Ps. Isto é um estudo científico não comprovado. Não me comecem já a atirar pedras se não concordam comigo. Vão vocês ter 4 horas de química e vejam como é que saem de lá. Ah pois. 

terça-feira, 29 de março de 2011

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã. (Eu tinha tantos planos p'ra depois!)

Por isso é que hoje comprei um carregamento de bolachas e gomas.
Assim só por causa das coisas.

[Vá, toda a gente sabe que o açúcar fornece energia! E aumento da região traseira do corpo, mas isso é outra história]

segunda-feira, 28 de março de 2011

Aprendam comigo que eu sou vossa amiga e só quero o vosso bem!

Depois de quatro dias perdida no fim de semana de campo da minha faculdade algures em Idanha-A-Nova, uma cidade minúscula e amorosa, sem acesso à Internet, computadores, televisão e qualquer tipo de tecnologia (excepto telemóvel, mas a minha mãe morria se tivesse de ficar quatro dias sem falar comigo.) eu tenho alguns conselhos para vos deixar para se algum dia forem para um sitio desconhecido, dormir num quartel de bombeiros durante 4 dias em sacos cama com mais cem pessoas e para quem pensa (como eu pensava, portanto) que "Quem aguenta o Sudoeste, aguenta tudo" é mentira. Quem me dera ter percebido isso antes, tinha evitado tudo o que vou dizer a seguir:

1. Nestes dias, álcool é a palavra de ordem. Certifiquem-se que levam um carregamento de lenços de papel, porque vão muitas vezes á casa de banho. E com amigas que não devem ter. E por amor de Deus, larguem a cerveja. Acreditem que não querem passar 4 noites a ter de fazer xixi de 15 em 15 minutos em casas de banho não muito higiénicas, para não dizer de fugir a correr. 

2. Quando tiverem de tomar banho, especialmente quando são banheiros das piscinas municipais e não estão identificados em feminino / masculino usem biquíni. (No caso de serem homens usem calções de banho. Ou nada. É como quiserem.) A não ser que queiram que vos aconteça o mesmo que a mim, e entrem sem querer dois rapazes que ainda hoje devem estar a gozar comigo por ter desatado a correr quase aos gritos (tenho a certeza que na altura devo ter mandado ali um, mas estava nua por isso não conta) a esconder-me nos chuveiros. E claro que tinha de escorregar e mandar com a cara contra os azulejos, mas felizmente que isso eles já não viram. Mas não impediu que o resto das raparigas que lá estavam gozassem à grande comigo. 

3. Não tentem fazer comida para cerca de 100 pessoas depois de um rally tascas. A sério, NÃO! Especialmente quando o responsável também não está no melhor estado do mundo. Mas no fim várias pessoas me disseram que estava bastante bom, por isso eu devo ter praqui um dom qualquer escondido. E consegui não fazer um único corte / queimadura. Mas fiz uma sopa em que ninguém se lembrou de tirar a casca das batatas, nem das cenouras. (E então? Foi tudo passadinho!)

4. Não adormeçam em cadeiras. No dia a seguir vão doer-vos músculos que nem sabiam que tinham. 

5. Não tentem fazer actividades radicais em dias a seguir a festas das grandes e quando só dormiram umas duas horas. Mais uma vez, não dá bom resultado e começam a pensar "mas porque raio é que eu quis fazer slide??"

6. Responder aos rebarbados das tasquinhas a meio do rally não é boa ideia também. Quando vão a ver já vos estão a pagar uma rodada de bagaços á equipa toda, a mandar beber de penálti e a perguntar-vos assim de mansinho a idade. Deixem-nos estar no cantinho deles. 

7. Não existem snippers no paintball. Não tentem inventá-los. E não tentem cobrir cavalos com mantas, eles não têm frio.

8. A meio de uma garraiada, não se enfiem lá no meio junto com os vossos amigos a tentarem mostrar que são mulheres de guerra. A não ser que queiram levar uma cornadinha de amor ( e dói bastante!)

9. Não tentem fazer uma festa dentro do autocarro. Especialmente se envolver bebidas e música alta. Os motoristas não gostam muito disso.

10. Não tentem abrir garrafinhas de moscatel com um isqueiro. Outra coisa que não funciona. 

11. E para concluir não tentem nunca, mas nunca mesmo, juntarem-se com mais umas amigas, subirem para o palco, pedir o microfone ao senhor que estava a cantar e começarem vocês a cantar. Especialmente se não forem uma maravilha a cantar e se houver ainda bastantes pessoas na festa. (Mas ele não se importou muito, também já estava com uma dosesinha jeitosa de whisky em cima) 

Portanto, estes foram os meus últimos dias, os meus pais devem estar a chorar de orgulho de mim (cof, cof). Agora depois de passar o dia todo a recuperar na cama, vou voltar para lá mais umas horinhas.
Uma boa semana para vocês, sim meus queridos? 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Parece que o Sócrates se foi.

Respirar fundo,
Olhar para o que eu faço,
Ar Sarcástico activado,
e agora...
Todos em coro: Ohhhhhhhhh! 

terça-feira, 22 de março de 2011

Das pessoas sem consciência nenhuma.

Passados três anos a viver em comum, hoje eu e as minhas home mates descobrimos que as antigas inquilinas da casa, três estudantes que deviam era ter percas do Nilo dentro da cabeça decidiram postar na Internet, mais exactamente no youtube, um vídeo a mostrar a casa. 
Mas como só mostrar a casa, e a máquina de café, e o limoeiro e a sanita e mais um par de botas não foi suficiente, ainda decidiram filmar a rua, o café, e ainda explicar como é que se cá chega, a dizer a praticamente morada e a filmar as placas. 
Assim, quase a pedir "Tarados, psicopatas, pessoas completamente malucas que se escondem atrás dos vossos computadores, venham! Esta é a nossa casa. Temos leitinho quente e bolachas! Ah, e uma máquina de nespresso, como já mostrámos no vídeo" 

Depois de um colega ter encontrado isto no youtube quando procurava vídeos da faculdade e nos ter alertado para o facto, a nossa pergunta é:
Onde é que estas raparigas andavam quando o bom senso foi distribuído? A fazer xixi numa casa de banho pública sem janelas? 
E onde é que deixaram a nespresso? 

segunda-feira, 21 de março de 2011

And at last, I see the light!

Ela fez as pazes e voltou. 


Agora Primavera, é bom que te portes bem e andes na linha, ou levas duas palmadas no rabo e ficas sem computador durante uma semana. Uma! 
E se começas a refilar muito, passa para duas! Ah! 

domingo, 20 de março de 2011

A melhor forma de conseguirmos que um domingo nos deixe mortos para o resto da semana.

Ir à corrida da ponte. 
Tentar fazer 8 km a correr. 
Realmente fazer quase a distância toda a correr, ignorando os pensamentos do género "A ponte está a abanar muito. É desta. Vou morrer."
Chegar à meta estafados e a arrependermos-nos de nos termos armado em machos alfa que conseguem correr como a Vanessa Fernandes, mas sem a cara de rapaz.
Chegar a casa com músculos que sem sabíamos que existiam a doer. 
Passar o resto do dia a desejar que por algum milagre a segunda feira não chegue. 
 E por aí meus queridos, como é que foi o vosso lindo domingo? 

[Entretanto ainda estou com a esperança que devido a algum milagre espaço-temporal amanhã seja domingo de novo. Vá lááááá!]

quinta-feira, 17 de março de 2011

E parabéns para mim também, porque se este dia não tivesse existido não estava cá hoje para vos chatear. Triste, não é?

Sempre fomos muito parecidos. Temos os dois um grande mau feitio, somos muito teimosos, gostamos demais de ter razão. Pensamos de forma diferente em muitas coisas, mas reagimos de forma igual em quase todas. Talvez por isso tenhamos discutido tanto ao longo da minha (muito complicada) adolescência. Felizmente que ela finalmente passou e consigo ver que em grande parte das coisas tiveste razão. E foi o facto de nunca teres cedido á minha vontade e de não teres desistido de me mostrar as coisas de outra maneira, mesmo quando eu não queria ver, que me tornou no que sou hoje. És uma das pessoas que eu não sei o que seria de mim hoje sem ti. Na minha fase rebelde, a “idade da sanita” costumava pensar muitas vezes que te odiava e que o melhor era desapareceres para eu poder fazer as coisas como bem me apetecia, mas felizmente que hoje sei que se isso realmente tivesse acontecido eu era uma pessoa perdida. Deixaste-me crescer, aprender com os meus erros e formar a minha personalidade ao mesmo tempo estavas lá em cada queda que eu dava e me ajudaste a levantar e a sarar as feridas em todas. Mesmo quando eu dizia que não queria, mas era só demasiado orgulhosa para pedir. Se há coisa que me conforta é saber que muito do bom que tenho, muitos dos valores por onde sigo a minha vida vieram de ti. Construíste a tua vida do nada e mesmo assim conseguiste que eu e a J. tivéssemos todas as oportunidades e que tivéssemos sempre muito mais do que aquilo que precisámos.
Sei que muitas vezes não fui justa contigo, mas também sei que se um dia for mãe só espero conseguir ser metade do que foste e continuas a ser para mim. Sei que se hoje luto pelo que quero foi porque tu me passaste isso. Sei que se hoje tenho tudo o que tenho, foi porque te mataste a trabalhar durante anos e continuas a matar para que isso possa acontecer.
Hoje fazes 48 e eu só espero chegar a essa idade a ser metade do que és e conseguir um terço daquilo que tu conseguiste por nunca teres desistido dos teus objectivos. Não sabes a satisfação que me dá ter um modelo a seguir e alguém de quem me possa orgulhar tanto.
Parabéns Pai. (Com um P muito, muito grande.)

terça-feira, 15 de março de 2011

Hey! Espera lá por mim, está bem?

O que é podemos fazer quando as coisas estão a mudar demasiado rápido e ainda não estamos num ritmo que dá para acompanhar?
Fazemos birrinha e recusamos-nos a ir? Fingimos que partimos um pé para ver se as coisas param um bocadinho?
Porque é que não pode ficar tudo exactamente como estava?

sábado, 12 de março de 2011

Oh Lord! Don't make me die yet!

Hoje fui passar a tarde a casa do meu primo. Ele tem lá perdidas pelo jardim três espécies destas:

Boxer.


 
Pastor Holandês.



Mastim Inglês. Uma coisa linda que pesa uns 90 kg e é de um tamanho de um pónei.


Eles são a coisa mais simpática e amorosa do mundo. 
Mas quando vêm os três a correr na minha direcção para brincar com eles, começo a temer pela minha vida e a arrepender-me de nunca ter feito um testamento.  

sexta-feira, 11 de março de 2011

E lá vem a tragédia. Outra vez.

Sismo no Japão. Tsunani de 10 metros. Previsão de outro sismo na parte ocidental do país. 350 mortos confirmados, previsão para mais de 1000. Segundos os jornalistas houve locais onde "a terra abriu ao meio". (Espero realmente que tenha sido uma metáfora.)
Onde é que o mundo vai parar? E até quando é que nós estamos safos? 
Sempre tentei não pensar muito nestas coisas, mas começa a ser impossível. Parece que ultimamente isto está por todo o lado. 


Aqui. Para quem quiser ver. 

Google must be crazy!

Alguém me consegue dizer como é que as pessoas chegam aqui ao estaminé através das palavras "Que assim que" ?
É que não estou a atingir a coisa.

quinta-feira, 10 de março de 2011

E se eu não gostar do futuro? Bem, vou sempre a tempo de mudar.

Quando era míuda queria ser uma princesa a tempo inteiro. Daquelas com direito a palácio gigante, príncipe encantado, cavalos brancos e milhares de vestidos cor-de-rosa. Depois já não queria, porque querer ser uma princesa era para crianças e eu já tinha 6 anos. Depois disse que o meu emprego ia ser uma mãe a tempo inteiro. Aos 20 já ia estar casada com uma mini equipa de futebol e uma casa grande com piscina e um marido com um emprego importante que costumava variar entre cirurgião, presidente de uma empresa e advogado (não me perguntem porquê, andava na escola primária está bem?). Depois a rapariga teimosa que odeia ter de dar justificações que há em mim, que nessa altura ainda era pequenina mas que cresceu muito desde então, apareceu e eu vi que se não ganhasse o meu próprio dinheiro o meu marido não me ia deixar comprar as barbies todas que eu queria, e isso é que não podia ser! Então voltei a mudar de ideias e quis ter um emprego para poder comprar tudo o que quisesse sem ninguém refilar com isso (tão pequenina e já tão esperta!). Claro que na altura ganhar um ordenado significava comprar doces, barbies, louças de plástico e roupas novas para o nenuco, mas isso são pormenores. Então quis ser cozinheira, quis ser professora, quis ser advogada, quis ser arqueologista, quis ser actriz / cantora, até que quis ser veterinária. E essa ideia manteve-se durante bastante tempo até aos meus 16 / 17 anos, porque sou amante incondicional de animais e tinha a ideia ingénua que ser veterinária ia ser passar o dia a dar vacinas e a brincar com os bichos. Não sei muito bem como é que essa ideia mudou entretanto mas um dia reparei que a comida era a minha escapatória  para tudo. Estava triste, ia cozinhar. (Algumas das minhas melhores receitas de doces vieram depois dos desgostos amorosos da minha adolescência, ah pois!) Estava feliz, ia cozinhar. Era preciso festejar? Lá ia eu cozinhar. De certo modo a comida ainda é a minha terapia, e sempre que estou triste ou muito chateada é a cozinhar que eu encontro os meus happy pills. E sem nada que o anunciasse, fiz disto a minha área profissional e entrei num curso superior que desse para a seguir. Não foi perfeito e no início custou muito. Engane-se (muito!) quem pensa que cozinhar num restaurante / hotel é o mesmo do que em casa. Não é, de todo. É 934353244 vezes pior.  É uma área dura com muito trabalho e infelizmente muito pouco reconhecimento. Mais do que isso, é uma área ingrata em que só sobrevive quem gosta mesmo daquilo que faz. E depois do pânico inicial e do "Meu Deus, onde é que eu me vim meter???" percebi que sou completamente apaixonada pelo que faço. Que gosto de tudo o que a área implica, tanto na parte da cozinha como da pastelaria. Que é gratificante andarmos horas a correr de um lado para o outro com uma descarga brutal de adrenalina, mas no fim sair um prato perfeito que vai fazer as pessoas sorrirem ao provarem. A comida é união, faz as pessoas unirem-se para uma refeição, consegue alegrar, consegue satisfazer. Pode não ser gratificante como um médico salvar uma vida, ou um veterinário entregar um animal já curado aos donos, mas para mim leva felicidade ás pessoas de uma forma tão ténue que elas nem se apercebem.
A verdadeira magia na minha vida acontece quando estou rodeada de alimentos, de todas as cores, de todos os cheiros e sabores e eu só tenho de dar asas à imaginação para transformar aquilo numa coisa que as pessoas vão apreciar e que as vai fazer esquecer dos problemas durante uns momentos. 
Já várias pessoas me disseram "Não é uma área para fracos, os horários, o trabalho, aguentas?" Estou a contar que sim, e se vir que me está a fazer mais mal do que bem estou sempre a tempo de mudar.
Mas no fim, sei que tenho um futuro árduo, com muito trabalho duro, com horários lixados e provavelmente com muito menos gratificações do que aquelas que a área realmente merece. Mas estou a fazer uma coisa que me apaixona todos os dias, no fim não é isso que interessa? Sermos felizes e fazermos os outros felizes? 

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Gestão Financeira e a Catarina

Dia anterior à aula

- #*!#%. Não acredito que amanhã vou ter aula. Por favor, que caia uma tempestade de neve ou que o professor fure os quatro pneus. Vá lá, por favor, por favor. (olhinhos de gato-das-botas-do-shrek)


Horas antes das aulas

- Não quero ter aula. Não quero, não quero. Ai, estou a ficar com dor de cabeça, e de barriga, e de rins, e de ouvidos. Estou a ficar doente, vou faltar. Não, não posso faltar. Deixa de ser parva, vais á aula. Não, vou fazer por exame e não ponho lá os pés. Vai à aula, sua estúpida, são só duas horas! (dilema moral entre o anjinho de vestido branco e o diabo de corninhos vermelhos dentro de mim.)


Durante a aula

- Ainda só passaram cinco minutos. (...) Ainda só passaram mais 3 minutos??? (...) Isto nunca mais acaba. (...) Ainda falta uma hora? NÃO! (...) Acho que vou á casa de banho. Ou pausa para café. Ou para cigarro. Ou para ir mandar um grito de desespero e voltar. (Mas nunca me levanto com medo de perder matéria que nem sequer estou a ouvir) (...) Já só faltam 20 minutos!! Yeeeeei! (..) Mas que raio é que o homem esteve ali a dizer a aula toda?

Imediatamente após a aula e nas horas a seguir

- Acabou! Acabou! (banda sonora do Aleluia). Faltam 7 dias para voltar a ter isto! FESTA!

Dias restantes até ao interior á aula

- A minha mente bloqueia automaticamente todas e quaisquer coisas que me possam deixar infeliz durante o resto do dia. A aula nem sequer me vem á mente. Em especial cadeiras horríveis em que o professor também não ajuda á festa.

Estão a ver agora o amor que eu tenho ás finanças? Podia ser primeira-ministra.

domingo, 6 de março de 2011

A Catarina e os domingos.

1- Acordar;
2- Arrastar para o almoço;
3- Arrastar para o cafézinho tradicional;
4- Arrastar para o sofá;
5- Pedinchar para alguma alma caridosa me passar o portátil / comando da televisão ou ambos;
6 -Pessoas invejosas que não gostam de me ver alapadinha no paraíso do sofá (também conhecidos por família) começam a chatear-me para ir fazer doces para o lanche;
7- Depois de ser vencida por cansaço, a Catarina larga o sofá com muita tristeza e vai fazer doces / bolos / qualquer coisa que os faça calar e parar de a chatear;
8- Decide que afinal também quer e toca a enfardar;
9 - Passar o resto do dia a arrastar-se e a demorar 2 horas a fazer tarefas que num dia normal demoram 10 segundos.

É científico. Nunca falha.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deixem-me lá ser como eu quiser, está bem?

Hoje chamaram-me antiquada. Assim, de forma pura e dura. Tau. Uma estalada na cara. "Que antiquada. Parece que vives no século 18." Nem sequer me deram tempo para processar a informação. 
Porquê?
Porque passei a minha infância a abusar dos livros da Jane Austen, e lá no fundinho isso deu-me a volta á cabeça e deixou-me maluca. Segundo a A. isso devia ser uma patologia reconhecida pela ordem dos médicos. "Excesso de literatura inglesa na adolescência faz as miúdas ficarem malucas quando chegam à idade adulta." A Síndrome Austen. Ou Brontë. Como gostarem mais.
Isto tudo porque eu sou daquelas pessoas que realmente ainda acredita em contos de fadas modernos. Que um dia vou conhecer alguém vai chegar, arrebatar-me e deixar-me com taquicardia, (não literalmente, diga-se). Aquele em que eu vou ter a certeza que vou passar o resto da minha vida e ser absurdamente feliz. Assim um romance tipo "Orgulho & Preconceito". Mas sem o preconceito. E sem o orgulho, já agora. Talvez por isso me tenha enganado algumas vezes no caminho e pensar que era dessa. Não foi. Era uma miúda e de certa forma ainda sou. Tenho 20 anos, enganei-me algumas vezes e sei que ainda me devo enganar mais algumas. Mas não dizem que é assim a vida? Cair, levantar e seguir em frente com a cabeça bem levantada? 
Em matérias de coração realmente não tenho moral, ou mesmo conhecimentos para julgar quem quer que seja, mas talvez seja por ser assim "antiquada" que não compreendo aquelas relações de uma umas horas, ou de dois ou três dias, ou mesmo aquelas só de ir para a cama e está feito. Para mim, estar com alguém significa dar e receber alguma coisa. Gostarmos com todos os defeitos incluídos. Ficarmos fascinados com as pequenas coisas e apaixonarmos-nos de novo por cada coisinha nova que descobrimos. Saber como e quando fazer aqueles gestos, naqueles momentos. Significar durar, ser estável, um ponto de apoio. 
Mas isso sou eu, antiquada com a mente no século 18.
Mas também, se fossemos todos iguais isto era uma grande seca e não metia piada nenhuma, não é? 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Terceira guerra mundial? Pfff

Os problemas do médio oriente? Pffff
Aquecimento global? Pois, 'tá bem.
Fim do petróleo? (Bocejo)
Sócrates, desemprego, recibos verdes, e outros problemas que tais no nosso lindo país? (Suspiro de tédio)

Quatro horas seguidas de Química Alimentar II? (Olhos de medo, expressão aterrorizada) : Não, não, nããão!

terça-feira, 1 de março de 2011

Afinal, eles andam aí!

Estava eu a apanhar o comboio Cais do Sodré / Estoril, prontinha para ir para casa e carregada com o portátil e um dossier com os trabalhos que tenho de começar a adiantar (Já tentei falar sobre isto com o controlador do mundo, mas ele ainda não deve ter tido tempo de ler a minha carta. Parvo.) quando começa um vento adorávelmente estúpido que me faz começar a fazer voar o cartão automático dos bilhetes. Tive ali uma dúvida existencial momentânea sobre se continuo a comprar o bilhete e seguro o cartão com a mão e deixo cair o dossier que estava a escorregar, ou o seguro o dossier e começo tudo de novo. (Fica aqui uma adenda para dizer que odeio as máquinas automáticas da CP. Odeio, odeio.)
Preguiçosa e trapalhona como só eu consigo ser, deixei cair o dossier ao chão, qualquer coisa que uma pessoa com mais perícia do que eu tinha conseguido segurar e continuei a comprar o bilhete, porque ter de refazer uma tarefa que me tinha levado 15 segundos, é mais do que a minha pessoa consegue aguentar!
Nisto aparece vindo algures de não faço ideia onde, um rapazito (Lindo, lindo, lindo. Já alguma vez vos disse que tenho uma paixão assolapada por olhos verdes?) me apanha o dossier, esperou que eu acabasse de comprar a viagem (Porquê que só demora uns segundos? Podia demorar uma hora!) e no final me devolve com um sorriso que quase me fez cair ali assim no chão, o que só não aconteceu porque ia ficar muito envergonhada depois. E o que é que eu faço? Com um ar de muito parva, digo "obrigada", enquanto eu tenho a certeza que ele ficou a pensar se eu era mesmo atrasada ou nem por isso. E vai-se embora, apanha o comboio e ainda volta a sorrir para mim antes de entrar, e eu mais uma vez fico perplexa a olhar para ele, raio dos olhos verdes. Até que milagrosamente, a minha consciência voltou a descer sobre mim e eu comecei a pensar "Oh sua estúpida, vais apanhar o comboio ou vais a pé para casa?". E pronto, eu fui apanhar o comboio a pensar deliciada que afinal cavalheiros ainda existem. E melhor, com olhos verdes!