Hoje chamaram-me antiquada. Assim, de forma pura e dura. Tau. Uma estalada na cara. "Que antiquada. Parece que vives no século 18." Nem sequer me deram tempo para processar a informação.
Porquê?
Porque passei a minha infância a abusar dos livros da Jane Austen, e lá no fundinho isso deu-me a volta á cabeça e deixou-me maluca. Segundo a A. isso devia ser uma patologia reconhecida pela ordem dos médicos. "Excesso de literatura inglesa na adolescência faz as miúdas ficarem malucas quando chegam à idade adulta." A Síndrome Austen. Ou Brontë. Como gostarem mais.
Isto tudo porque eu sou daquelas pessoas que realmente ainda acredita em contos de fadas modernos. Que um dia vou conhecer alguém vai chegar, arrebatar-me e deixar-me com taquicardia, (não literalmente, diga-se). Aquele em que eu vou ter a certeza que vou passar o resto da minha vida e ser absurdamente feliz. Assim um romance tipo "Orgulho & Preconceito". Mas sem o preconceito. E sem o orgulho, já agora. Talvez por isso me tenha enganado algumas vezes no caminho e pensar que era dessa. Não foi. Era uma miúda e de certa forma ainda sou. Tenho 20 anos, enganei-me algumas vezes e sei que ainda me devo enganar mais algumas. Mas não dizem que é assim a vida? Cair, levantar e seguir em frente com a cabeça bem levantada?
Em matérias de coração realmente não tenho moral, ou mesmo conhecimentos para julgar quem quer que seja, mas talvez seja por ser assim "antiquada" que não compreendo aquelas relações de uma umas horas, ou de dois ou três dias, ou mesmo aquelas só de ir para a cama e está feito. Para mim, estar com alguém significa dar e receber alguma coisa. Gostarmos com todos os defeitos incluídos. Ficarmos fascinados com as pequenas coisas e apaixonarmos-nos de novo por cada coisinha nova que descobrimos. Saber como e quando fazer aqueles gestos, naqueles momentos. Significar durar, ser estável, um ponto de apoio.
Mas isso sou eu, antiquada com a mente no século 18.
Mas também, se fossemos todos iguais isto era uma grande seca e não metia piada nenhuma, não é?
nisso das relações de dias, concordo ctg, também nao compreendo. mas, se toda a gente gostassse do amarelo, o que seria do azul não é?
ResponderEliminarNão te acho nada antiquada.
ResponderEliminarNão sei se ficam juntos, muito sinceramente xD Tenho de esperar.
Eu acho que tens toda a razão, eu sinceramente arrependo-me de não ter lido mais quando era pequena!
ResponderEliminarMas mesmo não sendo uma rapariga com um síndrome desses também acredito nesses contos de fadas!
Por isso acredita, não és antiquada!
Eu também acho que és antiquada. Não só pelo sonho de vires a encontrar o "sapo" da tua vida, como também pelo facto de teres passado a adolescência a ler.
ResponderEliminarQue horror! Uma adolescente a ler... ainda por cima a ler livros e daqueles sem bonecos, só pode ser uma retardada, coitadita. Será que tiveste tempo de "xcrever" sms's kom muitos "xizes" e muitos kapas e muitas abreviaturas que transformam as palavras em palavras ainda maiores? eheheh
Cada um sabe de si e não tens que te envergonhar por saberes ler (lol).
Vergonha é roubar e ser apanhado.
Tive de ver em Biologia, são Bactérias, e como é daqueles medicamentos assim pronto e que estão mais a mão a nossa stora decidiu mostrar-nos!
ResponderEliminarSe tu és "antiquada" então eu também estou no clube. Desde que vi o filme "Orgulho e Preconceito" fiquei viciada na Jane Austen, pior ainda quando vi o filmes "Becoming Jane" sobre a vida dela. Tenho dois livros dela na minha estante a espera de serem lidos (não li porque entranto tive que ler outros primeiro para literatura). Para piorar os meus filmes e livros favoritos são aqueles com histórias de amor em plena época mediaval, com reis e rainhas. Acredito que se não encontrar alguém à primeira, é na segunda, ou na sétima. Mas que os contos de fada existem, existem, são é adaptados.
ResponderEliminarVizinha,eu estava indo pegar uma xícara de açúcar na amiga ao lado, quando passei e vi as luzes de sua casa (blog) ...nossa que lindo aqui ...
ResponderEliminarQuando tiver um tempinho passe lá em Casa para um café...
Se resolver se hospedar por lá , preparo minha melhor roupa e também venho para ficar !
Se precisar de algo é só gritar ,moro nas montanhas e por lá tem eco.
Meu nome é Valeria
Acho que todas nós queremos acreditar nisso. Faz parte de nós e quantas vezes eu gostava que as coisas fossem assim... Se isso é ser antiquada? Acho que não. E a Jane Austen é algo fenomenal...
ResponderEliminarBeijoo***
Se não acreditares nas histórias de amor eternas, qual é o sentido de amar? Mantém-te como és.
ResponderEliminaropaaa...então também sou antiquada!!
ResponderEliminarSe não acreditasses de que valeria? :)
ResponderEliminarContinua assim!!
P.S. Eu tenho dois livros de Jane Austen para ler :)
junto-me ao grupo das antiquadas.. apesar de tudo, (ainda) acredito nesse "tal" amor =)
ResponderEliminarsê como és e os outros só têm é que aceitar!
ResponderEliminarEu adoro Jane Austen. Adoro romances e, apesar de ultimamente andar um pouco céptica em relação ao amor, sempre acreditei em príncipes encantados. Se sou uma romântica incurável? Talvez seja :D
ResponderEliminarUau. Eu na infância ainda estava nos livros de "Uma Aventura...". Agora sim, já leio Austen e as irmãs Bronte. Adorei o Jane Eyre por exemplo
ResponderEliminarBeijinhos
principalmente em viagens s:
ResponderEliminarSe te consola, há quem tenha mais 11 anos que tu que e ouça as mesmas coisas e acredite no mesmo que tu. :)
ResponderEliminarNão acho que sejas antiquada por acreditares nisso. Eu também acredito! E penso que foi por acreditar que encontrei o mais-que-tudo. Se vai ser para sempre? Não sei... Mas o que será de nós se não acreditarmos?
ResponderEliminarQuanto a romances sou mais Nicholas Sparks, mas sinceramente nem sou muito dada a leituras...
:)
Mas tu ainda passas cartão a essa gente?
ResponderEliminarTb sou antiquada, então. Com muito gosto.
Se não acreditamos de que vamos viver? Temos de ter fé na pessoa para haver amor.
ResponderEliminarNão ligues ao que os outros dizem! Mantem-te fiel a ti própria.. um dia vais ser muito valorizada pelas tuas convicções ;)
ResponderEliminarxoxo F.
Concordo plenamente! Vive a tua vida e nao te preocupes
ResponderEliminarA primeira e única vez que me chamaram antiquada foi no 12º ano, um rapaz (que estudava no seminário, ou seja, estudava para ser PADRE - mas durante o dia tinha aulas na escola secundária pública) que me queria convencer a dormir com ele. Ao início achei que era brincadeira, até que ele me começou a falar constantemente disso, e a ficar bastante irritado por eu dizer sempre que não queria. E ele era bem bonitinho, até é um desperdício ele querer ser padre. Mas eu tenho juízo. E um dia em vez de estar com as respostas foleiras a desviar assunto, fui sincera e disse-lhe: não durmo contigo porque nem sequer és meu namorado. Reacção dele: começou-se a rir e disse-me com o maior ar de troça "Tu pensas assim?! És mesmo antiquada, ahahaha!" e eu disse-lhe que se achava isso, paciência, é a minha forma de ser. Que fosse procurar outras rapariguinhas fáceis e sem amor-próprio.
ResponderEliminarMas o que quero dizer é que se a tua forma de ser é essa, não tens de mudá-la! Eu também sou assim, e não lia literatura inglesa na minha infância! Vou-te dizer quando é que ficamos pessoas com capacidade para racionalizar o amor: quando não queremos ser iguais a todas as outras. Quando queremos ser diferentes! Nenhum verdadeiro príncipe gosta de uma gaja que tenha andado de mão em mão. Temos de ser nós próprias e manter os nossos princípios. E, acima de tudo, temos de saber respeitar-nos e não fazer coisas porque vemos todos os outros fazerem. Até porque imitar os outros torna-nos mais um robot sem pensar próprio na sociedade. Não te deixes afectar Catarina. Beijinho! :)
Tens razão se fossemos todos iguais o mundo seria uma chatice.
ResponderEliminarP.s: Se ele não estivesse do outro lado do oceano e se ele não tivesse uma coisa tipo bipolaridade ajudava :x
Selinho no meu blogue à tua espera ;)
ResponderEliminarDeixa-me dizer-te que concordo plenamente com TUDO o que disseste! E se essa é a lógica, é com orgulho que digo que também sou uma rapariga do século XVIII (ou XIX, para ser mais exacta). Também devorei os livros da Austen e cresci a pensar no mesmo que tu. E continuo a acreditar, apesar de todas as desilusões. :)
ResponderEliminarGostei gostei e gostei deste cantinho :) e vou seguir!!
ResponderEliminarmaior beijo
Não és nada antiquada, és apenas uma sonhadora, e eu acho isso tão bom =)
ResponderEliminarConfesso que tb sou um pouco assim *.*