quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fisiologia de uma saída à noite.

Se ás vezes ser mulher em termos de saída é uma vantagem (entradas mais baratas, ladies night's, bebidas à pala, etc.), há outras vezes em que já não é assim tão vantajoso. 
Existem sempre grupinhos especializados de pequenos pain in the ass (aqui um agradecimento especial ao número exagerado de séries americanas que ando a ver) que tornam a nossa noite, ligeiramente incomodativa. 

1.Sou um futuro candidato ao casting dos "Morangos com Açúcar", temporada 31874255.
Todos vestidos com roupa da moda, fiquem ridículos nela ou não. O que interessa é que se veja bem a marca e a combinação do estilo e a forma como falam. De um momento para o outro, o nosso nome do cartão de cidadão fica automaticamente inutilizado e todos os membros do sexo feminino passam a ser automaticamente denominadas de "babe", ou qualquer nome dentro do género. Acham que o mundo é uma discoteca gigante cheia de raparigas desejosas que eles a convidem para uma festa "super restrita" qualquer a que eles milagrosamente foram convidados e acham que se não queremos, é porque somos uns pequenos amores que só nos queremos fazer de difíceis. 

2. A  palavra "não", nunca constou do meu dicionário. 
Nunca lhes foi recusado nada. O action man quando eram miúdos, a playstation e o gameboy quando eram adolescentes e muito menos o bmw x6, o Ipod e o portátil da Mac quando começaram a ser adultos (unicamente no BI, claramente). Mesmo que alguém lhes diga não, estão só a brincar e na verdade elas estão "mesmo no papo". Se uma rapariga não está interessada, simplesmente ainda não se apercebeu o que está a perder e não é nada que umas oferecer umas bebidas não possa resolver. Pagas com Visa Platinum (isso existe?), claro. 

3. Tenho 6 filhos de 4 casamentos, estou no 5º divórcio mas gosto mesmo é da noite e de miúdas cuja idade ainda não chegou aos 30. 
Têm idade para ser nossos pais, nossos tios, quiçá, nossos avôs. Mas mesmo assim estão em grande na noite a engatar miúdas de 20 porque a crise da meia idade é uma coisa de psicólogos sem nada para fazer e todas as raparigas a-d-o-r-a-m homens "maduros" que lhes queiram ensinar umas coisas. Dá-se o caso de geralmente elas é que têm alguma coisa a ensinar, tipo consciência e bom senso. E como mandar alguém passear pode ser uma frase melodiosa. 

4. Dou um coro fenomenal, original e nunca antes visto!
Aqueles que acham que três ou quatro fases e ela já está caídinha. Se for preciso umas cinco ou seis porque há algumas que se armam em parvas. Usam frases como "pareces a minha próxima namorada" e "és tão linda que até fazes esta discoteca andar à volta" (têm a certeza que não é o álcool?). Lamento a desilusão rapazes, mas não são frases feitas conhecidas por este mundo e o outro que vos vão fazer ter sorte. É duro, eu sei. 

E se pensam que estas personagens têm alguma espécie de pré-selecção durante a sua escolha predatória, enganem-se. Estes elementos mandam a Teoria da Evolução da Espécies de Darwin pela sanita abaixo. Qualquer coisa que vista mais que um 30 de soutien, tenha cabelo relativamente comprido (não tem de ser muito) e pareça uma rapariga ou use vestido... já está bom para eles. O que interessa é marcar golos. 
Fujam deles minhas queridas, fujam deles. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tudo o que tenho a dizer em relação ao assunto do momento é,

Que não compreendo pessoas que recusam a doação de órgãos. 
Sei que perder alguém, só por si  já é um terror, e que perder de repente especialmente em condições trágicas ainda torna tudo pior. Já passei por isso, como muitos de vós infelizmente também já devem ter passado.
São alturas extremamente negras, mas no meio do sofrimento pelo menos devemos ter a consciência de que a doação de órgãos pode salvar vidas e evitar que outras pessoas sofram aquilo que nós dávamos tudo para não sofrer. 
Realmente não me interessa se estou a ferir susceptibilidades, a ser preconceituosa, a ignorar a dor da família, mas a recusa em doar para mim é egoísmo. Nem sequer devia haver a possibilidade de recusa. A doação de órgãos salva vidas e nunca se sabe quando pode ser a nossa a estar em risco. 
De resto, este acidente é só mais um exemplo trágico das coisas que acontecem nas estradas todos os dias e da inconsciência de muitos condutores que gostam de brincar com a vida, a deles e as dos outros. A única diferença é que a fama deu um impacto muito maior do que o costume. É  muito injusto morrer desta maneira horrível, mas é só mais uma lembrança do que pode acontecer e de que não somos imortais. 
Por isso, portem-se bem na estrada meus queridos. Vamos tentar não aumentar as estatísticas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Coisas que me irritam.

Casais que fazem um perfil de facebook conjunto. 
A sério... é realmente preciso partilharem uma página social? E se separarem... fazem divisão de horários? Vão a tribunal decidir quem é que fica com a custódia do perfil e quem é que fica com a do mural? 
E a próxima coisa a partilharem, qual vai ser? Escova de dentes? Usarem a sanita ao mesmo tempo para não estarem esses minutos do dia separados? Roupa interior?
Vão comprar inteligência pessoas, é um favor que vos peço! 

domingo, 19 de junho de 2011

Desabafos de uma quase licenciada.

Eu sei que as coisas estão más, aliás, péssimas. Ouço todos os dias nas noticias. Ouço na rádio quando ando de transportes. Leio na Internet de cada vez que ligo o portátil.
As coisas estão más e a culpa é do governo, dos políticos, do sistema educacional, da estrutura de trabalho que temos, dos falsos recibos verdes, dos estágios não remunerados, da falta de oportunidades, da crise e especialmente da falta de credibilidade que dão aos recém-licenciados. 
E a um estágio de ser licenciada é uma coisa que me afecta particularmente, porque daqui a uns meses vou ser mais uma entre milhares. Mais uma recém-licenciada a procurar emprego na minha área. 
Mas a minha questão é, a culpa é só do estado do país e a forma como as coisas estão, ou é também nossa? Dos licenciados, portanto. 
Durante a minha vida académica vi todo o tipo de situações.  Vi estudantes a trabalharem para conseguirem pagar o curso, vi os que se esforçavam a sério porque sabiam que tinham pais a fazer sacrifícios para eles lá estarem, vi estudantes com bolsas a esforçarem-se porque não se podiam dar ao luxo de as perderem. Também vi o contrário, aqueles que se estavam a marimbar para as aulas, para o curso e queriam mesmo era acabar e dizer que tinham um diploma. Vi os que andavam lá porque tinham de fazer qualquer coisa e pelo menos estar na faculdade é melhor do que trabalhar. Vi os que se estavam a marimbar e andaram anos a passar à conta de cábulas e pouco ou nada ficaram a saber sobre o curso. Vi aqueles que preferiram gastar o tempo e estoirar o dinheiro em festas, viagens, bebedeiras e mais uma data de coisas inúteis. Vi os que durante os anos que durou a faculdade puseram os pés na faculdade só nas datas de exame e mesmo assim carregados de cábulas. Aqueles que no final do curso, nem sequer sabiam onde eram as salas de aula. Vi alunos em vésperas de frequências e exames a apanharem grandes bebedeiras e a estarem sempre em festas quando eu estava em casa a estudar. E sim, deixa-me chateada porque me irrita que consigam ser licenciados sem se esforçarem minimamente e a roubarem emprego a quem realmente se esforça. 
Os recém-licenciados queixam-se que não lhes dão oportunidade e não lhes dão credibilidade e até certo ponto é verdade. Mas os que  eles nunca se lembraram durante os anos de curso foi em procurar estágios, empregos de férias nas áreas para não chegarem ao fim do curso sem experiência nenhuma. A partir do momento em que entrei na faculdade perdi automaticamente as férias de verão porque estive a estagiar em todas, a meu curso exige-nos dois estágios, eu fiz bem mais do que isso e ainda me falta um dos obrigatórios que vou fazer este verão. Conheço alunos de cursos e faculdade variados que nunca se preocuparam minimamente em tentar perceber o que era a área de trabalho deles  e no fim do curso exigem empregos bem remunerados e sem terem de esperar muito tempo. Isto quando sabem o nome do curso e pouco mais. Conheço casos de pessoas que passaram o curso à conta de outros e roubaram oportunidades a pessoas que realmente se esforçaram. 
A questão é que nos queixamos (sim, eu também me queixo é verdade, mas pelo menos quando acabar o curso sei que esforcei e passei ás minhas custas e que nunca precisei dos outros para fazerem aquilo que é minha obrigação.) , mas muita da culpa também é nossa.
E a verdade é que no tempo em que estamos e da forma como as coisas estão, temos é de calar, esforçar, aproveitarmos o melhor que temos e fazermos-nos à vida, sem lamurias. 
A culpa não é só nossa é verdade, mas é grande parte. Foram os anos de licenciados mal preparados, sem saberem nada sobre o que deviam ter obrigação de saber que ajudaram a chegar a este ponto em que ninguém acredita em nós, em que ninguém nos quer aceitar. Sempre me disseram que para quem é bom há sempre lugar, foi por isso que nunca me contentei com a mediocridade, como infelizmente a maioria dos que andam por aí. A credibilidade, a boa opinião e o respeito não são coisas que se ganham automaticamente assim que acabam um curso, são coisas que se constroem e que exigem esforço e preocupação. 
Por isso futuros licenciados, o meu conselho para vocês é: Acordem para a vida. Já têm idade para isso. Se a vida está difícil, façam os possíveis para não serem parte das estatísticas. 
Quando todos estivermos realmente empenhados em mudar isso, só aí é que o futuro pode começar a ficar mais colorido. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Como saber quando é altura de parar, em uma lição.

1. Não misturem bebidas. Vão ter de parar muito mais cedo e o dia seguinte vai custar dez vezes mais.  Limitem-se a um tipo de bebidas. Especialmente bebidas que não tenham 95% de álcool e que não vos faça ver fadinhas verdes a voar 

2- Se começarem a ver coisas desfocadas, parem. A culpa não é das luzes, é vossa mesmo. 

3. Se começarem a dizer mais de 50 palavras por décimo de segundo, parem. Ninguém quer ouvir a vossa teoria sobre a se a ida á lua foi verdadeira ou gravada num estúdio em Hollywood, ou qual dos livros do Harry Potter é o melhor. 

4. Se começarem a informar toda a gente do apreço enorme e do carinho gigante que têm por eles, parem.  Na verdade, vocês não gostam assim tanto deles. É capaz de haver alguns até de quem não gostam mesmo nada. 

5. Se começarem a achar que há gente que precisa de ouvir umas verdades e o telemóvel vos parecer o sistema perfeito para isso, parem. Ainda não inventaram telemóveis com o sistema do "Tem a certeza que quer enviar?"  Infelizmente, eu sei. 

6.  Quando começarem a ir á casa de banho de 5 em 5 minutos, também já está a chegar a altura de parar. Vai chegar uma altura em que vão adormecer lá dentro e isso não é muito higiénico. Além de que pessoas ainda piores que vocês podem querer aliviar as suas necessidades na mesma, o que torna a coisa ligeiramente... nojenta

7. Se começarem a achar que tudo á volta é extremamente engraçado e a vossa própria vida é uma piada gigante, parem. Não querem de todo ser o palhaço da noite e acabarem a serem os "Mais vistos da semana" num video do youtube.

8. Se pelo contrário acharem que têm 50,000 problemas diferentes, que a vossa vida é uma desgraça e  nunca vão ser nada nem ninguém neste mundo também chegou a altura de parar. Ainda acabam envolvidos com uma gótica de 4o anos que acha que a vida não faz sentido e o mundo é só um lugar de podridão, que vamos acabar todos no Inferno e a nossa existência não passa de uma conspiração feita pelos goblins, ou qualquer outro bicho do género. 

9. Quando começarem a achar que são uns macho/fêmea-alfa e que conseguem fazer tudo desde comer terra, a assaltar o carro da policia, ou roubar as gomas do guarda costas de 160 kg... definitivamente está na altura de parar. Passar a noite na cadeia é capaz de não ser tão engraçado... e ter de pagar multa ainda vai parecer muito menos fixe no dia a seguir. Ou acordar com dois olhos negros e uma perna partida, isso é capaz de ser desconfortável. 

10. Se começarem a achar que são a Santa Casa e que podem oferecer rodadas a toda a gente porque acabaram mesmo de receber, parem. No dia seguinte vão chorar como uns bebés a olharem para o estrato do multibanco. 

11. Se pessoas que conheceram à duas horas já forem os vossos melhores amigos para sempre da história do universo e já estão a combinar férias em conjunto e tudo, por favor, parem. Se não, quando derem por isso estão a ir para a Índia com o João que tem 35 anos, vive com a mãe e colecciona bandas desenhadas da Marvel e com a Maria, que é fã de chicotes e fuma cinco maços de tabaco por dia, mesmo onde é proibido. 


Depois não digam que eu não sou vossa amiga. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"There aint no montain high enough.
Ain't no  valley low enough.
Ain't no river wide enough.


domingo, 12 de junho de 2011

Ás vezes...

Não era simplesmente perfeito voltarmos uns anos atrás no tempo?
Voltar a ser criança, a devorar Bd's da Disney, da Turma da Mónica, do Calvin, a aparecer em casa esmurrada e cheia de negras já sem me lembrar como é que tinha feito aquilo, a brincar com os outros putos na rua até á 1h da manhã durante o verão inteiro e não haver stresses nem preocupações por causa disso. A vestir roupa dos nenucos aos gatos e a tentar dar-lhes biberon. A usar terra e ervas e flores do quintal da avó (que depois tinha dois ataques seguidos) para brincar com as louças de cozinha de plástico. A demorar horas a construir uma casa da barbie do tamanho do chão do meu quarto. A roubar os vestidos da mãe e da irmã e fingir que era uma princesa, ou fingir que era uma modelo e desfilar pelo corredor. A ouvir cassetes (quem diria que a Catarina ainda é desse tempo, han?) do Zig Zag e dos Onda Choque aos berros no quarto e a cantar e dançar todas as músicas de cor. A acordar ás 7h da manhã para ver desenhos animados. A correr, saltar, andar de bicicleta, nadar, gritar, cantar, dançar sem preocupações como fazia nessa altura. A voltar a ir com os avós para as terras e eles ensinarem como é que se tratava dos legumes. A correr para os papás no fim do dia. A devorar cassetes de vídeo da Disney, algumas ainda em brasileiro. A ler colecções inteiras de Uma Aventura, Os cinco, Clube das Chaves, Bando dos Quatro and on, and on. A ver a minha irmã ver Riscos e New Wave e achar que aquilo eram aqueles programas de seca dos grandes. A dizer que nunca na vida queria namorar e que os rapazes eram todos feios.
A fazer dez mil coisas por dia, a ser completamente feliz sem sequer me aperceber disso.
A desconhecer a existência de problemas, de chatices, de pressões. A desconhecer a parte má vida. A desconhecer ainda o duro que é perder pessoas de quem gostamos. 

Ás vezes... não era perfeito voltarmos a ser crianças? 
Ás vezes, não era perfeito voltarmos a  ver o mundo em pequenino só durante uns minutos? 

sábado, 11 de junho de 2011

I can hear the bells! # 2

Razões porque nunca se deve dizer não a um casamento:

- Bar aberto
- Mesa de queijos
- Bar aberto
- Mesa de doces
- Bar aberto
- Barraca de caipirinhas
- Bar aberto

terça-feira, 7 de junho de 2011

Química, nunca vamos poder ser felizes juntas.

Química dois está a ser coisa para me dar cabo de cabeça.
E para me fazer desistir do curso a 3 semanas de ele acabar.
Porquê? Porque é que a vida tem de ter química?
Oferece-se duas bolachas Maria com manteiga e um cafézinho a quem me vier fazer o exame.

domingo, 5 de junho de 2011

E agora? É desta?

Parece que o PSD ganhou. 
Não vou estar aqui a dizer o que acho ou o que não acho do senhor. Apenas que fico contente por não ter ido para lá o mesmo, que já se viu que não nos leva a lado nenhum. 
Desta vez espero que pelo menos, em vez de andarem a brincar aos tachinhos e ao "a culpa foi dos outros" que ganhem é consciência e que se lembrem que têm um país para tirar do buraco em que há pessoas a entrar na miséria todos os dias, pessoas a passarem fome, pessoas sem terem dinheiro quase para as coisas básicas.
Em vez de andarem a falar mal uns dos outros, que pensem em primeiro em tentar arranjar um futuro decente para este país.
E 43% de pessoas que não foram votar? Tanta coisa que "o país está na m***a, não temos futuro nenhum, vai de mal a pior, estamos todos é a ir com o c*****inho", mas não se deram ao trabalho de levantar o cu do sofá e irem votar. Dá muito trabalho, não é? Ora, vão todos bater com  a cabeça 10 vezes contra uma parede. Mas com força, sim? 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Três anos depois

Chego a conclusão que a minha refeição mais frequente durante este tempo foi , pão de forma recheado com queijo de barrar, batatas fritas de pacote e maionese. (Sim, tudo misturado lá dentro)
Depois admiro-me de ser uma pequena morsa.



 (É bom é, não se armem em esquisitos!)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E a semana chega ao fim.

O trabalho pesadelo foi entregue. 
A frequência foi feita e se há  justiça neste mundo, passei e nunca mais vou ter de ouvir falar de Análise e Gestão Financeira.
O que faz com que tenha sido a minha última aula de sempre. Desde que me lembro que tenho a obrigação de ir ás aulas... e pronto, assim do nada acabou.
É triste, na verdade. 
A nostalgia está a atacar-me como um bando de melgas idiotas, por isso meus amigos, aproveitem enquanto podem. Vão sentir saudades.
Eu sei que acabou à umas horas e já estou a senti-las. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O dia decisivo.

Se hoje sobreviver à minha última frequência de Análise e Gestão Financeira e conseguir efectivamente passar, vou ser a pessoa mais feliz do mundo. Vou tornar-me uma pessoa melhor, ajudar os outros, ajudar os animais e ser quase uma pequena santa.
Se não passar, o Inferno não viu nada comparado comigo. Nadinha.