quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tudo o que tenho a dizer em relação ao assunto do momento é,

Que não compreendo pessoas que recusam a doação de órgãos. 
Sei que perder alguém, só por si  já é um terror, e que perder de repente especialmente em condições trágicas ainda torna tudo pior. Já passei por isso, como muitos de vós infelizmente também já devem ter passado.
São alturas extremamente negras, mas no meio do sofrimento pelo menos devemos ter a consciência de que a doação de órgãos pode salvar vidas e evitar que outras pessoas sofram aquilo que nós dávamos tudo para não sofrer. 
Realmente não me interessa se estou a ferir susceptibilidades, a ser preconceituosa, a ignorar a dor da família, mas a recusa em doar para mim é egoísmo. Nem sequer devia haver a possibilidade de recusa. A doação de órgãos salva vidas e nunca se sabe quando pode ser a nossa a estar em risco. 
De resto, este acidente é só mais um exemplo trágico das coisas que acontecem nas estradas todos os dias e da inconsciência de muitos condutores que gostam de brincar com a vida, a deles e as dos outros. A única diferença é que a fama deu um impacto muito maior do que o costume. É  muito injusto morrer desta maneira horrível, mas é só mais uma lembrança do que pode acontecer e de que não somos imortais. 
Por isso, portem-se bem na estrada meus queridos. Vamos tentar não aumentar as estatísticas.

10 comentários:

  1. Concordo contigo... Rejeitar doar órgãos é mesmo egoísmo e falta de preocupação para com os outros!

    beijinho

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  2. Penso que estarás a falar do Angelico Veira. Mas os pais acabaram por permitir a doação de orgãos. Acho que temos que compreender a primeira decisão dos pais porque é dificil ser-se frio nessa altura e, para todos os efeitos, doar orgãos é perceber que, efectivamente, morreu e que já não há nada a fazer. E aposto contigo que a maior parte das pessoas nega a doação no primeiro contacto, por estar muito afectada pela morte.

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  3. eles recusaram? eu sou a favor da doação.

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  4. Também concordo plenamente com a doação de órgãos. Aliás, se analizarmos bem, de uma certa perspectiva isso significa que parte de um ente familiar querido, continua algures a viver.

    Mas certamente que os pais com o choque não tinham encarado essa perspectiva. Imagino que estão a passar por uma dor terrível (os meus pais já passaram por isso) e nessas alturas as pessoas devem estar a viver um turbilhão emocional.

    Mas, provavelmente, se fosse obrigatório e já estivesse interiorizado na nossa sociedade, já nem colocariam isso em questão.

    Bjs

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  5. Concordo contigo! toda a gente devia doar!

    xoxo F.
    http://fashion-way-of-life.blogspot.com/

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  6. Eu tambem concordo contigo! Toda a gente devia de doar.

    Mas, tambem compreendo que a primeira reação seja recusar, pois como a Joana disse, é o tomar consciência que acabou e não há mais nada a fazer. E pelo que li, os pais de Angélico acabaram por permitir a doação.

    Bjos

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  7. Sem dúvida!
    " Cabe-nos ir olhando para estes exemplos e pensar que estas histórias, que todos os dias nos entram pela casa dentro, não devem ficar na gaveta da pena, porque assim ainda menos sentido tiveram. Estas histórias devem fazer-nos responsáveis, alertas, atentos. Claro que vão existir sempre pessoas estúpidas, mas cabe-nos pelo menos não sermos culpados de nada, porque o destino só a nós cabe, por muito que tantas vezes seja inesperado."

    http://pegadafeminina.blogspot.com/2011/06/dos-finais-infelizes.html

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  8. Um post bastante educativo este que colocaste!! Sobre todos os aspectos, na doação de órgãos acho que tens toda a razão... por muito que custa a admitir...quem morre já não precisa deles... e pode salvar vidas.

    Quanto ao juizinho na estrada...tem mesmo que ser assim... senão o resultado está à vista de todos...

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  9. É um exemplo, sem dúvida. No meio da tristeza conseguiram não ser egoístas e pensar nas coisas. O que é bom... é sempre. Juizinho na estrada todos nos precisamos.

    Beijooo****

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