terça-feira, 30 de agosto de 2011

Os dilemas existenciais da Catarina.

Assim desde o início, eu tenho duas amigas que já vêm desde a minha tenra infância, assim desde os dois ou três aninhos e inacreditavelmente nunca perdi contacto com nenhuma delas e continuamos a ser bastante amigas mesmo a vermos-nos com menos frequência. Com a I. sempre tivemos uma amizade mais à distância (os pais são divorciados e ela e a mãe viviam noutra cidade) mas por uma questão de sorte quando fomos para a faculdade, calhámos na mesma cidade pelo que nos vemos, felizmente, muito mais vezes. Com a C, foi precisamente o contrário. Ela ficou a estudar na nossa cidade natal e eu mudei-me para a capital e de uma forma ou outra continuámos a ser amigas como sempre. 
Quem tem amizades de tantos anos tipo esta, desde crescer juntas, passar das barbies para os primeiros amores, para a escolha da universidade, vivermos juntas situações pessoais muito fortes, criam-se laços que por vezes chegam a ser mais fortes que laços familiares. Afinal, no nosso caso estamos à sensivelmente 19 anos a crescer juntas.
E quando se criam estes laços, conhece-se tão bem a pessoa que praticamente já se conseguem ler as expressões e os tons de voz. Mesmo por telemóvel, basta falarmos uns segundos para perceber o estado de espírito uma da outra. 
O problema agora é que a C. começou um namoro ridículo. Digo ridículo porque enquanto ela continua na nossa cidade natal a acabar o curso, o rapaz vive noutro país com forte influência portuguesa. E se isso não fosse o suficiente para ser mau, é daqueles emigrantes de terço branco ao pescoço, brinco brilhante na orelha e que tira fotos em tronco nu para pôr no Facebook. (Mais um entre milhões, a tentar ser o Cristiano Ronaldo). E se pensam que é por estas razões que eu não alinho com o rapaz, não é. Amigas amigas, gostos masculinos à parte. 
É mesmo porque ele dá aqueles erros básicos da língua portuguesa e se há coisa que me tira completamente do sério, são erros básicos do português como escrever "conheso" e não saber a diferença entre palavras com e sem hífen e com e sem "h". E pronto, também  por causa das fotos ao espelho em tronco nu no Facebook. 
O meu dilema é que está a aproximar a minha tradicional conversa com a C. em que nós dizemos o que realmente achamos dos nossos respectivos uma à outra (sim, cena de gajas). 
Como é que se diz a uma amiga que ela consegue um namorado 92353223 vezes melhor e mais inteligente e menos parolinho e ainda que viva no mesmo país? Sem causar, claro, a primeira guerra de origem masculina desde o início da nossa amizade.
É duro, muito duro. Especialmente porque se eu tentar mentir e dizer que ele é a coisa mais cutxie cutxie de sempre, ela me apanha nos primeiros dez segundos. 

5 comentários:

  1. O mais importante nas amizades é mesmo a sinceridade. Podes florear, mas diz o que pensas...

    Boa sorte!

    Mia

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  2. Se ele é imigrante, esses erros são, por muito que custe, ditos 'normais' porque a língua portuguesa é muito traiçoeira. E não estou a defende-lo, só que tenho casos na família e percebo que não é por mal ou descuido. E se ele é assim como o descreves, quase diria que é Francês :x Mas sabes, ainda assim, acho que não são motivos suficientes para lhe dizeres que ele não é bom para ela. Ela se calhar - concerteza - arranja melhor, mas não te podes basear em fotografias ou erros. Até alguma atitude em concreto ou maneira de estar mais mal intencionada, acho que devias ver o que poderá dar.

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  3. Primeiro ouve o que ela tem a dizer sobre ele. Pode ser que fiques contagiada pela paixão dela por ele :)

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  4. Tem um layout mais simples e moderno (acho eu), mas estou tão habituada ao blogger que ainda me confundo ^^

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