quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tesouros descobertos nos transportes públicos. # 2

Eu sempre pensei que as histórias daquelas avós que metem conversa com pessoas desconhecidas nos autocarros e mostram os 428 álbuns de fotos que trazem na mala com o nascimento dos netos, a primeira papa, o primeiro banho, o primeiro cocó, com o Urso Bernardo, com o vestido cor-de-rosa que a Tia Alice deu quando veio lá de Celorico de Bastos passar o fim de semana à cidade, eram um mito. Na minha cabeça essas avós só existiam dentro dos desenhos animados da RTP2. 
Hoje descobri que elas existem, para meu azar. Durante 30 minutos tive de ouvir a senhora falar das netas gémeas que fizeram agora três meses e que dão um trabalhão, que uma delas dá gritos de meia noite e da história que ela ouviu da senhora angolana que era para ter quatro gémeos e afinal calharam cinco na rifa e ficou logo despachada de uma vez. E lá tive de ver eu as fotografias das meninas com os vestidinhos iguais, com os babetes iguais a comerem a papa, entre muitas outras durante uma viagem inteira. 
Eu vou direitinha ao céu, ouçam o que vos digo! 

3 comentários:

  1. Esse género de coisas nunca me incomoda, porque não sabemos até que ponto esses idosos vivem na solidão...se chegam a casa e estão completamente sozinhos, nos almoços, jantares, noites inteiras...e depois, engraçam connosco e dá-lhes vontade de conversar. E ainda bem, porque se tivéssemos muito mau especto e cara de poucos amigos, eles não o fariam. Até é bom sinal, portanto. Beijo :)

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  2. existem sim, o truque é um mp3 perto de ti.

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  3. Coitadinhas... não têm com quem falar, muitas das vezes.

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