terça-feira, 29 de novembro de 2011

Afinal, porque não se esquece o primeiro amor?

Perguntaram-me porque é que não conseguimos esquecer o primeiro amor. Porque é que é aquele que nos lembramos eternamente e aquele em que toda a gente fala e que lembra com um sorriso que parece reservado apenas  a este tema. 
Fiquei a pensar, o que tem o primeiro amor de especial? Especialmente porque geralmente é vivido em idades muito jovens e raramente é aquele que vai durar até ao final da vida ou formar família. Mas de alguma forma é aquele que marca, aquele que fica até ao fim sem nunca esquecermos sequer um minuto das suas memórias. 
E deve ser por isso que ele nunca é esquecido. Porque é o primeiro. Porque é quando abrimos as portas a um mundo novo em que mexemos com as pessoas de uma forma como nunca tínhamos mexido antes. Em que experimentamos. Em que sabemos que de alguma forma a nossa vida nunca vai ser a mesma, abrimos a caixa de pandora. Depois de experimentarmos o primeiro amor parece que existe uma espécie de inocência perdida, uma inocência que é reservada apenas ao primeiro. 
É aquele em que descobrimos a facilidade com que podemos magoar e ser magoados. Como podemos ser absurdamente felizes ou desesperadamente tristes numa questão de minutos. Em que nos entregamos sem qualquer restrição, sem qualquer medo, porque ainda não temos traumas passados. 
É aquele em que dizemos que é para sempre, não porque fique bem dizer isso, mas porque para nós é mesmo para sempre, não imaginamos como possa não o ser, como possa haver uma realidade em que ele não exista. 
Porque é aquele que quando acaba sofremos como nunca. É aquele em que sabemos que por mais amores que venham a seguir, nunca haverá outro em que soframos da mesma forma que o primeiro, porque foi nesse que aprendemos o significado preto dessa palavra.
É aquele que por mais anos que passem, por mais que a vida ande... nunca vai haver uma total indiferença. Porque foi aquele que nos abriu a porta para todos os outros amores da nossa vida.
Por isso sim, é verdade quando dizem que não há amor como o primeiro. Para o bem e para o mal. Por isso é que é aquele em que se escrevem livros, fazem-se filmes, músicas, obras de artes sobre ele. E sinceramente, ainda bem que é assim. Ninguém pode dizer que viveu realmente, enquanto não tiver tido um primeiro amor na vida. 




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

E pronto, é isso que se faz.

Numa segunda feira de Novembro quando já não se é estudante, o que se faz é um jantar de luxo para a família.
E é assim que o tempo passa!

Catarina procura respostas blogosféricas.

Então, o que é que se faz numa segunda feira de Novembro quando já não se é estudante?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Finalmente, o dia chegou!!!

Acabei o estágio. Finito. Saí de vez do covil!!
E sinto-me tão leve, tão leve, que mesmo parecendo a irmã mais nova da Popota era capaz de ir a voar daqui ao Cazaquistão!


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

E pronto. Esta vida académica acaba-me assim num instante.

Foram três anos que me mudaram a vida.
Três anos em que cresci, que aprendi, que delineei o futuro e em que decidi o que ia fazer no resto da minha vida. Até ver ainda não estou arrependida. 
Três anos em que desesperei com medo de não conseguir fazer cadeiras, em que "curti" até não poder mais, em que fiz amigos que sei que vão ficar para a vida. Olho para trás e vejo que não podia ter aproveitado mais do que aproveitei e que não mudava nada. Nem sequer aquelas cadeiras que me vi e desejei para fazer. Nem sequer o ter feito Química Alimentar II só à terceira. Nem sequer este último estágio que não foi um mar de rosas, porque me fez aprender que ao longo da minha vida profissional vou ter de lidar com coisas muito piores. 
E assim, sem me dar conta passaram três anos que nunca mais voltam. Uma experiência que nunca mais vai ser repetida. 
A entidade de estágio enviou a minha avaliação hoje. Parece que nem me saí muito mal, deram-me 19, convidaram-me a ficar (com condições abaixo de zero, mas sobre isso falamos mais tarde!).
À tarde na minha página online da faculdade já estava a nota lançada (Uma coisa digna de notar, os serviços académicos a fazerem uma coisa rápido, é motivo para festejar!) e a opção de requisitar o certificado de conclusão e o diploma. Assim, só isso. Pelo menos um "Parabéns, acabou!" ou um "Obrigada pela fortuna em propinas que cá deixou!". Só lhes ficava bem!
E assim de repente é que caí na realidade, já não sou uma estudante, sou uma recém-licenciada a entrar no mercado de trabalho. Acabou a boa vida. Começou a idade adulta, desta vez mesmo a sério. É triste.
Alguém conhece vendedores de máquinas do tempo? Mas assim urgentemente, por favor. 


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Hoje é daqueles dias.

Daqueles que começam mal, parece que está o dia perdido.
E quando finalmente começa a correr mais ou menos bem e o mau humor matinal está quase esquecido, vem alguém que decide implicar com coisas parvas e criticar coisas desnecessárias, que se fosse noutro dia qualquer nos passava completamente ao lado.
Infelizmente neste dia parece fazer sentido, torna ainda pior uma coisa que já começou mal e por muito que não queiramos, a coisa fica a remoer na cabeça e deixa-nos de mau humor até ao dia a seguir.
Odeio estes dias, em que estou completamente deslocada e por muito que deseje passar ao lado das coisas, é-me impossível e simplesmente não consigo tratar bem as pessoas. Geralmente mais aquelas que me puseram assim, o que de certa forma tira ligeiramente as culpas, mas mesmo assim, nhé
Nunca mais chega amanhã. 
Especialmente porque já só faltam 3 dias para acabar o estágio! 



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Laços de família.


Há alturas em que não nos podemos ver à frente. Há outras em que quase nos matamos por causa de discussões estúpidas que vamos esquecer uns minutos depois. Em que gozamos uns com os outros até à exaustão. Situações em que usamos o facto de nos conhecermos tão bem para conseguirmos que façam as nossas vontades.
E depois há aquelas alturas em que se um está mal, todos estamos mal. Porque no fundo estamos todos juntos e ninguém consegue estar bem se houver algum de nós que não o está. O problema de um passa a ser problema de todos. No fundo a família é mesmo isso, é sermos todos diferentes, andarmos todos a ritmos diferentes e com vidas opostas, conseguirmos-nos adorar e odiar numa questão de segundos, mas esquecer qualquer parvoíce e estarmos sempre juntos nos momentos que importam. É fazer tudo uns pelos outros, porque somos todos parte do mesmo. Somos uma família, para o bem ou para o mal. 
Por isso nenhum de nós vai estar bem enquanto tu não estiveres bem. E todos vamos estar bem, quando tu voltares a estar bem. 
Força T. :) 


domingo, 20 de novembro de 2011

Sabem uma coisa?

Amanhã começa a minha última semana de estágio! YEEEEEEI!
A minha felicidade torna-se difícil de conter de cada vez que me lembro disso.



Daquelas coisas que nos fazem ver de outra maneira.

Antes de ontem tive um acidente de automóvel. Uma coisa mesmo agressiva ao ponto de irem os carros para perda total, cair poste de electricidade, saírem air-bags disparados. Um acidente que já nos fartámos de perguntar como é que ninguém se magoou e que só concluímos que teve de ser um milagre qualquer. Um acidente parvo que não se percebe muito bem como é que aconteceu. 
Dois minutos antes disso acontecer tinham-me mandado compor o cinto de segurança, porque eu não o tinha encaixado e nem tinha dado conta. Se não o tivesse composto era possível que já não estivesse aqui agora.
E acreditem, faz-nos olhar para as coisas com um olhar novo. Faz-nos pensar duas vezes antes de decidirmos não pormos o cinto só porque vamos no banco de trás. E faz-nos olhar para a estrada de uma maneira completamente diferente. 
Por isso, tenham cuidado meus queridos, sim? 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Da polémica do momento.

A Sábado publicou uma reportagem onlineaqui, para quem quiser ver. ] intitulada de "A ignorância dos nossos universitários". É basicamente uma sequência de perguntas de cultura mais ou menos geral em que evidentemente, quase todos falham. 

E da parte que me toca, sinceramente, essa coisa do "vamos deitar os putos universitários abaixo e provar ao mundo que a única palavra estrangeira que eles conhecem é Facebook." já cansa. A sério, já chega tentarem denegrir uma geração inteira. Especialmente quando é a geração que vai ser o futuro deste país e é a mais precária devido a quê? Ah, sim, aos erros de outras gerações, precisamente essas que chamam a nova próxima geração de adultos de completos ignorantes.

Já muitas vezes ouvi dizer a minha avó, com a quarta classe e sem sequer perto de ter estado algum dia numa universidade: "Duas galinhas não fazem o galinheiro inteiro".
Tal como alguns alunos universitários não definem uma geração inteira. Existem pessoas menos cultas, claro, mas tanto as há na geração universitária, como nas gerações dos 30-50 e na dos 50 para cima. Existem pessoas absurdamente inteligentes e pessoas medíocres em todas as faixas etárias. E não é preciso ter um curso para saber isso. 

Tal como não é preciso um curso para saber que esta entrevista não é jornalismo. É basicamente saber o mínimo de edição de video, cortar cenas e deixar apenas aquelas que interessaram ao senhor (não me parece que jornalista seja o termo certo, nem senhor já agora, mas pronto). Para isso também não é necessário uma licenciatura em Jornalismo, nem mesmo trabalhar na Sábado. Basta ir ao google e fazer download do tutorial de um programa qualquer de edição de vídeos.  Meus senhores, façam valer a palavra Jornalista e arranjem reportagens a sério. Ou pelo menos reportagens não falaciosas e que não insultem uma data de gente que não tem culpa nenhuma. 

A Sábado até é uma revista que compro todas as semanas, uma atitude a repensar. Aparentemente para não ser uma pessoa ignorante tenho mesmo é de ler Saramago, ver os filmes de Manoel Oliveira e os do Al Pacino e saber a história da arte desde as pinturas rupestres até aos dias de hoje. Ah, e saber a tabela periódica de trás para a frente. Afinal ler revistas é coisa para gente burra, bolas! 

Senhor "jornalista" (cof, cof)  que fez esta reportagem, vá ali até Belém comprar pastéis, sim?
Ah, mas não os coma que isso é coisa de gente burrinha. Debata-se antes sobre a evolução gastronómica Portuguesa. 

Afinal, não é desta que desisto dos musicais.

Este valeu bem a pena. (Não é bem bem bem um musical, mas tem música, tem dança, 'tá bom!)
Amoroso, amoroso, amoroso!
Acho que me convenceu a ir ver o remake ao cinema.


( E amanhã é sexta e faltam seis dias!!!!!!! *olhos a brilhar , lágrima ao canto do olho, vontade de cantar Bon Jovi ou qualquer outro do género* )

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Respirar fundo e repetir: Faltam 7 dias. Faltam 7 dias.

Já aqui vos disse que a minha experiência de estágio, infelizmente, não está a ser das melhores.
Não é totalmente negativa, porque consegui aprender bastante e no final vai ser só mesmo isso que conta. 
O resto... quero mesmo é esquecer no exacto momento que puser os pés de lá para fora . 
E assim de mansinho, já lá vão três meses e no final da próxima semana acaba. Estes estão a ser os dias mais compridos de sempre.
Vá lááááááááá, tempo!! Anda um bocadinho mais depressa!!! 

Ps- No final, aparentemente, é da praxe os estagiários levarem um bolo (exploração até ao último segundo!). Acham que se lá puser laxante alguém percebe que fui eu?


Estava só a brincar. Mais ou menos. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Eu sei que gostos não se discutem, mas isto é simplesmente muito mau.

Ultrapassa-me ligeiramente o facto de realmente pessoas gostarem do Pitbull. 
É que até podia dizer que não gostava muito do tipo de música dele (tuntz puntz não é muito a minha guerra.), mas nem é isso. É que ele nem sequer se encaixa em género musical nenhum. Limita-se a juntar a outros cantores e põe-se a canta-falar no meio das músicas agarrado a uma miúda qualquer. Vai desde David Guettas a Jennifers Lopez e consegue a proeza de todas as músicas em que entra, serem muito más. Não consigo gostar do homem nem por nada! 


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

E são estas coisas que nos fazem querer que o tempo volte atrás e que a vida fiquei quietinha no mesmo sítio.

Quando comecei a delinear o que queria fazer e fiquei certa do que queria da vida, que decidi que o meu futuro não passava por voltar à minha cidade, pois decidi que queria apostar a sério na parte profissional (o que infelizmente inclui pagar para trabalhar, mas que é que se pode fazer?).
No inicio ainda pensava que de alguma forma me ia manter em Lisboa e ficar sempre perto de casa, até que começou a surgir a hipótese de ir para fora. No inicio ainda era tudo muito longínquo, mas agora que estou bastante perto de isso acontecer, é que começo a aperceber que realmente não vou voltar para casa.
É por isso que me custa ir a Viseu, porque assim que lá chego fico com a sensação de estar em casa, que mais parte nenhuma neste mundo me consegue dar. E depois vejo que a vida continua quando eu não estou lá. Os meus pais continuam a viver, a minha irmã também e de certa forma as coisas avançam sem mim, o que me deixa com um apertozinho cá dentro, porque as coisas simplesmente não deviam avançar sem mim. Foi ali que cresci e é ali que vai ser sempre a minha casa.
E de cada vez que venho embora, nas visitas cada vez mais curtas, parece que há sempre alguma coisa que não vem comigo. Uma pequena sensação de vazio como se estivesse sempre algo a ficar para trás. E é isto que me faz hesitar quando vejo a vida a andar para frente na direcção completamente oposta ao sítio onde se pudesse ficava sem pensar.
A verdade é que é tão certo aquilo que dizem: "Home is where the heart is." O meu está sempre no mesmo sítio, o porto seguro que é a minha casa, o resto é que vai saltando de lugar em lugar.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E nunca mais volto a ver musicais na vida. (Spoiler Alert!)

Anda uma pessoa não sei quantos anos a ouvir falar do West Side Story, sempre com a pulga atrás da orelha para o ver porque até gosta bastante de musicais (aparentemente não o suficiente para vencer a preguiça e arranjar o filme mais cedo, mas passando à frente...).
Vai a ver o filme, até está a achar piada porque é bastante amoroso, depois sem nada que o indique o gajo morre. Assim. Pronto, já foste. E ela chora e toda a gente está arrependida e o filme acaba-me assim.
Vocês nem imaginam o quanto eu odeio filmes com finais tristes! Odeio!


Agora sim, sou uma pessoa nova.

Relatório de Estágio: Check!

Ingestão exagerada de cafeína: Check!

Ter de ir para o Estoril, sem guarda-chuva, com uma tempestade tropical só porque a faculdade no exige uma versão em suporte papel entregue em mãos: Check!

Impressora a ter Avc's ás 8h da manhã, 20 minutos antes de ter de sair de casa: Check!

Dormir mais de duas horas: Não verificado.

Mas sentir a respiração a voltar-me ao corpo, isso ninguém me tira!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

E pronto. Desta vez é que estou mesmo feita.

Portanto,como estudante linda que sempre fui deixei tudo para a última da hora. 
Neste exacto momento tenho o relatório de estágio final para entregar amanhã no máximo, que basicamente é o que vai tornar-me oficialmente licenciada. Isto, se eu o conseguir acabar entretanto. Acho que amanhã sou capaz de voltar a dormir! E sou capaz de estar enjoada com os 15 litros de café que vou tomar entretanto. Se sobreviver, eu prometo que vos digo! 



(É que a sério que não consigo perceber como é que as pessoas adiantam trabalho com semanas de antecedência. Como é que trabalham sem pressão? Existe alguma terapia para isso? A sério, ajudem-me que isto é capaz de ser um problema grave!!) 


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Há dias em que se eu pudesse!!!

Sim, sim, eu sei que a família é o nosso maior apoio e que sem ela não éramos nada, mas há dias, há alturas em que se eu pudesse... ah, eram corridos a dois pares de estalos e um copo de água fria!
Razão tem o Matt Groening (o senhor que criou os Simpsons, que são praí dos melhores cartoons de sempre!) , quando disse que : "Families are about love overcoming emotional torture." 


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Não se assustem, sim?

Hoje é noite de mexicano!! (Amor, muito amor.)
Por isso se virem uma coisa parecida com a chama de um dragão pela janela, não se assustem. Sou só eu a conversar.