quinta-feira, 10 de novembro de 2011

E são estas coisas que nos fazem querer que o tempo volte atrás e que a vida fiquei quietinha no mesmo sítio.

Quando comecei a delinear o que queria fazer e fiquei certa do que queria da vida, que decidi que o meu futuro não passava por voltar à minha cidade, pois decidi que queria apostar a sério na parte profissional (o que infelizmente inclui pagar para trabalhar, mas que é que se pode fazer?).
No inicio ainda pensava que de alguma forma me ia manter em Lisboa e ficar sempre perto de casa, até que começou a surgir a hipótese de ir para fora. No inicio ainda era tudo muito longínquo, mas agora que estou bastante perto de isso acontecer, é que começo a aperceber que realmente não vou voltar para casa.
É por isso que me custa ir a Viseu, porque assim que lá chego fico com a sensação de estar em casa, que mais parte nenhuma neste mundo me consegue dar. E depois vejo que a vida continua quando eu não estou lá. Os meus pais continuam a viver, a minha irmã também e de certa forma as coisas avançam sem mim, o que me deixa com um apertozinho cá dentro, porque as coisas simplesmente não deviam avançar sem mim. Foi ali que cresci e é ali que vai ser sempre a minha casa.
E de cada vez que venho embora, nas visitas cada vez mais curtas, parece que há sempre alguma coisa que não vem comigo. Uma pequena sensação de vazio como se estivesse sempre algo a ficar para trás. E é isto que me faz hesitar quando vejo a vida a andar para frente na direcção completamente oposta ao sítio onde se pudesse ficava sem pensar.
A verdade é que é tão certo aquilo que dizem: "Home is where the heart is." O meu está sempre no mesmo sítio, o porto seguro que é a minha casa, o resto é que vai saltando de lugar em lugar.


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