quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vida aleatória.

Toda a gente nos diz o tão fácil que é apaixonarmos-nos, viver uma história, ter a primeira relação a sério. 
Toda a gente nos diz o difícil que é quando acaba, os anos em conjunto em que houve tantos momentos perfeitos que não se vão repetir, o fim do mundo que se torna. 
Ninguém nos diz é que o mais difícil não é o fim, a noção de que já não temos essa pessoa. 
O mais difícil é saber que temos de cortar o mal pela raiz, cortar todos os contactos porque enquanto essa pessoa estiver na nossa vida, por mais pequena que seja essa fatia, nunca vamos ter conseguir um fim definitivo e estamos a sofrer todos os dias um bocado por termos alguém na posição errada. 
Porque o que custa mais de aceitar é saber que enquanto não houver um corte total de vivência em comum, nunca se consegue andar em frente, anda-se aos círculos num remoinho que nunca acaba. O que custa mais é ter de cortar da nossa vida alguém que devia ser das personagens principais. 

E esta sou eu, a seis horas de ter de ir trabalhar e com o sono a milhares de quilómetros, a ganhar coragem para acabar o último capitulo de um livro que ainda devia estar a ser escrito. 
Ninguém disse que a vida era justa, mas alguém podia ter dito que essa injustiça bate sempre nos sítios onde dói mais. 

2 comentários:

  1. é o mais difícil, mas é a atitude mais sensata. se é para fechar um capítulo não se podem deixar pontas soltas. beijinho e força!

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  2. Ninguém disse que a vida era justa, mas alguém podia ter dito que essa injustiça bate sempre nos sítios onde dói mais. - completamente de acordo. Se nos tivessem avisado a preparação talvez nos fizesse não sofrer tanto

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