domingo, 31 de maio de 2015

Coisas que me fazem sentir saudades de Portugal.

Quando tens noção que nesta altura em Portugal já andavas a morrer de calor e vestir roupa fresquinha. Os meus amigos mandam-me fotos deles na praia (hora de trocar de amigos!) e a minha irmã fotos de cestos cheios de cerejas (sim, também vou trocar de irmã.).
Aqui ainda ando a olhar para a janela, vejo um céu cinzento e pensar... "secalhar é melhor levar um casaco".
Portugal deixou-me muito mal habituada no que diz respeito ao sol!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Tu nunca viveste um pesadelo a sério...

... até teres de procurar casa / quarto em Londres. 
Era de esperar que os preços ridiculamente elevados afastassem muita gente, mas não!
São caros e mesmo assim há poucos. (Ou poucos decentes, vá.) 

Estou a torcer os dedos para que a minha última visita me diga que a outra pessoa não quis e que quarto é meu. 
Vá, torçam lá comigo!! 

domingo, 24 de maio de 2015

Dias de boas notícias!

Vejam, vejam!!!

Foto: Reuters


Se a Irlanda, um país extremamente Católico, aprova o casamento homossexual por voto popular, há esperança para os outros países todos que ainda estão parados no tempo.
Vamos embora gente. A igualdade é para todos.

sábado, 23 de maio de 2015

Coisas que fazem começar a sentir em casa...

Quando descobres qual é o teu limite de pints de cerveja.
Coisa que em Londres, é quase uma regra de sobrevivência.


(Três, em caso de se estarem a perguntar.) 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Em dias de trabalho daqueles mesmo chatos...

Não há nada melhor do que chegar a casa, esticar-me no sofá e beber um copo de vinho.
E diziz também fumar um cigarro, mas "infelizmente", deixei de fumar... 

domingo, 17 de maio de 2015

Vou contar a minha história. A minha e a de milhares de jovens que passaram pelo mesmo do que eu .

Vi recentemente partilhado este vídeo no Facebook, do nosso Presidente da República a pedir aos jovens emigrantes que voltem para Portugal.

[ Aqui, para quem quiser ver. ]

Eu compreendo, juro que compreendo. Afinal, a geração das pessoas que estão agora entre os 20 e os 30 (na qual eu me incluo) é talvez a geração mais qualificada que Portugal viu nascer. Todos nós temos uma profissão, todos nós temos uma licenciatura ou um curso profissional numa área especifica... grande parte de nós em universidades e escolas públicas em parte subsidiadas pelo governo. 
Todos nós queremos provar o nosso valor e as nossas capacidades. 
Muitos poucos de nós tiveram a oportunidade de o fazer dentro da nossa casa. 

Eu compreendo. Afinal, Portugal subsidiou os nossos estudos e agora não está a colher os frutos desse investimento. Os jovens não trabalham dentro do país (ou não conseguem trabalho de todo) logo não descontam e não ajudam com os seus próprios impostos. 
Mas eu pergunto... que culpa temos nós? 

Depois de quase quatro anos em empregos precários, estágios profissionais e muito tempo parada, encontrei-me a receber o subsidio de desemprego. Em caso de nunca o terem tido de receber, eu digo: não é uma boa sensação.

Sempre tive ideia de ir para fora... mas era aquela ideia longínqua de "um dia gostava de viver lá fora", aquelas coisas que dizemos da boca para fora, que nunca achamos que irão realmente acontecer. Até me encontrar numa situação de desespero e uma amiga me oferecer a oportunidade de ir viver para Londres, 

Vim à aventura. A única coisa que tinha era uma amiga que me ofereceu a casa e a ajuda dela... e só por isso vou-lhe ser eternamente grata. Não tinha perspectivas de emprego, nunca tinha estado aqui antes, não sabia como é que esta cidade funcionava. Apenas tinha uma mala e meia, algum dinheiro no banco (não muito), um currículo, um certificado de habilitações e capacidade de falar inglês. 
Em doze dias tratei de todas as burocracias, fiz vários turnos de experiência e tive uma oportunidade fantástica de emprego na minha área, que me permite aprender bastante e um dia me vai abrir bastante portas.  A melhor parte? Condições de trabalho excelentes, progressão de carreira e um bom ordenado. E uma segurança que nunca, nunca consegui ter em Portugal. 

Não se enganem: todos os dias tenho saudades de Portugal. 
Da minha família, das minhas rotinas... do meu sobrinho/afilhado de oito meses, o qual eu cuidei muitos dias seguidos quando nasceu e que agora me dá vontade de chorar de cada vez que me lembro que eles está a crescer e eu não estou a ver. Em que choro mesmo quando me lembro que da próxima vez que ele me vir nem vai saber quem eu sou. 

Não tenciono voltar para Portugal, Sr. Cavaco Silva. Portugal não me oferece as condições que eu aqui tenho. Não me oferece a segurança profissional e financeira que eu aqui tenho. Não me oferece a qualidade de vida que eu aqui tenho, que apesar de ter de gerir o meu dinheiro (como qualquer pessoa), não tenho de andar a contar os trocos todos. 

Querem incentivar os jovens Portugueses? Concordo plenamente.
Mas incentivem aqueles que ainda aí estão. 
Nós já não voltamos, por isso façam com que os que ainda resistem não tenham de sair. Não os façam passar por aquilo que nós, jovens imigrantes, temos de passar. Não os sujeitem a ter de largar tudo, como nós. 

Porque acredite em mim, ter de deixar tudo para trás? Custa.
Custa muito. 
Mas custa mais voltar. 

sábado, 16 de maio de 2015

Vantagens de viver com Chefs, #1

Poder mandar uma mensagem a dizer que estou cheia de fome, mas com preguiça a mais para me levantar do sofá... e traz-me comida do trabalho pronta a comer.
Ah, roam-se de inveja!!

Do bullying.

Aparentemente em Portugal anda uma grande controvérsia por causa de um miúdo que foi agredido por um grupo de adolescentes e gravado. O caso foi há mais de um ano atrás mas por algum motivo o caso só chegou agora ás redes sociais. 

Confesso que não consegui ver o vídeo completo. Aquilo estava-me a revoltar de tal maneira que tive de parar. Achei que 13 minutos daquilo era tortura e nem quero imaginar no que o miúdo estava a passar naquele momento... e no que está a passar agora, aberta uma ferida que já tinha um ano de idade. 

Vejo imensos comentários a ameaçar fazer o mesmo, ameaças de violência, penas de prisão extremas aos adolescentes envolvidos, até mesmo penas de morte. E vejo pessoas que meio da sua justificada revolta se esquecem que tudo o que ameaçam fazer cai na mesma categoria que aqueles miúdos num momento estupidez e falta de empatia extrema fizeram: Bullying. 

Olho por olho, dente por dente? Essa nunca devia ser a solução.
Devíamos ficarmos calado sem nos chatearmos com a situação? Não.
Se acho que eles deviam ser severamente punidos? Claro que sim. 

Ponham-nos a fazer serviços comunitários. A fazer tarefas úteis que lhes forcem o significado de viver em comunidade pela garganta abaixo, até eles perceberam o mal que fizeram, se arrependerem a sério e nunca mais quererem sequer a pensar em repetir.  Não condenem adolescente a penas de prisão pesadas que lhes estrague o resto da vida. Porque por muito ruins que eles tivessem sido (e foram) no fim do dia foram adolescentes que tiveram uma atitude  horrível. Quantos de nós fizemos coisas do que nos arrependemos quando tínhamos a mesma idade? 

Que os punam. Que os castiguem a sério que eles merecem. Que os façam aprender o que é respeito pelo próximo. Que os forcem a ter empatia pelos outros. 
Mas façam-no sem terem de se tornar Bullies também.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Oi? Está aí alguém?

Eu sei que desta vez a ausência foi grande. Não sei dizer o que me fez deixar este blogue ao abandono tanto tempo (não esquecer, porque isso não me esqueci). Talvez tenha sido cansaço, talvez tenha sido o ritmo que a minha vida teve nos últimos meses... não vou arranjar desculpas. Aconteceu. 
Agora estou de volta e tenciono que seja de vez. Quando nos vimos longe de casa procuramos algo que nos leve de volta ao conforto do ninho e neste momento é isso que este blogue representa: o cobertor quentinho da minha casa quando a minha casa está tão longe. 

Assim muito por alto o que aconteceu nos últimos meses: 

1- Ainda não ganhei o euromilhoes, por isso escusam de cá vir pedir jantares de graça.

2. O Jared Letto ainda não se apaixonou por mim. Ainda. 

3. Continuo a comer que nem uma parva e a queixar-me depois que vou ficar uma bola. Há coisas que  nunca mudam. 

(Vá, agora a sério.) 

3. Tornei-me tia pela primeira vez e o meu mundo ficou muito mais bonito. (Este foi talvez o acontecimento mais importante.) 

4. Trabalhei muito para receber uma ninharia. Isso fez-me perceber que o meu futuro infelizmente não passa por Portugal e juntei-me ás estatísticas dos milhares de recém-licenciados que se vão embora. Estou agora a ver o amanhecer em Londres. 

5. Apesar de não ser o Amanhecer em Paris que vejo o blogue vai continuar com o mesmo nome. Posso não ter acabado lá, mas a gosto pela cidade não mudou. 

6. Foi sem dúvida o ano em que a minha vida ( e eu ) mais mudou. Os últimos meses deram tantas voltas que eu podia competir com uma máquina de lavar roupa em centrifugação máxima. Algum stress, algumas lágrimas mas no fim de contas, um ano feliz. E é isso que importa.

Bem vinda de volta, Catarina!! 
(Ah espera! Isto não sou eu que tenho de dizer...)