sábado, 16 de maio de 2015

Do bullying.

Aparentemente em Portugal anda uma grande controvérsia por causa de um miúdo que foi agredido por um grupo de adolescentes e gravado. O caso foi há mais de um ano atrás mas por algum motivo o caso só chegou agora ás redes sociais. 

Confesso que não consegui ver o vídeo completo. Aquilo estava-me a revoltar de tal maneira que tive de parar. Achei que 13 minutos daquilo era tortura e nem quero imaginar no que o miúdo estava a passar naquele momento... e no que está a passar agora, aberta uma ferida que já tinha um ano de idade. 

Vejo imensos comentários a ameaçar fazer o mesmo, ameaças de violência, penas de prisão extremas aos adolescentes envolvidos, até mesmo penas de morte. E vejo pessoas que meio da sua justificada revolta se esquecem que tudo o que ameaçam fazer cai na mesma categoria que aqueles miúdos num momento estupidez e falta de empatia extrema fizeram: Bullying. 

Olho por olho, dente por dente? Essa nunca devia ser a solução.
Devíamos ficarmos calado sem nos chatearmos com a situação? Não.
Se acho que eles deviam ser severamente punidos? Claro que sim. 

Ponham-nos a fazer serviços comunitários. A fazer tarefas úteis que lhes forcem o significado de viver em comunidade pela garganta abaixo, até eles perceberam o mal que fizeram, se arrependerem a sério e nunca mais quererem sequer a pensar em repetir.  Não condenem adolescente a penas de prisão pesadas que lhes estrague o resto da vida. Porque por muito ruins que eles tivessem sido (e foram) no fim do dia foram adolescentes que tiveram uma atitude  horrível. Quantos de nós fizemos coisas do que nos arrependemos quando tínhamos a mesma idade? 

Que os punam. Que os castiguem a sério que eles merecem. Que os façam aprender o que é respeito pelo próximo. Que os forcem a ter empatia pelos outros. 
Mas façam-no sem terem de se tornar Bullies também.

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