Mostrar mensagens com a etiqueta Amor e outros mistérios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor e outros mistérios. Mostrar todas as mensagens

sábado, 30 de julho de 2016

Nobody said it was easy...

 Há pessoas que se tornam especiais, mesmo quando sabemos que essa não é a melhor ideia. Por mais fortes que os sentimentos que nutrimos por elas, às vezes as coisas simplesmente não resultam.
Às vezes o tempo não é o certo, as circunstância são erradas, as vossas vidas estão em fases diferentes e não se vê maneira possível de poder equilibrar as coisas.

Por muito especial que essa pessoa seja, o tempo passa. Mas os sentimentos ficam e ambos insistem em esconder algo que eles sabem que só vai causar mais problemas se estiver a céu aberto. E vocês esperam que um dia as vida dê uma volta, as circunstâncias mudem e possam finalmente ficar juntos.
O tempo passa, mas a esperança fica.

O que vocês não se apercebem é que apesar do tempo manter as coisas inalteráveis aos vossos olhos, o mesmo não acontece com a outra pessoa. A vida avança e a outra pessoa avança com ela.
Até que um dia, numa visão enublada que parece quase irreal, vocês vêm a outra dar o passo definitivo, de mão dada com outro alguém a desaparecer nessa mesma nébula.

Como é que reage a um inesperado pontapé no estômago? Como é que anda em frente quando se passou tanto tempo a tentar equilibrarmo-nos no mesmo lugar?

O que acontece depois de reconhecermos o som do coração a partir-se em dois? 

domingo, 5 de maio de 2013

Mothers Day!

Não sei se já vos disse que tenho a melhor mãe do mundo. 
Sim, ela é chata, quer saber tudo o que se passa na minha vida todos os segundos de todos os dias e dá-me cabo da cabeça aproximadamente 34652 vezes por dia. Mas ela pode, é minha mãe. 

A minha mãe não só é a melhor mãe como é também das melhores pessoas que este mundo já teve a sorte de conhecer. Tudo o que ela puder fazer pelos outros, ela não hesita. Sempre que houver algum membro do clã a precisar de ajuda ela é a primeira a dar a mão.
A minha mãe, apesar de ter crescido num ambiente altamente religioso e numa altura em que tudo o que fugisse do normal era visto de lado (não foi assim há tantos anos... foi tipo há 30!), é das pessoas mais compreensivas e com a mente mais aberta que conheço. Sempre me senti à vontade para nunca ter de esconder nada dela e saber que do lado dela me vai esperar sempre apoio incondicional. 
A minha mãe é a única pessoa nesta vida que eu tenho a certeza, sem hesitar um segundo, que ia até ao fim do mundo por mim e pela minha irmã. 
A minha mãe é a minha pessoa preferida. Como é que podia não ser? 

Feliz dia da mãe, pequenos biscoitos! :) 



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fraternal love.

Eu e a minha irmã temos sete anos de diferença de idades e talvez o triplo disso no que diz respeito a diferença de gostos e de personalidades. 
A minha irmã é controlada, calma e evita conflitos. Eu não me consigo conter e expludo, quando muitas vezes o melhor era estar quieta. 
A minha irmã gosta de sangria de champanhe e de smirnoff. Eu gosto de vinho e de gin. 
A minha irmã gosta de peito de frango e eu de bifes de vitela. 
A minha irmã é inconveniente e diz muitas vezes o que não deve em público, ironicamente, eu sou o oposto e penso sempre como é que aquilo que eu digo vai ser recebido. 
A minha irmã é cautelosa e pensa sempre antes de fazer as coisas. Eu sou impulsiva e faço as coisas no momento em que penso nelas sem pensar nas consequências que isso pode ter. 
A minha irmã tem acessos de mau feitio que metem medo mas que lhe dão só de vez em quando. Eu acessos de mau feitios ligeiramente  mais suaves mas que me dão com muita frequência. 
Eu tenho mudanças drásticas de disposição e nunca se sabe como é que vou estar dali a uma hora. Com a minha irmã podemos sempre contar como é que ela vai reagir.
A minha irmã é disponível para toda a gente, não reclama, não diz que não a ninguém. Eu sou disponível para quem acho que devo ser, passo 16 horas por dia a reclamar com tudo o que me é humanamente possível e adoro dizer que não. Mesmo que a seguir vá dizer que sim. 
A minha irmã gosta das músicas que passam no rádio. Eu gosto de rock e alternative. 
Eu gosto de ler romances e histórias com finais felizes. Ela gosta de livros com pelo menos dez mortos por capitulo.
A minha irmã é assim no geral, uma pessoa muito melhor do que eu. 

Eu e a minha irmã fomos educadas exactamente da mesma maneira, com exactamente as mesmas oportunidades e acabámos completamente diferentes uma da outra.
Tínhamos reunidas todas as condições para nos darmos muito mal, mas ironicamente, apesar de passarmos a vida a implicar uma com a outra, a minha irmã é das pessoas mais importantes da minha vida.
A minha irmã não é só a minha irmã, é uma das minhas melhores amigas. Mesmo quando sei que vamos ter ideias opostas, a opinião dela é sempre das mais importantes para mim. 
Quando penso na minha vida em retrospectiva, todos os momentos importantes, todas as coisas que valeram a pena, ela esteve sempre lá. E quando penso no futuro não imagino nenhum em que ela não esteja lá de alguma maneira.
A minha irmã é a minha pessoa preferida, é a minha partner in crime e é a pessoa com quem eu não preciso de falar para nos entendermos e percebermos o que a outra quer dizer. 
Hoje a minha irmã faz 30 anos e eu obviamente já lhe dei cabo da cabeça e não a deixei esquecer disso por um minuto. Mas passei 22 desses 30 ao lado dela e só espero que daqui a mais 22 possa dizer exactamente a mesma coisa que digo hoje;
Valem a pena todas as discussões, porque no fim do dia continuamos a estarmos sempre uma para a outra e a rirmos-nos da nossa estupidez e a partilhar tudo como até agora.
No fim do dia, continuamos a ser irmãs e não há nenhuma relação ou tipo de amor que substitua a segurança e cumplicidade que é ter um irmão. Que é ter alguém com quem podemos partilhar tudo, com quem podemos rir num segundo, gritar no outro e conversar calmamente no a seguir.
É nestas alturas que eu tenha pena de quem é filho único... toda a gente devia ter direito a saber o que é ter um irmão.
Especialmente se for uma irmã como a minha.



Parabéns, idiota! :) 

sexta-feira, 8 de março de 2013

É possível começar de novo?

Eles tinham uma relação de algum tempo, séria. Trabalhavam na mesma área, pouca diferença de idade e uma cumplicidade enorme.
Um dia ela traiu-o. Foi uma vez sem exemplo, um deslize, algo que não era ter suposto acontecido. Ela decide que o melhor é esquecer o assunto e nunca mais pensar nisso, não olhar para trás. O tempo ia encarregar-se de fazer desaparecer tudo. 

Ele acaba por descobrir. Da pior maneira. Porque alguém viu e comentou. Alguém assumiu que ela nunca o trairia e comentou com uns amigos em comum que não sabiam que eles tinham acabado e ela que já tinha seguido em frente.
Os amigos ficaram de boca aberta. "Acabaram? O quê? Não! Eles continuam juntos. Estão juntos à tanto tempo, aquilo já deve ser definitivo! Não estás a fazer confusão?"
Ele calou-se, ficou branco e percebeu o erro. Se eles não tinham acabado, então aquilo que ele tinha visto não era para ele saber. Mas foi tarde demais.
Os amigos perceberam o que ele queria dizer e insistiram para ele lhes contar. Ele contou, afinal o estrago já estava feito.
 Os amigos foram contar ao rapaz. O rapaz ficou perdido e durante dias não falou com ninguém, nem sequer com ela. Ele não sabia o que fazer.

Ela pediu desculpa infinitas vezes. Disse que tinha sido uma vez e que estava arrependia.Que nunca mais ia acontecer. Que se ele a perdoasse ela ia fazer tudo ao alcance dela para ele confiar nela de novo. 
Ele aceita. Ele perdoa-a. 
Os amigos dizem que ele é um idiota... mas ele diz que ela é a mulher da vida dele. Que não sabe o que é que viver sem ela e que ainda não quer descobrir. Eles tentam de novo. E o tempo passa.

O problema é que ele perdoou. Mas não esqueceu. 
E cada vez mais o assunto lhe vem à cabeça, de cada vez que olha para ela imagina-a com um homem sem cara... ele nunca soube quem foi o outro. Cada vez que olha para ela começa a pensar se ela vai fazer isso de novo. Começa a pensar quando é que vai ter o coração partido de novo e quando é que se vai ter de preparar para isso. Ele percebe que não consegue confiar nela e pede um tempo para pensar. Sozinho. Para decidir o que quer fazer.

Ela não reage bem e insiste em manter contacto durante 24 horas com ele. Começa a ter ataques maníacos de ciumes de cada vez que ele não lhe quer responder ás mensagens e ás chamadas. Ele cansa-se e para de lhe responder de todo.
Quanto ela mais insiste, mais ele se quer afastar. Quer uma relação séria, calma. Não quer este drama todo.
Mas ainda gosta dela e não sabe o que fazer. Não sabe se a deve perdoar de vez e esquecer ou tentar partir para outra. Mesmo que nunca mais encontre ninguém como ela.

Agora digam-me vocês, é possível começar de novo? 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Os animais da nossa vida.

Um dia destes estava a ler os comentários a um post qualquer no Facebook, quando leio um comentário que diz, mais coisa menos coisa, algo como: "Não compreendo como é que as pessoas podem chamar os animais de irmãos ou filhos. É uma falta de educação para a família. Os meus familiares não são animais e ficava bastante indignada se alguém os tratasse assim."

E mesmo ignorando o facto de que sim, os seus familiares são animais da mesma forma que todos o somos, não percebo qual é o problema de chamar os animais de membros de família. 
Para mim as gatas da minha irmã são as minhas sobrinhas. Os gatos das minhas avós são os meus tios e digo à minha mãe para ir pôr comida aos irmãos. Trato os cães dos meus primos por primos e digo à minha irmã para ir dar comida ás filhas. O meu cão era o meu irmão e de todas as vezes que ele foi pai, dizia aos meus pais que tínhamos de ir a casa da minha "cunhada" (era sempre uma diferente!) ver os netos deles. 

E quanto mais penso nisso, mais chego à conclusão que ou aquela senhora nunca teve um animal de estimação, ou nunca se afeiçoou verdadeiramente aos que teve. 
Porque quem tem e trata bem, sabe que eles se tornam rapidamente um membro da família, importante como qualquer outro. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um dia...

Percebes que amor é quando sentimos as dores das outras pessoas como se fossem as nossas.
Infelizmente, hoje é um desses dias.

(E não estou a falar de paixão, de amores do momento. Estou a falar do amor que temos pelos pais, pelos irmãos, pelas pessoas que estão sempre na nossa vida. Aquele amor que nunca acaba.) 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

[...]

A pior parte do tempo passar e as coisas deixarem de ser acontecimentos recentes para passarem a serem memórias é que só as lembranças boas é que vão ficando. 
Tudo o que foi mau começa a ficar esquecido e a levar-me a perguntar porque é que as coisas correram daquela forma e acabaram daquela maneira.
Então tudo o que tenho de fazer é relembrar mentalmente tudo o que aconteceu, todas as razões que me levaram a tomar a decisão que me trouxe até este ponto e voltar a perceber e a respirar de alívio, que continuo a achar que foi a melhor decisão que poderia ter tomado e que ainda consigo ser forte o suficiente para aguentar as minhas escolhas e as consequências que elas me trouxeram. 
Mesmo quando do outro lado ele voltou a tentar fazer-me voltar atrás e esquecer tudo o que me trouxe até aqui. Mesmo quando eu enfraqueço e tenho de me lembrar constantemente de que tudo está melhor assim
Mesmo quando era tão mais fácil ceder. 
Mas também ninguém disse que ia ser fácil, pois não? 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mas quem disse que esquecer aquela pessoa era fácil?

Sempre acreditei que a melhor forma de esquecermos alguém é, infelizmente, cortar completamente essa pessoa da nossa vida. 
Enquanto ele lá estiver, enquanto houver aquela esperança por mais pequena que seja, de que "ele vai dizer qualquer coisa", enquanto estivermos continuamente a olhar para o telemóvel à espera de uma chamada ou de uma mensagem, à espera de um outro encontro que acaba quase sempre como nós não queremos, enquanto houver uma hipótese de falarmos com ele nunca o vamos conseguir esquecer. 
Porque nos vamos agarrar a essa última esperança, de que possa voltar a ser aquilo que já foi, como se fosse a última tábua de salvação da nossa vida. Mas aí é que está o problema, nunca mais vai voltar a ser o que já foi. 
A confiança uma vez perdida, perde-se para sempre. Pode-se ignorar, pode-se perdoar, pode-se seguir em frente, mas nunca se pode esquecer. As coisas que nos magoaram, que nos fizeram chorar e arrepender do dia em que nos apaixonámos nunca se esquecem e um dia voltam sempre para nos assombrar. Pode-se recomeçar uma, duas, três, dez vezes na esperança de que dessa é que seja, mas nunca vai haver nenhuma como a primeira, com a inocência da perfeição. 
Por isso é que quando decidi cortá-lo da minha vida, de vez, foi uma decisão que adiei durante semanas porque simplesmente já não conseguia imaginar um mundo em que ele não fizesse parte, mesmo que a presença dele agora só me causasse dor, só me fizesse relembrar tudo o que eu não queria, e me estivesse a pôr perto do ponto da obsessão, de querer saber o que ele estava a fazer quase 24 horas por dia, porque como eu disse, a confiança nunca mais volta a ser a mesma depois de quebrar a primeira vez. 
Felizmente tive a consciência de saber que isso me estava a prejudicar muito mais do que ajudava e um dia, num súbito ataque de coragem, cortei-o de vez. Nem sequer me dei hipótese de me despedir porque sabia que se o tivesse de fazer nunca ia conseguir. 
As primeiras semanas foram dolorosas, não só porque queria desesperadamente saber dele, afinal, foram três anos da minha vida com muitas lembranças felizes, mas porque não entendia porque é que ele não lutava por mim. Não signifiquei para ele o mesmo que ele foi para mim? 
Até que passado uns tempos ele voltou a contactar-me, eu respondi, mas nunca falámos do "elefante na sala", do facto de eu o ter expulso da minha vida. Esse dia custou-me, custou-me especialmente controlar-me e não voltar tudo ao início e ir a correr atrás dele de novo. 
Voltaram-se a passar semanas e eu habituei-me a viver sem ele. Ás vezes lembrava-me, espantada, que já não pensava nele há vários dias. 
Há uns dias ele voltou a falar comigo. E eu não fiquei com o coração aos saltos. Não fiquei com vontade de ir a correr atrás dele de novo. Não me deu vontade de chorar e mandar a minha decisão dar uma volta.
E fez-me perceber que cresci. 
Delineei um objectivo que me custou muito, mesmo sabendo que era melhor para mim, e cumpri-o. Cresci, porque à meses atrás tinha ido atrás dele mesmo sabendo que me ia fazer mal, e agora controlei-me, respirei fundo e gostei um bocadinho mais de mim.
Se o esqueci? Não. Infelizmente foram três anos demasiados especiais para serem esquecidos assim. Duvido que algum dia vá esquecer completamente. 
Mas aprendi a viver sem ele, algo que já me era estranho.
E mais importante de tudo, voltei a aprender a ser feliz sem ele. E só isso já me deixa orgulhosa. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sou só eu?


De alguma forma, aquelas pessoas que passam a vida a apregoar que estão tão felizes sozinhas, que não precisam de ninguém para estarem bem na vida, que ser solteiro não significa ser solitário, dão-me sempre a sensação de na realidade estarem desesperadas por encontrar alguém.
Fico sempre com a ideia que dizem isso mais para se convencerem a elas próprias, do que para convencerem os outros. 

sábado, 11 de agosto de 2012

Vida aleatória.


Custa tanto ter de pensar todos os dias: "Vai passar, vai passar". 
Mesmo notando que melhora todos os dias um bocado, sei que ainda faltam muitos dias até não me lembrar mais e não me importar. 
Ter de andar para a frente quando cortámos completamente o passado, é difícil. 
Ter a consciência que foi o melhor que podíamos fazer, não o torna mais fácil. 
Infelizmente. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Afinal, ainda há esperança.

Vi este segredo no Shiuuuu, que me fez reavivar a esperança. 
Toda a gente já me deve ter ouvido dizer numa altura ou outra que eu sou defensora da visão "Jane Austen" da vida. Quero firmemente acreditar em amores à moda antiga. 
Não aqueles em que as mulheres se subjugavam por completo aos maridos, até porque acredito em relações de igualdades, de cedências e de sacrifícios das duas partes até se encontrar um equilíbrio que agrade ambas as partes. 
Relações à moda antiga no sentido dos sentimentos serem verdadeiros, não serem exageradamente transitórios e de as pessoas se unirem com ideias fixas. Não com a convicção de que se correr mal existe solução, mas com sim com a ideia de ser "para sempre", mesmo tendo consciência que o Para Sempre, é uma estrada sinuosa, cheira de curvas, buracos, altos e baixos. Que se unem mesmo sabendo essa viagem, vai provavelmente ser a mais difícil que vão fazer. 
Aquelas relações à moda antiga em que insistem, persistem, remendam até ficar tudo como novo quando era tão mais fácil desistir. 
É por isto que este segredo me derreteu toda, porque afinal isso existe. Ainda há esperança.
Houve qualquer coisa dentro de mim que aqueceu quando vi que estes casal de reformados, reatou agora a chama de uma paixão que mesmo parecendo apagada durante tantos anos, os manteve juntos uma vida. Mesmo tarde, acabaram a viagem e chegaram ao "Para Sempre".
São tão lindas estas histórias de amor verdadeiras. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vida aleatória.

Toda a gente nos diz o tão fácil que é apaixonarmos-nos, viver uma história, ter a primeira relação a sério. 
Toda a gente nos diz o difícil que é quando acaba, os anos em conjunto em que houve tantos momentos perfeitos que não se vão repetir, o fim do mundo que se torna. 
Ninguém nos diz é que o mais difícil não é o fim, a noção de que já não temos essa pessoa. 
O mais difícil é saber que temos de cortar o mal pela raiz, cortar todos os contactos porque enquanto essa pessoa estiver na nossa vida, por mais pequena que seja essa fatia, nunca vamos ter conseguir um fim definitivo e estamos a sofrer todos os dias um bocado por termos alguém na posição errada. 
Porque o que custa mais de aceitar é saber que enquanto não houver um corte total de vivência em comum, nunca se consegue andar em frente, anda-se aos círculos num remoinho que nunca acaba. O que custa mais é ter de cortar da nossa vida alguém que devia ser das personagens principais. 

E esta sou eu, a seis horas de ter de ir trabalhar e com o sono a milhares de quilómetros, a ganhar coragem para acabar o último capitulo de um livro que ainda devia estar a ser escrito. 
Ninguém disse que a vida era justa, mas alguém podia ter dito que essa injustiça bate sempre nos sítios onde dói mais. 

domingo, 17 de junho de 2012

A C.


- A C. faz filmes na cabeça que não cabem na cabeça de mais ninguém. Aliás, não faz filmes. Faz temporadas inteiras de telenovelas de Globo. Nos dias em que está mais inspirada, novelas da TVI. 

- A C. anda desde 1900 e troca o passo a melhorar as minhas capacidades de detective particular. Mesmo nas situações mais parvo-embaraçosas. E mesmo quando eu lhe peço de joelhos para não fazermos isso. 

- A C. vive na minha cidade de origem, pelo que as telenovelas descritas em cima quando são feitas via telefone me fazem ter ataques de riso no meio da rua que leva as pessoas a desviarem-se de mim. Não, não é uma coisa bonita. 

- A C. tem opiniões e visões de vida que atentam directamente contra as minhas, o que dá discussões de horas. Não sei como nunca nos chateámos. Inexplicavelmente, somos amigas à aproximadamente uns 18 anos. É a minha amiga mais antiga e com quem mais partilho histórias de vida.

- A C. conhece-me melhor do que ninguém. Às vezes acho que até melhor do que os meus próprios pais. Ela não se deixa enganar pelo meu charme irresistível. (Não disse piada nenhuma... parem lá com as gargalhadas!) 

- Eu e a C. somos completamente pessoas opostos. Temos gostos diferentes, ideias de vidas diferentes, grupos de amigos que não têm nada em comum uns com os outros. Vivemos vidas completamente diferentes e a única coisa em comum na nossa vida é mesmo o facto de termos crescido juntas e sermos amigas.

- Eu e a C. seguimos caminhos de vida completamente opostos, mas de alguma forma a nossa amizade nunca mudou e apesar de raramente estarmos de acordo, continuamos a apoiarmos-nos indiscutivelmente e continuamos a ser melhores amigas da mesma maneira que éramos quando ainda não estávamos sequer na escola primária.

- A C. faz hoje anos e como pessoal especial que ela é para mim, apesar de não poder estar fisicamente com ela não podia deixar passar este dia.

Parabéns C. :)
Que venham muito mais anos de discussões inúteis contigo e aventuras completamente idiotas onde de alguma forma nos conseguimos sempre meter :) . 

sábado, 19 de maio de 2012

E depois há aqueles dias que correm de uma forma simplesmente perfeita.
Isso, ou ele tem um jeito de tornar especiais dias que tudo indicava que não iam correr bem. :)

Bom fim de semana, meus queridos! 

domingo, 6 de maio de 2012

Um beijinho para elas todas :)

Eu acho que a minha mãe é a melhor de todas. O que não quer dizer nada, porque vocês de certeza que acham que a vossa mãe também é a melhor do mundo. 
Mas para mim, será sempre a minha. 
É a ela a primeira pessoa com quem eu falo quando acontece alguma coisa boa. É também a ela a primeira pessoa que procuro quando acontece alguma coisa má.
De todas as pessoas de quem eu tenho saudades, ela é sempre a primeira de quem eu me lembro. 
É a pessoa que de vez em quando, me dá pesadelos a possibilidade de um dia poder vir a ficar sem ela, porque não consigo conceber um mundo onde isso é uma realidade. 
E, ainda mais, porque é a ela que eu devo tudo aquilo que sou e tudo aquilo que consegui.
Por isso, um beijinho para a minha mãe e para as vossas, porque mais do que ninguém elas merecem. :) 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

É por estas que funcionamos tão bem juntos.

Eu: Acho que quero um gato. 
Ele: Não queres nada. 
Eu: Como é que sabes o que eu quero? Quero um gato, sim. 
Ele: Não, não queres. Só queres ter alguma coisa a que possas pôr o nome de "Artur". 

Confesso, é verdade. 
É triste que ele já conheça essas facetas idiotas da minha mente. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

[...]

Porque há aqueles dias em que sinto a tua falta de uma forma quase doentia. 
E ainda mais doentio do que essa falta, é o saber que não posso fazer nada e que estou impotente dentro desta loucura toda. 
Há dias sem ti que parecem semanas escuras de inverno, mesmo no primeiro dia de primavera.