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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Do Euro 2016.

Tinha de pôr uma pausa na minha (muito) atribulada vida e comentar a vitória de um país que apesar de já não ser aquele em que vivo, será sempre o meu.

Fomos atacados, gozados e insultados durante todo o campeonato europeu. Fomos a equipa que passou "por sorte", o país pequeno e inisginficante sobre quem ninguém pensou duas vezes, segundo os jornalistas franceses, a equipa "nojenta" que não merecia ter passado a fase de grupos (a verdadeira definição de ironia, eh?).

Mas há uma coisa que as pessoas não sabem sobre Portugal e as suas pessoas: Nós somos sacanas teimosos. Quanto mais nos subestimam, mais nós os queremos provar errados.

E desta vez mostrámos a uma Europa inteira, que sim, somos pequenos. Mas que a vontade e a dedicação serão sempre muito mais importantes que o tamanho.
Pequenos, mas orgulhosos.
Pequenos, mas grandes.




De uma Portuguesa que mesmo a milhares de km, gritou como se estivesse no meio dos festejos em Portugal. 

domingo, 15 de novembro de 2015

De Londres para Paris, com amor.

Sendo uma pessoa com metade da minha familia a residir em Paris, os acontecimentos de sexta feira deixaram-me com o coração nas mãos, até ter a confirmação que todos os "meus" estavam bem e em segurança. Tive uma amiga próxima com quem falei, ela a chorar de alivio e a dizer-me que nunca acreditou em milagres, mas que passou a acreditar quando o marido era suposto estar naquele concerto mas que não pode ir á ultima da hora. E a sentir-se culpada por estar a chorar de alivio quando tanta gente estava a chorar de desespero. Não consigo sequer imaginar o desespero das pessoas que viveram a situação na pele e dos familiares que perderam alguém neste massacre. Mas o meu coração está com eles também. 

Estes terroristas de merda, desculpem a linguagem, conseguiram mais uma vez aterrorizar o mundo com a sua insanidade disfarçada de religião. E não me tentem dizer que isto é tudo culpa dos muçulmanos. Vivendo em Londres, que tem uma das maiores comunidades muçulmanas do mundo, digo honestamente que muçulmanos foram das pessoas mais simpáticas e honestas que já aqui conheci... e que estão tão indignados com esta situação como nós. Mas também acredito que chegou a altura de pararmos de ser carneirinhos e começar a bater o pé.
Nunca fui pessoa de defender o combate de violência com violência, mas estou rapidamente a mudar de ideias. Só quero que a Europa tome finalmente a decisão de erradicar estes cobardes obcecados com poder de vez. Desta vez foi em França... quando será á nossa porta?
Vivendo em Londres tenho consciência da imensa probabilidade da próxima vez ser á minha porta. Ou á porta dos meus amigos, ou dos meus colegas de trabalho. E agora? Devo viver com medo de fazer a minha vida diária só porque alguns idiotas decidem que sim?

O meu coração está com Paris hoje. E com Beirute. E com a Siria e o Iraque e todos esses países onde diariamente morrem centenas de pessoas sem nada terem feito para merecer tal destino.
Mas como França guarda um carinho especial no meu coração, hoje é por eles. Mas vocês são fortes. Conseguiram sobreviver a Revolução Francesa. Conseguiram sobreviver a invasão Nazi. Vão sem duvida alguma sobreviver estes insectos. 
Acredito que a "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" vai sempre vencer.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Coisas que aprendes a viver em Londres.

- O sotaque britânico deixa de parecer sexy aproximadamente 10 minutos depois de te mudares.

- Se não gostavas de cerveja antes... vais gostar.

- Se não gostavas de chá antes... vais gostar.

- "Ovos, bacon e feijões ao pequeno almoço? Que horror." Essa ideia também vai mudar, pequenos almoços anti-ressaca foi das melhores ideias desta gente.

- Se gostavas de café... vais passar um mau bocado. (A minha sorte foi descobrir um café/mercado português pertinho de minha casa que vende Delta,  faz francesinhas e vende Compal. Nunca fui tão feliz em Londres como naquele momento.)

- A ideia de procurar casa vai-te dar pesadelos durante muitas semanas seguidas.

- A greve do metro vai-te querer fazer voltar para Portugal e receber o ordenado minimo outra vez.

- O facto de tudo fechar cedo nesta terra, especialmente ao Domingo, vai-te deixar confuso nos primeiros tempos.

- O facto de teres, literalmente, tudo o que consegue imaginar a um passo de ti ou á distância de uma encomenda da internet que te chega num bocadinho a casa é das melhores coisas desta cidade.

- O facto de eles transformarem tudo o que é metro quadrado em parques o que faz com que vejas raposas e esquilos a passeram alegremente nas ruas é outra das melhores coisas destas cidades.

- O facto das oportunidades não acabarem é a melhor coisa desta cidade... quase que compensa o preço absurdo das rendas, transportes e bares. (Quase.)



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Vantagens de não viver em Portugal nestas eleições

- Não ter de viver num país em que o Bloco de Esquerda como terceiro partido mais votado é uma realidade.

(Mas que raio é que aconteceu??!) 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Acho irónico. Realmente acho.

Que num país com uma quantidade impressionante de emigrantes em que os seus habitantes não têm qualquer problema em ir ocupar países de outras pessoas (eu incluida), tenha tanta relutância e problemas (ou será ignorância?) com os refugiados que só tentam ter uma nova vida e novas oportunidades. 

Sou pela igualdade e pela mão estendida quando é preciso. Quero acreditar que se o meu país estivesse em guerra outros estenderiam a mão para nos acolher. E com tantos Portugueses espalhados pelo mundo, que deixaram o país para trás á procura dessas mesmas oportunidades... como podemos negar nós ajuda a quem se encontra (ainda) pior? 

Ou para nós pode ser tudo, mas para os outros nada? 
Sinceramente, em ano de eleições nunca vi o PNR a ter tantas hipóteses de voto. E isso assusta-me. Assusta-me muito. 

domingo, 24 de maio de 2015

Dias de boas notícias!

Vejam, vejam!!!

Foto: Reuters


Se a Irlanda, um país extremamente Católico, aprova o casamento homossexual por voto popular, há esperança para os outros países todos que ainda estão parados no tempo.
Vamos embora gente. A igualdade é para todos.

domingo, 17 de maio de 2015

Vou contar a minha história. A minha e a de milhares de jovens que passaram pelo mesmo do que eu .

Vi recentemente partilhado este vídeo no Facebook, do nosso Presidente da República a pedir aos jovens emigrantes que voltem para Portugal.

[ Aqui, para quem quiser ver. ]

Eu compreendo, juro que compreendo. Afinal, a geração das pessoas que estão agora entre os 20 e os 30 (na qual eu me incluo) é talvez a geração mais qualificada que Portugal viu nascer. Todos nós temos uma profissão, todos nós temos uma licenciatura ou um curso profissional numa área especifica... grande parte de nós em universidades e escolas públicas em parte subsidiadas pelo governo. 
Todos nós queremos provar o nosso valor e as nossas capacidades. 
Muitos poucos de nós tiveram a oportunidade de o fazer dentro da nossa casa. 

Eu compreendo. Afinal, Portugal subsidiou os nossos estudos e agora não está a colher os frutos desse investimento. Os jovens não trabalham dentro do país (ou não conseguem trabalho de todo) logo não descontam e não ajudam com os seus próprios impostos. 
Mas eu pergunto... que culpa temos nós? 

Depois de quase quatro anos em empregos precários, estágios profissionais e muito tempo parada, encontrei-me a receber o subsidio de desemprego. Em caso de nunca o terem tido de receber, eu digo: não é uma boa sensação.

Sempre tive ideia de ir para fora... mas era aquela ideia longínqua de "um dia gostava de viver lá fora", aquelas coisas que dizemos da boca para fora, que nunca achamos que irão realmente acontecer. Até me encontrar numa situação de desespero e uma amiga me oferecer a oportunidade de ir viver para Londres, 

Vim à aventura. A única coisa que tinha era uma amiga que me ofereceu a casa e a ajuda dela... e só por isso vou-lhe ser eternamente grata. Não tinha perspectivas de emprego, nunca tinha estado aqui antes, não sabia como é que esta cidade funcionava. Apenas tinha uma mala e meia, algum dinheiro no banco (não muito), um currículo, um certificado de habilitações e capacidade de falar inglês. 
Em doze dias tratei de todas as burocracias, fiz vários turnos de experiência e tive uma oportunidade fantástica de emprego na minha área, que me permite aprender bastante e um dia me vai abrir bastante portas.  A melhor parte? Condições de trabalho excelentes, progressão de carreira e um bom ordenado. E uma segurança que nunca, nunca consegui ter em Portugal. 

Não se enganem: todos os dias tenho saudades de Portugal. 
Da minha família, das minhas rotinas... do meu sobrinho/afilhado de oito meses, o qual eu cuidei muitos dias seguidos quando nasceu e que agora me dá vontade de chorar de cada vez que me lembro que eles está a crescer e eu não estou a ver. Em que choro mesmo quando me lembro que da próxima vez que ele me vir nem vai saber quem eu sou. 

Não tenciono voltar para Portugal, Sr. Cavaco Silva. Portugal não me oferece as condições que eu aqui tenho. Não me oferece a segurança profissional e financeira que eu aqui tenho. Não me oferece a qualidade de vida que eu aqui tenho, que apesar de ter de gerir o meu dinheiro (como qualquer pessoa), não tenho de andar a contar os trocos todos. 

Querem incentivar os jovens Portugueses? Concordo plenamente.
Mas incentivem aqueles que ainda aí estão. 
Nós já não voltamos, por isso façam com que os que ainda resistem não tenham de sair. Não os façam passar por aquilo que nós, jovens imigrantes, temos de passar. Não os sujeitem a ter de largar tudo, como nós. 

Porque acredite em mim, ter de deixar tudo para trás? Custa.
Custa muito. 
Mas custa mais voltar. 

sábado, 16 de maio de 2015

Do bullying.

Aparentemente em Portugal anda uma grande controvérsia por causa de um miúdo que foi agredido por um grupo de adolescentes e gravado. O caso foi há mais de um ano atrás mas por algum motivo o caso só chegou agora ás redes sociais. 

Confesso que não consegui ver o vídeo completo. Aquilo estava-me a revoltar de tal maneira que tive de parar. Achei que 13 minutos daquilo era tortura e nem quero imaginar no que o miúdo estava a passar naquele momento... e no que está a passar agora, aberta uma ferida que já tinha um ano de idade. 

Vejo imensos comentários a ameaçar fazer o mesmo, ameaças de violência, penas de prisão extremas aos adolescentes envolvidos, até mesmo penas de morte. E vejo pessoas que meio da sua justificada revolta se esquecem que tudo o que ameaçam fazer cai na mesma categoria que aqueles miúdos num momento estupidez e falta de empatia extrema fizeram: Bullying. 

Olho por olho, dente por dente? Essa nunca devia ser a solução.
Devíamos ficarmos calado sem nos chatearmos com a situação? Não.
Se acho que eles deviam ser severamente punidos? Claro que sim. 

Ponham-nos a fazer serviços comunitários. A fazer tarefas úteis que lhes forcem o significado de viver em comunidade pela garganta abaixo, até eles perceberam o mal que fizeram, se arrependerem a sério e nunca mais quererem sequer a pensar em repetir.  Não condenem adolescente a penas de prisão pesadas que lhes estrague o resto da vida. Porque por muito ruins que eles tivessem sido (e foram) no fim do dia foram adolescentes que tiveram uma atitude  horrível. Quantos de nós fizemos coisas do que nos arrependemos quando tínhamos a mesma idade? 

Que os punam. Que os castiguem a sério que eles merecem. Que os façam aprender o que é respeito pelo próximo. Que os forcem a ter empatia pelos outros. 
Mas façam-no sem terem de se tornar Bullies também.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desabafos de uma sexta-feira mal humorada.

Eu não tenho nada contra manifestações, pelo contrário, acho que quando são civilizadas e têm (algum) fundamento são uma forma excelente do povo demonstrar a sua posição relativamento ao assunto pelo qual se manifestam.

Pelo que também não tenho nada contra a polícia manifestar-se a partir do momento em que acreditam ter razões para tal.
O que eu não consigo aceitar é que se manifestem de uma forma completamente desordeira e infantil como se viu ontem. Aquela que é suposto ser uma das organizazões fundamentais do nosso país, viu perder o respeito a partir do momento em que se comportaram como anarquistas de segunda numa manifestação oficial. Foi triste e patético.
E mais triste ainda, foi em manifestações anteriores o pessoal ter levado porrada a sério por se chegar dois centimetros á frente, mas como ontem eram colegas, puderam armar-se em Tarzans e saltar as escadas da assembleia que ninguém lhes fez mal nenhum e toda a gente fechou os olhos.

Levaram cortes indecentes? Também o resto do país.
Bem vindos à realidade.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Eu prometi a mim mesma que não ia falar disto, mas estar calada é doloroso.

Quando o idiota  Sr. Hugo Soares decidiu que o direito á co-adopção por casais homossexuais deveria ser referendado, apesar de me ter vindo uma coisinha má à garganta, fiquei calada.
Não, não devia ser referendado, já devia ter sido um direito adquirido há muito tempo, mas pronto, como diz a minha avó "isso já são outros quinze contos".

Agora, depois de o senhor dizer que qualquer tipo de direito, mesmo os mais básicos, pode ser referendado, a coisinha má não passa da garganta para baixo.
Sabem porque é que existem pessoas a dizer publicamente este tipo de barbaridades e argumentos absurdos? Porque nós continuamos a aceitar que gente burra como esta (e é um nível muito elevado de burrice) continue a ter cargos de destaque.

Pronto, é só isto.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Alguém que me confirme se eu li bem, porque isto é uma coisa muito estranha!

A filha da Kardashian e do Kanye West chama-se realmente... North West???
Eu não percebo... eles tiveram um bebé ou compraram um GPS novo?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nunca se sabe muito bem o que se dizer. As palavras às vezes parecem tão insignificantes.

Um abraço e muita força para toda a familia do Rodrigo. Não consigo sequer começar a imaginar a dor de perder assim uma criança.
Acredito que não haja sensação de injustiça e de revolta maior do que esta. 
E especialmente um beijo para o Rodrigo, que apenas uma criança, inspirou uma das maiores campanhas de solidariedade que a blogosfera já viu e que de certeza vai ajudar muitas outras. 

E pronto, é isto.
Afinal o que é que se pode dizer face a estas coisas? 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

E eu fico aqui parada, a olhar para o ecrã feita parva e a pensar nestas coisas.

Aparentemente a nova moda dos putos , perdão, jovens, é andarem a enfiar preservativos pelo nariz para depois eles saírem pela boca. Não, não sei como é que isso é. Também não quero saber.
E eu fico aqui a pensar, eu sei que é suposto os putos jovens serem estúpidos e parvos. Faz parte da natureza deles e estão na idade para isso. Mas há limites para a estupidez.

E depois ocorre-me;
Esta geração é mesmo muito mais estúpida que as anteriores ou nós éramos igualmente estúpidos mas com muito menos acesso à Internet, logo, menos conhecimento geral da nossa estupidez?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Acho que tenho uma girl crush.

A Emmy Rossum.

Não só ela é gira como tudo e anda sempre bem vestida, também é a protagonista de uma das melhores séries que para aí andam, Shameless, e descobri recentemente que além disso tudo ainda canta bem que se farta.
Há miúdas que têm mesmo tudo!



E vocês? Girl Crushes por esses lados? 


quinta-feira, 21 de março de 2013

Já não era sem tempo, minha menina!


E pode ser das alergias da primavera ou qualquer coisa que me deu... mas chegou-me aos ouvidos que o Sócrates vai ser comentador da RTP.

São as alergias que me estão a fazer imaginar coisas, não são? Se eu tomar um Atarax isso passa, certo? 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Vocês devem pensar que ninguém vos topa!

Quem inventou a frase "God is a Popstar", era um génio.
Eu acho que o Vaticano gosta mesmo é de aparecer e de ser o centro das atenções. É uma espécie de mega socialite em ascensão. Por isso é que elegem Papas de quase 80 anos.
Quanto mais velhos, mais depressa vão e mais cedo têm lá a televisão toda outra vez a mostrá-los ao mundo. 

Eu já vos topei, meus filhos!! 
(Mas pronto. Um beijinho ao Chico!) 

domingo, 10 de março de 2013

Sabes que o mundo está perdido, quando...

Uma miúda de 15 anos tem seis tatuagens (SEIS!!!!) com o nome do Justin Bieber espalhadas pelo corpo.
Pais da miúda, a sério, mas vocês andam a dormir caraças??

sexta-feira, 8 de março de 2013

Aviso à comunidade!

Venho por este meio avisar, que se me enviarem mais alguma mensagem, me mandarem aviso de convite para mais algum jantar ridículo, me identificarem em mais alguma fotografia parva no Facebook, me identificarem em mais algum texto pseudo-sentimental ou me incluírem em mais alguma coisa que possua simultaneamente as palavras "Mulher", "Feliz" ou "Dia", eu não prometo controlar-me e existe uma probabilidade alargada de me tornar uma assassina psicopata nas próximas horas. 

Eu sei que sou uma mulher, vejo-me todos os dias ao espelho. Não precisam de me lembrar disso!!

Obrigada, sim? Eu também gosto muito de vocês. 

sábado, 2 de março de 2013

Viva la revolucion!

Esta manifestação passa-me um bocado ao lado, confesso. Estive na anterior até porque estava no Porto de qualquer maneira e aproveitei, mas esta nem sequer me lembrei dela até começarem as noticias na televisão. 
Acho muito bem que se manifestem, está no direito das pessoas e as coisas estão no estado que se vê. Mas sinceramente há coisas que me fazem certa confusão nesta manifestação. 

Em primeiro lugar, parece que de repente toda a gente descobriu Zeca Afonso. A Grândola Vila Morena já existe há não sei quantos anos, mas no últimos dias as pessoas estão determinadas a levar a música à exaustão.

Em segundo lugar, se é para acontecer como da última vez e resolveram começar a estragar a calçada, andar a mandar as pedras contra os edifícios e andarem armados em anarquistas, por favor, deixem-se estar sossegados. Não se esqueçam que o que vai pagar os estragos é o dinheiro que vos tiraram a mais e que é portanto, a principal causa da manifestação. (Embora eu desconfie que muitos dos que andaram nestas brincadeiras são os beneficiários do RSI.)

Em terceiro, realmente não gosto do nome da manifestação, "Que se lixe a Troika".
Já está na altura de percebermos que a culpa NÃO é da Troika. É dos governantes que fizeram com que fosse essencial a vinda da Troika para cá. Aqueles que nós repetidamente elegemos. (E nem sei porque existem eleições. Basta meter o PS e PSD alternadamente e a coisa bate sempre certo.) 
Além de que acho irónico uma grande parte ser funcionários públicos da área da saúde, educação, etc. a manifestarem-se, quando se não fosse pela Troika possivelmente o estado já nem tinha condições de lhes pagar ordenados. 
Não estou a dizer que não devem, ou não têm motivos para manifestar-se. Mas se o vão fazer, pelo menos que saibam contra o que se estão a manifestar.

A manifestação está no nosso direito e cada vez mais temos necessidade disso. Mas também está no nosso dever fazê-lo pelas razões certas. 

E agora, para vos cansar mais um bocadinho:

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Ora aqui está uma boa noticia!

A União Europeia vai proibir testes de cosméticos e produtos de higiene em animais a partir de Março. 

Já não era sem tempo!