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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A sério, eu vendo tudo o que tenho em troca!

Quando alguém inventar uma forma de desaparecer com aquele sentimento, aquele nó no fundo do estômago, que nos diz que as férias acabaram e a vida real está de volta... eu pago o que for preciso.
A sério, qualquer coisa.

Especialmente depois de duas semanas de tempo espectacular em Portugal, para ser literalmente recebida por chuva no aeroporto ao aterrar. Sim, estou de volta a Londres.
O verão está oficialmente acabado e a vida real está de volta. Caraças.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Eu sei que o Natal já passou, mas...

Pela primeira vez em 25 anos de vida passei o Natal longe da minha familia.
A viver em Londres e longe de casa pela primeira o meu Natal foi passado a trabalhar e muito diferente do que sempre foi.
Não houve bacalhau, não houve arroz de polvo, nem vinho tinto português ou bolo rei. Não houve trocas de prendas ás 11h da noite porque está tudo ansioso demais para esperar pela meia noite.

Fiquei a dormir no hotel e durante duas noites dormi de graça numa suite de um hotel de 5 estrelas no centro de Londres (nem tudo é mau) e passei o natal a beber cerveja inglesa e a festejar com uma familia diferente... aquela que criei aqui e que vejo todos os dias.

Senti muitas saudades de casa, talvez a noite que mais que custou estar fora de Portugal e em que me apercebi que a vida lá continua e tenho um oceano a separar-me daquela vida calma que já não é a minha.
Foi quando me apercebi que em vários meses cresci mais do que em 25 anos... percebi que o Natal não é só prendas, bacalhau, vinho e bolo-rei, é entender que há sacrificios que valem a pena. É perceber que mesmo a centenas de kilometros de distância as pessoas que interessam estão lá seja de que maneira for. É perceber que nem todas as familias são biólogicas e algumas são formadas pelas circunstâncias.

E quando ás 11h30 acabei o trabalho, tive uma sessão de skype com a minha familia e a minha avó de 80 e muitos anos que nunca se deita depois das 10, quando os meus tios e tias que não fazem ideia de como é que um smartphone funciona, quando os meus pais e a minha irmã se sentam todos juntos a olhar para um ecrã de um computador, estavam lá todos a desejar-me um feliz Natal e a cantar-me músicas de Natal vindas de tão longe, é que realmente me apercebi que "home is where the heart is",
E o meu está em muitos lados.


Espero que tenham tido um Natal espectacular.
Agora um brinde a um fantástico ano novo!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Em dias de trabalho daqueles mesmo chatos...

Não há nada melhor do que chegar a casa, esticar-me no sofá e beber um copo de vinho.
E diziz também fumar um cigarro, mas "infelizmente", deixei de fumar... 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

É assim uma espécie de atracção fatal.

Como boa fumadora que sou, nos minutos antes da entrada no trabalho o melhor sitio para me encontrarem a mim e aos meus colegas é a porta a alimentar o vicio.
Como trabalho numa zona relativamente movimentada da cidade, tudo o que é maluco passa por lá.

E é fatal como o destino, que é precisamente no momento em que eu estou cá fora que vai passar alguma dessas personagens e se dirigir a nós.
Há uns dias estava com a minha colega, um senhor já de idade veio falar connosco e todas as frases dizia em português e em inglês, não fosse uma de nós ser turista, talvez.
"Sempre que precisarem de mim, eu estou lá." "I'll be around". "Até outro dia, talvez". "Maybe, another day". (Não estou a gozar, esta foi literalmente a conversa do senhor.)

Ontem estava eu e um colega á porta antes de entrar, vem um rapaz sozinho a cantar rap, para á nossa frente, canta-nos uma música e vai-se embora como se nada fosse.

Isto há coisas.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Esta coisa dos nervos é normal, não é?

Depois de um tempo de procrastinação (demasiado tempo, até) amanhã vou voltar em força ao trabalho.
E tal como no primeiro dia de escola, estou aqui com os nervos a consumirem-me o estômago.

God help me! 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A vida de uma pós-licenciada nos dias de hoje. Atenção, não é uma história feliz.

Desde miúda sempre tive a ideia de que a minha vida ia ficar por aqui. 
Ia crescer, ia estudar, ia para outra cidade para a universidade porque fui sempre das que acreditei que havendo a hipótese, essa deve ser a primeira etapa em que avaliamos o quanto nos conseguimos safar sozinhos, mas ia acabar por arranjar emprego na minha cidade natal, ia casar-me, ter uma casa com piscina e três cães, formar família, passar férias no Algarve e viver cá até ao final dos meus dias. 
Claro que com a escolha da minha área profissional, os meus sonhos começaram a ser outros e foi na altura em que "Ser chef em Paris", entrou oficialmente na minha lista de objectivos de vida. Mas houve sempre qualquer coisa, um bichinho dentro de mim que me dizia que era aqui o meu lugar. No sítio que me acolheu tantos anos e de que eu tanto gosto, que onde quer que a vida me leve vai ser sempre a minha casa. 
Mas estes últimos meses (anos, talvez?) mataram-me a esperança. Os cortes aumentam, as oportunidades de trabalho diminuem, os ordenados diminuem, as despesas aumentam e infelizmente, só onde não devem aumentar. O sítio que eu tanto gosto e que tanto imaginei o decorrer da minha vida deixou de ser uma hipótese. 
Embora a minha área (restauração e hotelaria) ainda não seja das piores, não é o cenário mais brilhante e mais positivo do mundo. Sempre me disseram que é uma área onde a experiência é essencial, então eu fiz estágios atrás de estágios sem receber um tostão e ainda ter de pagar transportes e muitas vezes alimentação, fiz extras, fiz mini trabalhos temporários enquanto andava a estudar. Passei semanas a trabalhar sem qualquer compensação financeira para ganhar a tal "experiência" que era necessária para ter um trabalho decente e minimamente bem pago. 
Pois, agora tenho a experiência, se calhar ao nível de muita gente que já está na área há mais tempo do que eu e com a vantagem do conhecimento que aprendi na faculdade, à custa de muito dinheiro em propinas, casa, contas e comida. E pessoas que venham cá dizer que o conhecimento que se aprende na faculdade não interessa a ninguém, que o conta são os anos de serviço, para vocês só tenho a dizer: Vão-se foder. É por merdas dessas que existem pessoas com zero de produtividade com décadas de casa e tanto desempregado com muitas melhores qualificações e capacidade. 
Mas como estava a dizer, agora tenho a experiência e eles enganaram-me. Com a experiência, com as qualificações, com os anos de aprendizagem não vem o trabalho remunerado à altura, já é uma sorte quando vem o trabalho sequer. 
E entristece-me ser mais uma na lista. Mais uma recém-licenciada que vai embora. Porque Paris ofereceu-me uma hipótese e eu não a vou rejeitar. Porque outro país, que não me conhece, me trata melhor do que o país que me viu nascer, do que país que me educou e que me tornou uma profissional. O país onde vivi nos últimos 22 anos não me deu hipótese e levou-me a tomar a decisão de ir embora. A ser mais uma dos milhares de profissionais qualificados que este país está a expulsar. 
Portanto, senhores governantes, percam um minuto do vosso brilhante tempo e pensem a sério na questão: Vale a pena? Vale realmente a pena? 
Vale a pena fazer cortes atrás de cortes, a piorar as coisas de dia para dia? 
Vale a pena tornar impossível a vida ás pessoas que vocês próprios educaram? 
Vale a pena levar-nos a ir todos embora, todos os dias mais alguns? 
É que se a resposta ás minhas perguntas é positiva, nesse caso, fico feliz por ir embora. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

* Suspiro *

E não é que amanhã já tenho de ir trabalhar outra vez?


 (Oh eurmomilhõooooooooooooes!) 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A pior parte das folgas?


Ter coisas para fazer, mas ser tããããããõooo duro sair de casa e ter de me mexer!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Oh-Meu-Deus!

Já não bastava uma pessoa sair do trabalho a morrer em pé, quando mesmo antes de sair nos dão uma noticia sobre uma colega que nos deixa ainda mais um bocado mais mortos. 
Há coisas que são tão injustas, que quase deixam uma pessoa doente.

Oh Euromilhões, porque é que ainda não vieste para eu ser uma dondoca e nunca mais mexer um dedo nesta vida??! 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Percebemos que estamos a ficar velhos, quando...

Num dia depois de trabalhar das 9h da manhã às 10h da noite, em vez de ir dormir e descansar achei que era uma boa ideia ainda ir para a festa com os amigos. 
Eu juro que bebi três cervejas, três!! E hoje acordo com ressaca...
Juro que isto me está a começar de assustar mesmo muito. 


Rally Tascas, onde andam vocês? 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

É sexta-feira.... Pois.

Certamente que toda a gente conhece a música "É sexta-feira.... yeah". Tendo em conta o enjoo de vezes que as rádios a fazem passar, de certeza que praticamente toda a gente saber a letra de cor. 
Bem, tendo em conta que nós somos pessoas que trabalham ao fim-de-semana, especialmente sendo o fim-de-semana os dias piores e em que se for preciso se trabalham umas 14 ou 15 horas por dia, lá no trabalho alguém inventou uma nova versão da música: "É sexta-feira... F***-**, vem lá o sábado e o domingo." 
Não é bonita, mas é verdadeira. Oh, tão verdadeira. 

Bom fim-de-semana para vocês minhas pequenas espetadas de fruta ;), para a mim ainda faltam os dois dias do inferno. 

domingo, 15 de julho de 2012

Mood of the day: Zombie

Hora de entrada ontem: 9h da manhã

Hora de saída ontem: 11,30h da noite

Pausa durante o dia: 15 min para o almoço, 15 min na hora de jantar.

Como lá as folgas são às segundas e às terças, disseram-me para este domingo, como ainda não estou muito habituada ao ritmo, ficar em casa a descansar. E eu feita parva ainda queria dizer que não, não era preciso! 

Oh, a beleza da vida da restauração e da abertura da wedding season! 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Actualização ao post anterior e Louboutins.

Vi no blogue da Kitty Fane, que agora a moda no Reino Unido é pintarem as solas de sapatos de vermelho para fingirem que são Louboutins.
A única coisa que me ocorre sobre esse assunto é que é triste vivermos no mundo em que é preferível fingir que se tem, chegar ao ridículo das aparências e serem sempre uns frustados, do que ser feliz com aquilo que está ao nosso alcance. Eu também gostava de ter uns, pois gostava, mas enquanto não puder ter uns verdadeiros prefiro admitir que não tenho dinheiro para isso.

Quanto ao post anterior, se eu vos dei a impressão que não gostava, foi erro  meu :)
Fui super bem recebida, as pessoas foram muito acessíveis e muito simpáticas e puseram-me imediatamente à vontade.
 é muito, MUITO, trabalho e eu já não estava habituada ao ritmo alucinante e estou aqui que não posso! 
Mas a verdade é que gostei, amanhã há mais (Medo!) e só me fez aperceber que eu já estava mesmo farta de estar em casa! 

Agora vou enfiar-me na cama a dormir, que amanhã espera-se outro dia duro! 
Durma bem, meus pequenos M&M's amarelos! :) 

Lord, help me!!!

Que se amanhã o dia for como hoje eu não chego viva à próxima semana!! 


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ai!


Agora é que começam os nervos para amanhã! 

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dos noruegueses.

Respondi recentemente a uma proposta de trabalho na minha área para a Noruega. (Claro que só depois é que fui ver o clima e não há nada como atrair pessoas do que dizer que pode chegar aos -40.) 
Além de me terem respondido quase imediatamente, o que infelizmente não é prática no nosso país já que preferem ignorar e deixar cair no esquecimento, o senhor (extremamente simpático) disse que embora tivesse muita pena de não ser exactamente o que procuravam, já que eles queriam uma pessoa com uma formação especifica numa certa área, que eu não tenho,  disse que já tinha enviado o meu CV para todas as unidades e para ficar à espera de noticias. Desejou-me sorte e que ia ficar atento e qualquer coisa contactava comigo de novo. 
Nunca tinha falado com ninguém da Noruega, nem sei nada sobre eles a não ser o que dizem de serem pessoas super civilizadas,mas pelo que vi entretanto, acho que podíamos todos aprender um bocadinho com eles. É que não estou a ver nenhuma entidade empregadora Portuguesa a perder cinco minutos do tempo deles a serem minimamente educados com as pessoas que rejeitam. 

É ligeiramente desconcertante.

Aumenta ligeiramente a esperança quando vimos ofertas na nossa área de trabalho e bem pagas, o que não é a coisa mais comum nos dias de hoje. 
Volta a cair, quando a expressão "Cem cães a um osso" nem se aproxima da realidade. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Da entrevista.

Correu bem, parece-me ser um trabalho engraçado, o sítio é lindo (ou não fosse o Chiado dos sítios mais fofos de Lisboa) e tem uma vista espectacular sobre o rio. 
Infelizmente é só durante o verão para fazer a época alta, nada que eu não estivesse à espera. 
Agora, resta esperar  e continuar a mandar currículos :) 
(Confesso que ainda não mandei muitos...)