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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A sério, eu vendo tudo o que tenho em troca!

Quando alguém inventar uma forma de desaparecer com aquele sentimento, aquele nó no fundo do estômago, que nos diz que as férias acabaram e a vida real está de volta... eu pago o que for preciso.
A sério, qualquer coisa.

Especialmente depois de duas semanas de tempo espectacular em Portugal, para ser literalmente recebida por chuva no aeroporto ao aterrar. Sim, estou de volta a Londres.
O verão está oficialmente acabado e a vida real está de volta. Caraças.

sábado, 30 de julho de 2016

Nobody said it was easy...

 Há pessoas que se tornam especiais, mesmo quando sabemos que essa não é a melhor ideia. Por mais fortes que os sentimentos que nutrimos por elas, às vezes as coisas simplesmente não resultam.
Às vezes o tempo não é o certo, as circunstância são erradas, as vossas vidas estão em fases diferentes e não se vê maneira possível de poder equilibrar as coisas.

Por muito especial que essa pessoa seja, o tempo passa. Mas os sentimentos ficam e ambos insistem em esconder algo que eles sabem que só vai causar mais problemas se estiver a céu aberto. E vocês esperam que um dia as vida dê uma volta, as circunstâncias mudem e possam finalmente ficar juntos.
O tempo passa, mas a esperança fica.

O que vocês não se apercebem é que apesar do tempo manter as coisas inalteráveis aos vossos olhos, o mesmo não acontece com a outra pessoa. A vida avança e a outra pessoa avança com ela.
Até que um dia, numa visão enublada que parece quase irreal, vocês vêm a outra dar o passo definitivo, de mão dada com outro alguém a desaparecer nessa mesma nébula.

Como é que reage a um inesperado pontapé no estômago? Como é que anda em frente quando se passou tanto tempo a tentar equilibrarmo-nos no mesmo lugar?

O que acontece depois de reconhecermos o som do coração a partir-se em dois? 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Eu sei que o Natal já passou, mas...

Pela primeira vez em 25 anos de vida passei o Natal longe da minha familia.
A viver em Londres e longe de casa pela primeira o meu Natal foi passado a trabalhar e muito diferente do que sempre foi.
Não houve bacalhau, não houve arroz de polvo, nem vinho tinto português ou bolo rei. Não houve trocas de prendas ás 11h da noite porque está tudo ansioso demais para esperar pela meia noite.

Fiquei a dormir no hotel e durante duas noites dormi de graça numa suite de um hotel de 5 estrelas no centro de Londres (nem tudo é mau) e passei o natal a beber cerveja inglesa e a festejar com uma familia diferente... aquela que criei aqui e que vejo todos os dias.

Senti muitas saudades de casa, talvez a noite que mais que custou estar fora de Portugal e em que me apercebi que a vida lá continua e tenho um oceano a separar-me daquela vida calma que já não é a minha.
Foi quando me apercebi que em vários meses cresci mais do que em 25 anos... percebi que o Natal não é só prendas, bacalhau, vinho e bolo-rei, é entender que há sacrificios que valem a pena. É perceber que mesmo a centenas de kilometros de distância as pessoas que interessam estão lá seja de que maneira for. É perceber que nem todas as familias são biólogicas e algumas são formadas pelas circunstâncias.

E quando ás 11h30 acabei o trabalho, tive uma sessão de skype com a minha familia e a minha avó de 80 e muitos anos que nunca se deita depois das 10, quando os meus tios e tias que não fazem ideia de como é que um smartphone funciona, quando os meus pais e a minha irmã se sentam todos juntos a olhar para um ecrã de um computador, estavam lá todos a desejar-me um feliz Natal e a cantar-me músicas de Natal vindas de tão longe, é que realmente me apercebi que "home is where the heart is",
E o meu está em muitos lados.


Espero que tenham tido um Natal espectacular.
Agora um brinde a um fantástico ano novo!!!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

10 Coisas que aprendes quando chegas á idade adulta.

1.       Vai haver sempre dias maus. Não porque tu os tenhas provocado, não porque os mereças. Apenas porque sim.
Vai haver dias em que sujas a roupa com café ao pequeno-almoço, em que te atrasas para o trabalho, em que o metro miraculosamente avaria, em que os teus colegas estão de mau humor, em que tu estás de mau humor, em que vai chover e pela primeira vez te esqueceste do chapéu. Não há nada que possas fazer quanto a isso: apenas vai para cama e esquece. Amanhã será melhor.


2.       Há pessoas que nunca vão gostar de ti e pessoas de que tu nunca vais gostar. Não faz mal. Isso não faz de ti (ou delas) má pessoa. É apenas uma questão de compatibilidade. Desde que te lembres sempre que o respeito é sempre essencial, não percas horas de sono com isso. Não tentes provar aos outros aquilo que tu és. Porque por cada pessoa com quem não sejas compatível, vai haver sempre outras pessoas fantástica com quem podes contar.

3.       A tua família vai ser sempre o teu maior apoio, não lhes largues a mão. Seja essa família biológica ou “formada pela vida”, não há sentimento melhor do que teres a segurança de que tens alguém para te dar a mão nos momentos mais negros. Aprendes que nem todas as amizades resistem ao tempo e quem nem todas as pessoas que entram na tua vida ficam para sempre. Mas as que resistem? Essas vão-te fazer ver que no final valeu sempre a pena.

4.       Aquele sentimento que tens antes de um teste ou de uma avaliação importante, nunca vai desaparecer. Descobres que vais ser avaliado durante o resto da vida, apenas de uma forma diferente. Aquele nervoso miudinho vai-te acompanhar sempre, e isso é bom: significa que nunca paras de crescer. E a sério, nunca pares.

5.       Vais perceber que alguns dos teus sonhos nunca se vão realizar, mas que há outros pelos quais deves continuar a lutar. (Não te preocupes, tu vais saber distingui-los). Mas nunca desistas de todos os teus sonhos: a vida é muito mais emocionante e motivadora quando tens um objetivo pelo qual lutar.

6.       Aprendes que uma boa gestão financeira pessoal e um orçamento bem definido, apesar de serem coisas chatas como tudo e que não têm nada de divertido, vão ser os teus melhores amigos. Nada como teres tudo controlado e não teres de fechar os olhos com medo de cada vez que vais a um multibanco.

7.       Nunca pares de te educar ou de aprender. Apesar de nunca teres as respostas todas (não, lamento, nunca vai acontecer), o saber não ocupa lugar. Apesar da Trash Tv ser muito boa quando queres dar umas boas risadas, nunca pares de ler um bom livro, ouvir boa musica, sair a rua e aproveitar o que a tua cidade de te oferece, e ver um bom programa de TV. O conhecimento nunca vai ser uma coisa má.

8.       Nunca deixes de sentir empatia. Infelizmente vais aprender que não podes dar esmola a todos os pedintes, não podes dar casa a todos os sem-abrigo, não podes alimentar todas as crianças e não podes salvar todos os animais abandonados. Mas não deixes que isso te impeça de tentar fazer o máximo que consegues. Ajudar o próximo, também nunca vai ser uma coisa má. Um dia podes ser tu o próximo que precisa de ser ajudado.

9.       Senso-comum, respeito e compreensão são as melhores palavras que podes aplicar no teu dia-a-dia. Às vezes não conseguimos (eu e todos os restantes adultos incluídos), mas dá o teu melhor. Tenta ser a melhor pessoa que conseguires, todos os dias. Senão tenta ser o Batman. O Batman é sempre fixe.


10. Correndo o risco de parecer um daqueles pósteres inspiracionais: A vida é uma coisa fantástica. Não é perfeita, há dias maus, há alturas negras em que só queres enfiar-te na cama e desistir. Há pessoas más só porque sim. Há coisas más a acontecerem todos os dias. Mas também há pessoas fantásticas que se vão cruzar contigo. Há momentos perfeitos. Há dias inesquecíveis. Há sonhos que se realizam. Por isso aproveita o que podes, só tens esta! 

domingo, 17 de maio de 2015

Vou contar a minha história. A minha e a de milhares de jovens que passaram pelo mesmo do que eu .

Vi recentemente partilhado este vídeo no Facebook, do nosso Presidente da República a pedir aos jovens emigrantes que voltem para Portugal.

[ Aqui, para quem quiser ver. ]

Eu compreendo, juro que compreendo. Afinal, a geração das pessoas que estão agora entre os 20 e os 30 (na qual eu me incluo) é talvez a geração mais qualificada que Portugal viu nascer. Todos nós temos uma profissão, todos nós temos uma licenciatura ou um curso profissional numa área especifica... grande parte de nós em universidades e escolas públicas em parte subsidiadas pelo governo. 
Todos nós queremos provar o nosso valor e as nossas capacidades. 
Muitos poucos de nós tiveram a oportunidade de o fazer dentro da nossa casa. 

Eu compreendo. Afinal, Portugal subsidiou os nossos estudos e agora não está a colher os frutos desse investimento. Os jovens não trabalham dentro do país (ou não conseguem trabalho de todo) logo não descontam e não ajudam com os seus próprios impostos. 
Mas eu pergunto... que culpa temos nós? 

Depois de quase quatro anos em empregos precários, estágios profissionais e muito tempo parada, encontrei-me a receber o subsidio de desemprego. Em caso de nunca o terem tido de receber, eu digo: não é uma boa sensação.

Sempre tive ideia de ir para fora... mas era aquela ideia longínqua de "um dia gostava de viver lá fora", aquelas coisas que dizemos da boca para fora, que nunca achamos que irão realmente acontecer. Até me encontrar numa situação de desespero e uma amiga me oferecer a oportunidade de ir viver para Londres, 

Vim à aventura. A única coisa que tinha era uma amiga que me ofereceu a casa e a ajuda dela... e só por isso vou-lhe ser eternamente grata. Não tinha perspectivas de emprego, nunca tinha estado aqui antes, não sabia como é que esta cidade funcionava. Apenas tinha uma mala e meia, algum dinheiro no banco (não muito), um currículo, um certificado de habilitações e capacidade de falar inglês. 
Em doze dias tratei de todas as burocracias, fiz vários turnos de experiência e tive uma oportunidade fantástica de emprego na minha área, que me permite aprender bastante e um dia me vai abrir bastante portas.  A melhor parte? Condições de trabalho excelentes, progressão de carreira e um bom ordenado. E uma segurança que nunca, nunca consegui ter em Portugal. 

Não se enganem: todos os dias tenho saudades de Portugal. 
Da minha família, das minhas rotinas... do meu sobrinho/afilhado de oito meses, o qual eu cuidei muitos dias seguidos quando nasceu e que agora me dá vontade de chorar de cada vez que me lembro que eles está a crescer e eu não estou a ver. Em que choro mesmo quando me lembro que da próxima vez que ele me vir nem vai saber quem eu sou. 

Não tenciono voltar para Portugal, Sr. Cavaco Silva. Portugal não me oferece as condições que eu aqui tenho. Não me oferece a segurança profissional e financeira que eu aqui tenho. Não me oferece a qualidade de vida que eu aqui tenho, que apesar de ter de gerir o meu dinheiro (como qualquer pessoa), não tenho de andar a contar os trocos todos. 

Querem incentivar os jovens Portugueses? Concordo plenamente.
Mas incentivem aqueles que ainda aí estão. 
Nós já não voltamos, por isso façam com que os que ainda resistem não tenham de sair. Não os façam passar por aquilo que nós, jovens imigrantes, temos de passar. Não os sujeitem a ter de largar tudo, como nós. 

Porque acredite em mim, ter de deixar tudo para trás? Custa.
Custa muito. 
Mas custa mais voltar. 

sábado, 16 de maio de 2015

Do bullying.

Aparentemente em Portugal anda uma grande controvérsia por causa de um miúdo que foi agredido por um grupo de adolescentes e gravado. O caso foi há mais de um ano atrás mas por algum motivo o caso só chegou agora ás redes sociais. 

Confesso que não consegui ver o vídeo completo. Aquilo estava-me a revoltar de tal maneira que tive de parar. Achei que 13 minutos daquilo era tortura e nem quero imaginar no que o miúdo estava a passar naquele momento... e no que está a passar agora, aberta uma ferida que já tinha um ano de idade. 

Vejo imensos comentários a ameaçar fazer o mesmo, ameaças de violência, penas de prisão extremas aos adolescentes envolvidos, até mesmo penas de morte. E vejo pessoas que meio da sua justificada revolta se esquecem que tudo o que ameaçam fazer cai na mesma categoria que aqueles miúdos num momento estupidez e falta de empatia extrema fizeram: Bullying. 

Olho por olho, dente por dente? Essa nunca devia ser a solução.
Devíamos ficarmos calado sem nos chatearmos com a situação? Não.
Se acho que eles deviam ser severamente punidos? Claro que sim. 

Ponham-nos a fazer serviços comunitários. A fazer tarefas úteis que lhes forcem o significado de viver em comunidade pela garganta abaixo, até eles perceberam o mal que fizeram, se arrependerem a sério e nunca mais quererem sequer a pensar em repetir.  Não condenem adolescente a penas de prisão pesadas que lhes estrague o resto da vida. Porque por muito ruins que eles tivessem sido (e foram) no fim do dia foram adolescentes que tiveram uma atitude  horrível. Quantos de nós fizemos coisas do que nos arrependemos quando tínhamos a mesma idade? 

Que os punam. Que os castiguem a sério que eles merecem. Que os façam aprender o que é respeito pelo próximo. Que os forcem a ter empatia pelos outros. 
Mas façam-no sem terem de se tornar Bullies também.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Oi? Está aí alguém?

Eu sei que desta vez a ausência foi grande. Não sei dizer o que me fez deixar este blogue ao abandono tanto tempo (não esquecer, porque isso não me esqueci). Talvez tenha sido cansaço, talvez tenha sido o ritmo que a minha vida teve nos últimos meses... não vou arranjar desculpas. Aconteceu. 
Agora estou de volta e tenciono que seja de vez. Quando nos vimos longe de casa procuramos algo que nos leve de volta ao conforto do ninho e neste momento é isso que este blogue representa: o cobertor quentinho da minha casa quando a minha casa está tão longe. 

Assim muito por alto o que aconteceu nos últimos meses: 

1- Ainda não ganhei o euromilhoes, por isso escusam de cá vir pedir jantares de graça.

2. O Jared Letto ainda não se apaixonou por mim. Ainda. 

3. Continuo a comer que nem uma parva e a queixar-me depois que vou ficar uma bola. Há coisas que  nunca mudam. 

(Vá, agora a sério.) 

3. Tornei-me tia pela primeira vez e o meu mundo ficou muito mais bonito. (Este foi talvez o acontecimento mais importante.) 

4. Trabalhei muito para receber uma ninharia. Isso fez-me perceber que o meu futuro infelizmente não passa por Portugal e juntei-me ás estatísticas dos milhares de recém-licenciados que se vão embora. Estou agora a ver o amanhecer em Londres. 

5. Apesar de não ser o Amanhecer em Paris que vejo o blogue vai continuar com o mesmo nome. Posso não ter acabado lá, mas a gosto pela cidade não mudou. 

6. Foi sem dúvida o ano em que a minha vida ( e eu ) mais mudou. Os últimos meses deram tantas voltas que eu podia competir com uma máquina de lavar roupa em centrifugação máxima. Algum stress, algumas lágrimas mas no fim de contas, um ano feliz. E é isso que importa.

Bem vinda de volta, Catarina!! 
(Ah espera! Isto não sou eu que tenho de dizer...) 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nunca se sabe muito bem o que se dizer. As palavras às vezes parecem tão insignificantes.

Um abraço e muita força para toda a familia do Rodrigo. Não consigo sequer começar a imaginar a dor de perder assim uma criança.
Acredito que não haja sensação de injustiça e de revolta maior do que esta. 
E especialmente um beijo para o Rodrigo, que apenas uma criança, inspirou uma das maiores campanhas de solidariedade que a blogosfera já viu e que de certeza vai ajudar muitas outras. 

E pronto, é isto.
Afinal o que é que se pode dizer face a estas coisas? 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um dia...

Percebes que amor é quando sentimos as dores das outras pessoas como se fossem as nossas.
Infelizmente, hoje é um desses dias.

(E não estou a falar de paixão, de amores do momento. Estou a falar do amor que temos pelos pais, pelos irmãos, pelas pessoas que estão sempre na nossa vida. Aquele amor que nunca acaba.) 

domingo, 13 de janeiro de 2013

O imprevisível ou das coisas que me assustam a sério.

Todos os dias vejo cada vez mais pedidos de ajudas, pessoas que não têm o que vestir, que praticamente não conseguem pagar a casa e em casos extremos, nem dinheiro para comida têm. Pessoas que estão desesperadas e a quem pedir a ajuda de estranhos é a última opção.
E o que me assusta nisto tudo é que muitas delas não são pessoas que estragaram a vida. Não se meteram em vícios perigosos, não gastaram o dinheiro onde não deviam, não viviam acima das possibilidades. 
Eram pessoas absolutamente normais, como eu, como vocês, como o meu vizinho do lado. Pessoas que tiveram o azar de ficar sem emprego, de não conseguirem arranjar mais nada e de ficarem sem o que conseguiram conquistar. Pessoas a quem uma imprevisibilidade lhes estragou tudo. 
É por coisas destas que o imprevisível me dá um medo desgraçado. Porque sou aquela pessoa normal, que nunca passou dificuldades.
Embora não viva no luxo absoluto também não sei o que é não ter dinheiro sequer para os bens essenciais. Felizmente não sei o que é ter de esticar a carteira para a comida chegar ao fim do mês. Não sei o que é querer comprar um livro, uma camisola ou até mesmo ir ao cinema e não poder. E assusta-me muito a possibilidade de poder vir a ter de saber, a ter de ser uma dessas pessoas a quem a última opção foi pedir a ajuda de estranhos, mesmo que isso lhes custe a própria alma. 
Assusta-me o imprevisível, assusta-me saber que estou bem agora e daqui a cinco minutos posso não estar e assusta-me mais ver cada vez mais gente a ser atingida com isso e não saber se um dia não serei eu também. 

Ainda é muito tarde para ter cinco anos outra vez?  

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

[...]

Aquelas alturas em que as saudades chegam quando menos esperamos e começam a apertar. 
E aquelas alturas em que isso é o pior que podia acontecer.  

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eu até podia falar de muitas coisas...

Podia falar da estúpida mulher australiana que herdou uma fortuna há uns tempos e agora vem dizer que as pessoas pobres deviam era parar de beber e fumar e arranjar trabalho.
Podia falar do idiota do homem que decidiu atiçar o cavalo contra os manifestantes anti-touradas. 
Podia falar da crise, do desemprego, dos incêndios e de muitas outras coisas dentro daquilo que é obviamente o fim da silly season
Mas não vou falar.
Porque há dias em que simplesmente temos de parar de nos queixar e de apreciar as pequenas coisas que tornam os nossos dias mais bonitos. 
Há dias em que a única coisa que podemos fazer é agradecer. Hoje, de uma forma estranha, foi um desses. 


sábado, 1 de setembro de 2012

Como sabemos que estamos a ficar realmente "adultos", em uma lição.

Aquelas noites mais alternativas, em que antes caíamos para a cama e no dia a seguir acordávamos como novos, hoje em dia dão-nos uma ressaca de caixão à cova.
Ai, isto não é nada fácil!  

domingo, 12 de agosto de 2012

[...]

Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany's. O meu filme favorito que revejo vezes sem conta :) 

Exactamente como eu me sinto agora.
Com um aperto no estômago que não sei (ou prefiro pensar que não sei...) porque cá está.

sábado, 11 de agosto de 2012

Vida aleatória.


Custa tanto ter de pensar todos os dias: "Vai passar, vai passar". 
Mesmo notando que melhora todos os dias um bocado, sei que ainda faltam muitos dias até não me lembrar mais e não me importar. 
Ter de andar para a frente quando cortámos completamente o passado, é difícil. 
Ter a consciência que foi o melhor que podíamos fazer, não o torna mais fácil. 
Infelizmente. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Oh God, why???

Porque é que há dias em que não dá para resistir e fazemos precisamente aquilo que não devíamos fazer? 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vida aleatória.

Toda a gente nos diz o tão fácil que é apaixonarmos-nos, viver uma história, ter a primeira relação a sério. 
Toda a gente nos diz o difícil que é quando acaba, os anos em conjunto em que houve tantos momentos perfeitos que não se vão repetir, o fim do mundo que se torna. 
Ninguém nos diz é que o mais difícil não é o fim, a noção de que já não temos essa pessoa. 
O mais difícil é saber que temos de cortar o mal pela raiz, cortar todos os contactos porque enquanto essa pessoa estiver na nossa vida, por mais pequena que seja essa fatia, nunca vamos ter conseguir um fim definitivo e estamos a sofrer todos os dias um bocado por termos alguém na posição errada. 
Porque o que custa mais de aceitar é saber que enquanto não houver um corte total de vivência em comum, nunca se consegue andar em frente, anda-se aos círculos num remoinho que nunca acaba. O que custa mais é ter de cortar da nossa vida alguém que devia ser das personagens principais. 

E esta sou eu, a seis horas de ter de ir trabalhar e com o sono a milhares de quilómetros, a ganhar coragem para acabar o último capitulo de um livro que ainda devia estar a ser escrito. 
Ninguém disse que a vida era justa, mas alguém podia ter dito que essa injustiça bate sempre nos sítios onde dói mais. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Oh God!! Make it stop, make it stop!!!






Não tenho um cão grande chamado Gaspar, não escrevi um livro e não sou uma Chef em Paris. 
(Ainda, ainda...)
Um ano que até ver está a ser uma valente merda, mas vale o optimismo de pensar que se isto é tudo feito de altos e baixos, então vêm aí tempos de felicidade maravilhosa :) 
E agora... para onde é que querem que vos mande a minha morada ou o meu nib para me mandarem as minhas prendas? Hum? 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Da coragem para abandonar tudo.


Vi no Shiuuuueste segredo que confesso que me fez ficar com inveja desta pessoa.
Também gostava de ter a coragem (e os meios já agora...) de abandonar tudo o que conheço e ir conhecer o mundo, ir à descoberta, conhecer lugares novos, culturas novas, pessoas diferentes, provar coisas estranhas e aprender com a vida. Infelizmente, não tenho nem uma coisa, nem outra. 
Tenho um  conhecido, amigo de uns primos, que um dia apaixonou-se pelo Surf e decidiu que queria fazer daquilo a vida dele, desde aí que foi embora para os melhores sítios do mundo para surfar, sem dinheiro e só com uma mochila e uma prancha na mão. Arranja emprego durante uns tempos e depois vai viajar para onde existem as melhores ondas. Agora divide a vida entre a Austrália e a Indonésia, está a fazer aquilo que gosta mesmo e diz que nunca foi tão feliz. 
Toda a gente diz que ele é maluco por ter feito uma coisa dessas, mas a verdade é que penso muitas vezes se não é ele que tem razão. Tentou fazer aquilo que o fazia feliz, mesmo quando toda a gente o desacreditava e a verdade é que conseguiu.
Às vezes gostava de ter este tipo de coragem. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

E é assim a minha vida.

Depois de um exame que até correu melhor do que estava à espera (enfiaram-me pelo túnel da Cril, para o meio da IC17 em hora de ponta e outras do género), em que não fiz nenhuma asneira em andamento e até me estava a sentir à vontade, consegui estragar tudo no estacionamento. Só à quarta tentativa é que foi. 
Pronto, é perder o amor a mais um dinheirão e tentar outra vez.
Eu sei que não e o fim do mundo, mas bolas, fiquei mesmo desanimada.