sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Final Countdown 2010

Mais um piscar de olhos e pronto! Acabou mais um ano. 
Não se pode dizer que foi um bom nem um mau ano, foi um ano cheio. 
Apaixonei-me, desapaixonei-me, voltei a apaixonar-me pela mesma pessoa.
Sofri, estive bastante triste mas também estive ridiculamente feliz, e passei momentos fantásticos.
Embebedei-me, ressaquei-me, fui a 300 mil festas, viajei com os meus amigos, com os meus familiares, passei dezenas de fim de semanas fora, passei três semanas seguidas em Paris, participei em 50 mil actividades da faculdade, comecei a tirar a carta (que se correr bem, esá quase quase quase tirada) e sem me dar conta cheguei ao último ano de faculdade.
Fui convidada para trabalhar logo no meu primeiro estágio, o que me encheu de orgulho durante semanas.
Apercebi-me, desta vez mesmo a sério, que tenho pessoas excelentes a apoiarem-me. Que tenho companheiras de casa excelentes e que vai ser chato quando isto acabar tudo, o que infelizmente já falta pouquissimo tempo.
Apercebi-me que aproveitei o mais que pude os meus últimos anos de liberdade e que vou levar comigo memórias fantásticas que me vão acompanhar sempre.  
E por fim, vi que apesar das desilusões, das tristezas e das coisas que correram menos bem, no final sou uma criança feliz. 

Para vocês, um fantástico 2011 e que tudo corra exactamente como vocês querem.
Um ano excelente para vocês todos! 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Let go...

É assim extremamente egoísta, vê-lo feliz depois de nós acabarmos e ficar completamente chateada e com raiva dele só porque eu ainda não consegui chegar a esse estado? 
Não devia estar feliz por estarmos a seguir em frente?

Dreams, dreams, dreams....

Um dia;
Vou ser uma chef famosa. 
Vou escrever um romance que vai ser um best-seller
Vou ter um cão enorme chamado Gaspar. 

E pronto, já voltei á realidade. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Hello World!

“We’re adults. When did that happen? And how do we make it stop?”  
(Greys Anatomy - Meredith Grey)



Como é que é suposto ser adulta se ainda há uns dias a minha maior responsabilidade era escolher o vestido mais bonito para a minha barbie? 
E agora? O que é que eu faço?
Como é que eu devo comportar-me?






E não viveram felizes para sempre...


Todos nós uma vez ou outra já passámos pelo final de uma relação. (Nem que tenha sido no infantário quando percebemos que o Rui André que jogava á apanhada connosco afinal não sabia que era nosso namorado e fomos logo a correr trocá-lo pelo Pedro Ricardo que jogava connosco ás escondidas.)
No ínicio custa, muito. Mesmo muito.
Mas entretanto começa a desvanecer, já começamos a não estar á espera de uma mensagem de boa noite, ou de um convite para uma saída ou de o que quer que seja e começamos a não sentir tanto a falta dessa pessoa na nossa vida. Começamos a viver sem ela.
Devia ser aí o fim? Sim, devia. Mas não foi. 
A história começa pela segunda vez, e embora estejam presentes as razões de não ter funcionado a primeira vez, só queremos pôr isso de parte e começar de novo porque estivemos habituados a isso durante tanto tempo e não queremos perder. E os sentimentos que pensámos que já tinhamos deixado para trás começam a vir de novo e começa tudo outra vez.
Depois há o segundo final. Este já não custa tanto, mas ainda dói. Começar de novo, aprendermos de novo a viver sem essa pessoa, esquecermos a rotina, esquecermos os hábitos e a grande dificuldade: esquecer os sentimentos que tinham voltado.
Dizem que o tempo cura tudo, e realmente começa mais uma vez a desvanecer, mas nunca de forma completa, nunca desligámos completamente.
Nunca conseguimos perder totalmente os hábitos que tinhamos quando estávamos juntos,e isso faz com que ainda volte tudo acima. As memorias continuam frescas, as boas e as más. As más ainda fazem doer e as boas ainda nos poêm com um sorriso idiota na cara e o coração aos saltos.
Entretanto esta história desenrola-se há uns 3 anos. Está numa linha fina entre acabar de vez e começar de novo.
Entretanto tenho medo de avançar ou recuar. Sei que se for em frente os problemas que lá estavam não desaparecem por milagre. Mas tenho medo do fim, porque não sei se estou preparada para o definitivo.  
O problema é: O que faz a história não acabar, são realmente os sentimentos que nos unem á pessoa que teimam em não desaparecer ou será apenas o facto de os hábitos serem a coisa mais difícil de largar?