segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um sonho de infância quase realizado!

Quando era criança tinha um sonho. Queria um irmão mais novo. 
Fartei-me de pedir aos meus pais, porque tinha de ser assim, porque nunca ia conseguir ser uma pessoa realizada sem um irmão mais novo, porque não mete piada discutir sempre com a mesma irmã,porque ia ser completamente infeliz para sempre. 
Prometi que cuidava dele, que lhe emprestava os meus brinquedos, que lhe dava a papa, até prometi que o deixava dormir no quarto (mas com uma caminha feita no chão, que isto de dividir cama não funcionava!), arranjei centenas de desculpas perfeitamente válidas para ter um irmão pequenino (Sim, porque na minha cabeça ele não crescia, era uma espécie de super nenuco, mas mais fixe).
Claro que os meus pais com duas filhas, sendo uma delas eu (depois da experiência de me terem a mim, os meus pais nunca foram os mesmos. Ainda hoje acordam com pesadelos!) nunca me fizeram a vontade.
Entretanto fui crescendo e habituei-me ao facto de que nunca ia ter um irmão mais novo, nem um pónei branco, nem um castelo cor-de-rosa em tamanho real como o da Disneyland Paris, nem uma boneca com o cabelo sempre a crescer, nem um guarda roupa cheio de fatos de brincar, nem uma cozinha de brincar com comida verdadeira, as minhas grandes desilusões de infância. 
Passados uns 14 ou 15 anos, pronto, finalmente quase consegui ultrapassar o choque de nunca ter tido um irmão rapaz (quaaase, ainda hoje consigo chatear os meus pais com isso). Mas agora, subitamente fiquei mais perto do o realizar.
A minha irmã mais velha, aquela que eu não pedi mas me calhou á mesma na rifa (um dia dedico-lhe um post, ela é uma coisa linda e merece) perdeu a cabeça e vai-se casar entretanto. Já começa a pensar naquelas coisas como comprar casa, e ter filhos e esse género de objectivos dos quais eu ainda fujo e mando pontapés para se irem embora. A minha mãe, resolveu fazer o infalível (porque toda a gente sabe que os resultados são completamente irrefutáveis) teste da agulha. Adivinhem? Deu-lhe um rapazito. O que fez a minha irmã? 
Como sabe que eu sempre quis um irmão baby, definiu imediatamente que eu era a única hipótese possível para madrinha do futuro rebento que ainda não existe, e que ele tinha de ir passar as férias com a tia e passar tempo de qualidade com ela. Porquê? É uma forma de ficar mais perto de realizar o chato do meu sonho que nunca foi embora. Não é a coisa mais amorosa do mundo? 
E eu como irmã mais nova ainda mais amorosa, claro que concordei. E ainda disse que se por acaso calhar uma rapariga a troco por um furão com uma coleira cor-de-rosa. Não que o choque de não ter um irmão ainda aguentei, mas se agora não me calha um sobrinho aí é que a coisa fica preta! 

Baby, you're a firework! (*)

Katy Perry


Portanto, a Catarina vai ver esta senhora dia 20 de Fevereiro.
Agora só falta avisar as minhas amigas que elas também vão. Pormenores...

(*) O título deste post tem de ser dito com a entoação da música, ou perde a profundidade toda. E os títulos dos meus posts são sempre uma coisa profunda (irritação na garganta).

domingo, 30 de janeiro de 2011

Constatação fantástica do dia # 2

Andar a antibióticos + Sair à noite com os amigos + Não ter carta = Ser motivo de gozo
Porquê? 
Não posso ser a condutora sóbria. 

sábado, 29 de janeiro de 2011

E o que é que vocês vão fazer este fim-de-semana?

Eu não vou fazer absolutamente nada. 
Mas como estou de férias à quase um mês e ainda tenho mais umas três semanas pela frente, não vai ser muito diferente do que já faço durante a semana.
Ai, a vida é tão dura...


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Estou a ficar uma menina crescida!

A Catarina acabou de tomar daquelas decisões que contam para o futuro. (Aquelas que até à uns dois ou três anos não precisava de tomar. Volta adolescência, voltem papás a organizarem-me a vida, estão perdoados!)
E então qual foi a super decisão hiper importante que eu tomei, perguntam vocês?
Acabei de entregar o formulário com as escolhas para o estágio final do curso. Sim, foi duro. Trabalhar de graça, o meu pequeno sonho infantil. Ainda nem andava na escola e já dizia aos meus pais "Quando for grande quero ser uma estagiária sem remuneração, porque aprender é o que conta!" (eu só me estou sempre a esquecer da parte do aprender, bolas!)

Como já fiz estágios anteriores (não pagos, claro está) e tenho alguma (pouquinha, mas conta na mesma) experiência não curricular na área de cozinha/pastelaria, este ano decidi enveredar por outra saída do meu curso e depois de uma escolha nada difícil entre empresas de produção /distribuição alimentar, empresas de catering (empresas, aéreo e de eventos) e controlo e qualidade alimentar, optei sem pensar duas vezes, pela última. Por isso vou passar os meus últimos dias de estudante a trabalhar em laboratórios de Microbiologia Alimentar e a fazer (vá, ver fazer) auditorias a espaços de restauração e de produção alimentar.
Por isso, meus queridos, se tiverem algum restaurante / roulote de cachorros quentes / carrinhos de pipocas coloridas / qualquer espaço com coisas minimamente comestíveis... vá, preparem-se lá que a Catarina está a chegar. 
E agora é a parte em que me mandam calar a boquinha e me dizem: "Filha, és só uma estagiária. Estás lá só para trabalhar de graça e não tens poder de decisão absolutamente nenhum!" (vá, atirem lá, eu mereço.)
E agora a melhor parte?
A MERDA DO ESTÁGIO É FEITO NO VERÃO. AS FÉRIAS TODAS!! AS ÚLTIMAS QUE EU VOU TER!
Por isso, se entretanto ouvirem nas notícias que uma aluna psicopata entrou na secretaria de uma faculdade e matou toda a gente com uma faca de sobremesa, não fui eu. Vocês sabem que eu não era capaz disso, certo?