sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ás vezes é uma grande merda não se conseguir ser assim.

Gostava de ser daquelas pessoas que se atiram sem pensar. Que conseguem ser precipitadas, agir sem pensar, mandar um salto em frente sem olhar para atrás duas vezes, tomar decisões importantes em segundos baseados apenas no que lhes parece melhor. Aquelas que conseguem dizer as coisas que lhe vêm à cabeça na hora e sem pensar, que não se acanham perante nada, não se acomodam e quando vêm uma porta abrir, ainda só se vê um risquinho da luz que vem do outro lado e mesmo assim eles já estão a correr a agarrar a oportunidade. 
Gostava de ser, mas não sou. 
Sou daquelas pessoas chatas que não consegue falar sem pensar no que vai dizer antes, que não consegue ser impulsiva nem fazer nada se analisar todo o tipo de consequências que possam advir daí. 
E o pior é que não consigo abrir portas quando ainda vejo só um risquinho de luz. Tenho de ter mais, tenho de ter a porta aberta, se for possível uma janela também e ver tudo o que se passa do outro lado antes de ver se avanço ou não. No fundo tenho mesmo medo é de arriscar.
E isto parecendo que não, só me faz andar para trás em vez de ir para a frente. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

É só de mim, ou o mundo começa a ficar um lugar perigoso para se viver?

Acho que nunca antes se ouviu falar tanto de catástrofes naturais como nos últimos anos. 
Desde o tsunami na Tailândia, o maremoto no Haiti, terramoto na China, agora de novo na Nova Zelândia, tornados nos Estados Unidos, até a Portugal chegou o que deixou estupefactos grande parte de nós que nunca tínhamos presenciado nada do género tão perto de nós. 
Em todo o lado se ouve dizer " a maior catástrofe dos últimos 100 anos" ou dos últimos mil anos, ou desde que há registo. 
A verdade é que com tantas desgraças á nossa volta, é mesmo altura de começar a pensar em mudar. Começa a meter medo viver num mundo onde está tudo a ser destruído. É que por enquanto ainda temos tido muita sorte, mas até quando? 
Não há por aí um planetazinho perto para onde possamos ir viver agora? De preferência com Internet e lojas de gomas. Obrigada. 

Missiva a quem quer que controle este mundo.

Meu senhor (a):

Em primeiro gostaria de lhe dizer que na primeira semana de aulas já ter quase 20 trabalhos marcados, não é bom.
Ter umas 50 frequências intermédias, também não. 
Ter exames finais, é ainda pior. 
Daqui a uns meses entro no mundo de trabalho, não achas que já  vou sofrer o suficiente? Esse calvário não te chega? Já tentaste arranjar trabalho em Portugal?
Mas isto eu ainda te consigo perdoar, se deres iluminação divina aos meus professores para olharem para a minha cara e perceberem que a missão de vida deles é passarem-me com boas notas. E claro, que se me arranjares um emprego a ganhar uns 5000€ mensais, também podemos um dia vir a falar de eu te desculpar.
Mas há uma coisa que eu nunca te vou conseguir perdoar. Nunca. Mesmo que queira, vou sempre guardar essa mágoa no meu coração.
Duas frequências em dias de Rally das Tascas? Mas 'tás parvo? 
Doeu, doeu muito. 

Com muito pesar e tristeza,
Catarina. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Emagrecer? Era bom, não era?

Ás segundas-feiras, tenho quatro horas seguidas de aulas de pastelaria. QUATRO! A fazer todo o tipo de doces com decoração incluída.
E como devido ás regras de não podermos distribuir comida aos necessitados (vão-se queixar á ASAE, eu não tenho nada a ver com isso), temos de comer tudo, não é? Era um desperdício ir todos os dias comida para o lixo!
Por isso, duas vezes por semana a Catarina enfarta-se nas aulas de pastelaria (vá, nem tanto porque não gosto muito de doces)  e nas de cozinha. Nestas sim, é que é uma desgraça. Mas é tudo pelo bem do mundo, não vamos desperdiçar bens essenciais! E com tanta gente a morrer á fome, pa!
E como se não fosse suficiente, como eu tenho uma ideia fixa e parva que doces não são comida a sério, saio das aulas de pastelaria e assim que chego a casa toca de fazer uma omelete de queijo e bacon gigante. Á meia noite.
 Está explicada a razão porque em três anos de faculdade não emagreci nem uma graminha!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A felicidade do final de uma semana!

Esta foi uma daquelas semanas. Acordar muito cedo, deitar muito tarde, mal parar uma hora e nem ter tempo para coçar sequer a ponta do meu lindo nariz. 
Felizmente que acabou hoje e depois de um suspiro gigante de alívio, não houve nada que me deixasse tão feliz como estar com o rabinho alapado no sofá e pensar "Não tenho nada para fazer. Gosto tanto!"
Mas isso agora não interessa nada e eu queria mesmo falar-vos era destas senhoras.

A Maleta Vermelha
Não sei se já experimentaram ou ouviram falar da Maleta Vermelha, mas sei que é uma iniciativa fantástica. Como acho que já disse algures por este sítio, a minha irmã vai-se casar nos entretantos e eu como irmã mais nova / estudante universitária que não recebe ordenado vou-lhe oferecer a despedida de solteira como prenda de casamento. Esta foi a ideia que eu escolhi. Não sei se será exactamente original, mas acho que é uma ideia excelente. Uma senhora que lá vai a nossa casa, nos faz uma apresentação de produtos eróticos e já vem com prenda incluída para a noiva, o que faz com que as participantes não tenham de se preocupar com aquelas prendas típicas de despedidas. E como é feito em nossa casa com gente que conhecemos bem, faz com que seja tudo muito mais à vontade e torne o ambiente mais divertido. No nosso caso, quando vimos que isto ficou mesmo reservado, e que as senhoras foram super prestáveis e me deram toda a informação e mais alguma (e eu consigo ser meeeesmo muito chata!) decidimos convidar as velhotas, ou seja, a mãe e as tias e a faixa etária imediatamente acima. Isso é que vai ser bonito ver a cara delas quando virem as filhas e as sobrinhas a comprarem produtos eróticos!