quarta-feira, 9 de março de 2011

A Gestão Financeira e a Catarina

Dia anterior à aula

- #*!#%. Não acredito que amanhã vou ter aula. Por favor, que caia uma tempestade de neve ou que o professor fure os quatro pneus. Vá lá, por favor, por favor. (olhinhos de gato-das-botas-do-shrek)


Horas antes das aulas

- Não quero ter aula. Não quero, não quero. Ai, estou a ficar com dor de cabeça, e de barriga, e de rins, e de ouvidos. Estou a ficar doente, vou faltar. Não, não posso faltar. Deixa de ser parva, vais á aula. Não, vou fazer por exame e não ponho lá os pés. Vai à aula, sua estúpida, são só duas horas! (dilema moral entre o anjinho de vestido branco e o diabo de corninhos vermelhos dentro de mim.)


Durante a aula

- Ainda só passaram cinco minutos. (...) Ainda só passaram mais 3 minutos??? (...) Isto nunca mais acaba. (...) Ainda falta uma hora? NÃO! (...) Acho que vou á casa de banho. Ou pausa para café. Ou para cigarro. Ou para ir mandar um grito de desespero e voltar. (Mas nunca me levanto com medo de perder matéria que nem sequer estou a ouvir) (...) Já só faltam 20 minutos!! Yeeeeei! (..) Mas que raio é que o homem esteve ali a dizer a aula toda?

Imediatamente após a aula e nas horas a seguir

- Acabou! Acabou! (banda sonora do Aleluia). Faltam 7 dias para voltar a ter isto! FESTA!

Dias restantes até ao interior á aula

- A minha mente bloqueia automaticamente todas e quaisquer coisas que me possam deixar infeliz durante o resto do dia. A aula nem sequer me vem á mente. Em especial cadeiras horríveis em que o professor também não ajuda á festa.

Estão a ver agora o amor que eu tenho ás finanças? Podia ser primeira-ministra.

domingo, 6 de março de 2011

A Catarina e os domingos.

1- Acordar;
2- Arrastar para o almoço;
3- Arrastar para o cafézinho tradicional;
4- Arrastar para o sofá;
5- Pedinchar para alguma alma caridosa me passar o portátil / comando da televisão ou ambos;
6 -Pessoas invejosas que não gostam de me ver alapadinha no paraíso do sofá (também conhecidos por família) começam a chatear-me para ir fazer doces para o lanche;
7- Depois de ser vencida por cansaço, a Catarina larga o sofá com muita tristeza e vai fazer doces / bolos / qualquer coisa que os faça calar e parar de a chatear;
8- Decide que afinal também quer e toca a enfardar;
9 - Passar o resto do dia a arrastar-se e a demorar 2 horas a fazer tarefas que num dia normal demoram 10 segundos.

É científico. Nunca falha.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deixem-me lá ser como eu quiser, está bem?

Hoje chamaram-me antiquada. Assim, de forma pura e dura. Tau. Uma estalada na cara. "Que antiquada. Parece que vives no século 18." Nem sequer me deram tempo para processar a informação. 
Porquê?
Porque passei a minha infância a abusar dos livros da Jane Austen, e lá no fundinho isso deu-me a volta á cabeça e deixou-me maluca. Segundo a A. isso devia ser uma patologia reconhecida pela ordem dos médicos. "Excesso de literatura inglesa na adolescência faz as miúdas ficarem malucas quando chegam à idade adulta." A Síndrome Austen. Ou Brontë. Como gostarem mais.
Isto tudo porque eu sou daquelas pessoas que realmente ainda acredita em contos de fadas modernos. Que um dia vou conhecer alguém vai chegar, arrebatar-me e deixar-me com taquicardia, (não literalmente, diga-se). Aquele em que eu vou ter a certeza que vou passar o resto da minha vida e ser absurdamente feliz. Assim um romance tipo "Orgulho & Preconceito". Mas sem o preconceito. E sem o orgulho, já agora. Talvez por isso me tenha enganado algumas vezes no caminho e pensar que era dessa. Não foi. Era uma miúda e de certa forma ainda sou. Tenho 20 anos, enganei-me algumas vezes e sei que ainda me devo enganar mais algumas. Mas não dizem que é assim a vida? Cair, levantar e seguir em frente com a cabeça bem levantada? 
Em matérias de coração realmente não tenho moral, ou mesmo conhecimentos para julgar quem quer que seja, mas talvez seja por ser assim "antiquada" que não compreendo aquelas relações de uma umas horas, ou de dois ou três dias, ou mesmo aquelas só de ir para a cama e está feito. Para mim, estar com alguém significa dar e receber alguma coisa. Gostarmos com todos os defeitos incluídos. Ficarmos fascinados com as pequenas coisas e apaixonarmos-nos de novo por cada coisinha nova que descobrimos. Saber como e quando fazer aqueles gestos, naqueles momentos. Significar durar, ser estável, um ponto de apoio. 
Mas isso sou eu, antiquada com a mente no século 18.
Mas também, se fossemos todos iguais isto era uma grande seca e não metia piada nenhuma, não é? 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Terceira guerra mundial? Pfff

Os problemas do médio oriente? Pffff
Aquecimento global? Pois, 'tá bem.
Fim do petróleo? (Bocejo)
Sócrates, desemprego, recibos verdes, e outros problemas que tais no nosso lindo país? (Suspiro de tédio)

Quatro horas seguidas de Química Alimentar II? (Olhos de medo, expressão aterrorizada) : Não, não, nããão!

terça-feira, 1 de março de 2011

Afinal, eles andam aí!

Estava eu a apanhar o comboio Cais do Sodré / Estoril, prontinha para ir para casa e carregada com o portátil e um dossier com os trabalhos que tenho de começar a adiantar (Já tentei falar sobre isto com o controlador do mundo, mas ele ainda não deve ter tido tempo de ler a minha carta. Parvo.) quando começa um vento adorávelmente estúpido que me faz começar a fazer voar o cartão automático dos bilhetes. Tive ali uma dúvida existencial momentânea sobre se continuo a comprar o bilhete e seguro o cartão com a mão e deixo cair o dossier que estava a escorregar, ou o seguro o dossier e começo tudo de novo. (Fica aqui uma adenda para dizer que odeio as máquinas automáticas da CP. Odeio, odeio.)
Preguiçosa e trapalhona como só eu consigo ser, deixei cair o dossier ao chão, qualquer coisa que uma pessoa com mais perícia do que eu tinha conseguido segurar e continuei a comprar o bilhete, porque ter de refazer uma tarefa que me tinha levado 15 segundos, é mais do que a minha pessoa consegue aguentar!
Nisto aparece vindo algures de não faço ideia onde, um rapazito (Lindo, lindo, lindo. Já alguma vez vos disse que tenho uma paixão assolapada por olhos verdes?) me apanha o dossier, esperou que eu acabasse de comprar a viagem (Porquê que só demora uns segundos? Podia demorar uma hora!) e no final me devolve com um sorriso que quase me fez cair ali assim no chão, o que só não aconteceu porque ia ficar muito envergonhada depois. E o que é que eu faço? Com um ar de muito parva, digo "obrigada", enquanto eu tenho a certeza que ele ficou a pensar se eu era mesmo atrasada ou nem por isso. E vai-se embora, apanha o comboio e ainda volta a sorrir para mim antes de entrar, e eu mais uma vez fico perplexa a olhar para ele, raio dos olhos verdes. Até que milagrosamente, a minha consciência voltou a descer sobre mim e eu comecei a pensar "Oh sua estúpida, vais apanhar o comboio ou vais a pé para casa?". E pronto, eu fui apanhar o comboio a pensar deliciada que afinal cavalheiros ainda existem. E melhor, com olhos verdes!