Em conversas com a L. sobre um casal amigo dela com quem eu já me cruzei várias vezes, ela estava-me a contar sobre a última vez que esteve com a rapariga e que tinha ela tinha comentado que eles os dois (a rapariga e rapaz portanto, vamos chamar-lhes a Maria Alice e António Manuel.) tiveram uma discussão enorme, e a Maria Alice disse que dessa vez era uma coisa mesmo daquelas á séria e que a coisa ficava por ali e estava tudo perdido para todo o sempre. Pois, isto foi no dia 1. No dia 3 a Maria Alice e o António Manuel já estavam a coisa mais amorosa, mimimi, cutxi cutxi e coisa e tal um com o outro de novo. Eu nem estranhava muito isso, porque pronto, há relações que acabam por um motivo ou outro e depois recomeçam, tanto que já estive numa situação semelhante e que atire a primeira pedra quem não tem telhados de vidro. Mas pronto, recomeçar uma... duas vezes no máximo. Porque não se sabe o futuro, nem o que pode estar na origem dos finais, pode até nem ser problemas na relação em si mas em tudo o que envolve as pessoas. No caso deste casal, não é nada disso, é parvoíce no sentido mais puro da palavra e este é o recomeço número 6487... não, esse foi o do mês passado, este é o 6488.
Expliquem-me isto, por favor. Se uma relação não funcionou nas primeiras 4 mil vezes, porque é que é desta que vai funcionar? Quais é que foram as variáveis que mudaram para a coisa correr bem?
"Ah, a culpa é dos números. Quando chegarmos ao recomeço número 6666 é que vai ser de vez porque as capicuas trazem-nos sorte. E o 6 é número par e tudo!".
E o pior é que depois investem vários anos numa relação que está sempre aos soluços e que se formos a concentrar todo o tempo que estiveram realmente juntos, dá para aí uns 8 meses, se chegar a isso.
Não entendo, não consigo perceber porque é que as pessoas tendem a insistir em coisas que está mais que visto que não funcionam. Para mim não dava, eu não me sentia segura nem tinha paciência para uma relação que não fosse minimamente estável e estivesse sempre com medo de fazer planos porque sabia lá se nessa altura ia estar na fase on ou na fase off. Mas como diz a M. e com muita razão: "Só se estraga uma casa!"
E vocês meus queridos? São adeptos do "vale sempre a pena tentar mais uma vez" ou do "Não deu? Temos pena, passa para a próxima!".