quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Há coisas fantásticas, não há?

É incrível como nestes dias me deixa muito mais entusiasmada umas eleições nos Estados Unidos do em que Portugal e me deixa muito mais feliz uma vitória nos Estados Unidos, (OBAMA, OBAMA!!) do que uma no meu próprio país, em que só penso, "mais do mesmo!"

Ah, que tristeza de vida! 

domingo, 4 de novembro de 2012

[...]

Ainda está para existir alguma coisa mais perfeita do que um final de domingo no inicio do inverno com a companhia de uma manta, uma taça de pipocas, uma chávena de café a fumegar e um filme cor-de-rosa. 

Quem disse que a felicidade tem de ser uma coisa complicada?


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mas quem disse que esquecer aquela pessoa era fácil?

Sempre acreditei que a melhor forma de esquecermos alguém é, infelizmente, cortar completamente essa pessoa da nossa vida. 
Enquanto ele lá estiver, enquanto houver aquela esperança por mais pequena que seja, de que "ele vai dizer qualquer coisa", enquanto estivermos continuamente a olhar para o telemóvel à espera de uma chamada ou de uma mensagem, à espera de um outro encontro que acaba quase sempre como nós não queremos, enquanto houver uma hipótese de falarmos com ele nunca o vamos conseguir esquecer. 
Porque nos vamos agarrar a essa última esperança, de que possa voltar a ser aquilo que já foi, como se fosse a última tábua de salvação da nossa vida. Mas aí é que está o problema, nunca mais vai voltar a ser o que já foi. 
A confiança uma vez perdida, perde-se para sempre. Pode-se ignorar, pode-se perdoar, pode-se seguir em frente, mas nunca se pode esquecer. As coisas que nos magoaram, que nos fizeram chorar e arrepender do dia em que nos apaixonámos nunca se esquecem e um dia voltam sempre para nos assombrar. Pode-se recomeçar uma, duas, três, dez vezes na esperança de que dessa é que seja, mas nunca vai haver nenhuma como a primeira, com a inocência da perfeição. 
Por isso é que quando decidi cortá-lo da minha vida, de vez, foi uma decisão que adiei durante semanas porque simplesmente já não conseguia imaginar um mundo em que ele não fizesse parte, mesmo que a presença dele agora só me causasse dor, só me fizesse relembrar tudo o que eu não queria, e me estivesse a pôr perto do ponto da obsessão, de querer saber o que ele estava a fazer quase 24 horas por dia, porque como eu disse, a confiança nunca mais volta a ser a mesma depois de quebrar a primeira vez. 
Felizmente tive a consciência de saber que isso me estava a prejudicar muito mais do que ajudava e um dia, num súbito ataque de coragem, cortei-o de vez. Nem sequer me dei hipótese de me despedir porque sabia que se o tivesse de fazer nunca ia conseguir. 
As primeiras semanas foram dolorosas, não só porque queria desesperadamente saber dele, afinal, foram três anos da minha vida com muitas lembranças felizes, mas porque não entendia porque é que ele não lutava por mim. Não signifiquei para ele o mesmo que ele foi para mim? 
Até que passado uns tempos ele voltou a contactar-me, eu respondi, mas nunca falámos do "elefante na sala", do facto de eu o ter expulso da minha vida. Esse dia custou-me, custou-me especialmente controlar-me e não voltar tudo ao início e ir a correr atrás dele de novo. 
Voltaram-se a passar semanas e eu habituei-me a viver sem ele. Ás vezes lembrava-me, espantada, que já não pensava nele há vários dias. 
Há uns dias ele voltou a falar comigo. E eu não fiquei com o coração aos saltos. Não fiquei com vontade de ir a correr atrás dele de novo. Não me deu vontade de chorar e mandar a minha decisão dar uma volta.
E fez-me perceber que cresci. 
Delineei um objectivo que me custou muito, mesmo sabendo que era melhor para mim, e cumpri-o. Cresci, porque à meses atrás tinha ido atrás dele mesmo sabendo que me ia fazer mal, e agora controlei-me, respirei fundo e gostei um bocadinho mais de mim.
Se o esqueci? Não. Infelizmente foram três anos demasiados especiais para serem esquecidos assim. Duvido que algum dia vá esquecer completamente. 
Mas aprendi a viver sem ele, algo que já me era estranho.
E mais importante de tudo, voltei a aprender a ser feliz sem ele. E só isso já me deixa orgulhosa. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Percebo que estou a ficar velha...

Quando filhos já começam a fazer parte da realidade de pessoas que eu nunca me mentalizei que fossem crescer, mas que na realidade se tornaram adultos responsáveis ao mesmo tempo que eu também cresci e me iniciei nesse mundo. A sério, quando é que isso aconteceu? 
Quando casamentos já começam a fazer parte dos planos a curto prazo de amigos que andaram comigo na faculdade e no secundário. E quando é que isso também aconteceu? 

E depois estou eu. Mas o que é que eu ando a fazer da vida??