quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ah ah ah! Ai que eu não aguento!

Coisas que me fazem rir durante dez minutos e me alegram o dia? 
Descobrir que a Margarida, "famosa" por ser a ex-presidente do clube das virgens e que entretanto descobriu o que andava a perder, juntou-se a um loiro plastificado qualquer e decidiram fazer uma música, se é que se pode chamar isso, dedicada ao Cláudio e à Jessica da Casa dos Segredos 3. 
É daquelas coisas tão, tão, tão terríveis que quase se tornam boas. E valeu-me uns bons minutos de riso com as lágrimas quase a virem-me aos olhos. 
Por favor, vejam! E atentem na letra, prometo que não se arrependem! 


"Quero ter muitas barbiezinhas contigo, mas aqui há câmaras..." 
AHAHAHAHA

Sabem aquela sensação?

De que a vida está a passar depressa demais e vocês estão parados no mesmo sítio a vê-la passar mesmo à vossa frente, cada vez mais rápido e sem se conseguirem mexer? 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sim, estou viva! E com exactamente a mesma quantidade de estupidez de sempre!

Passei por uns dias algures entre os negros e a vontade de não fazer nadinha. Passei por algumas "Primeiras Vezes" que preferia realmente não ter passado, mas life goes on e aqui estou eu. 
Posso dizer que a melhor coisa que aconteceu este mês foi ter feito Banana Cream Pie pela primeira vez e descobrir que me habituava a comer aquilo todos os dias. (Sim, não foi o melhor mês de sempre, mas then again ... não está a ser de todo o melhor ano de sempre.) 
Estou de volta, juro que estou! Não melhor do que nunca, mas pelo menos melhor.

sábado, 10 de novembro de 2012

A merda do cancro.

O cancro deve ser, quase de certeza é, das piores coisas que alguma vez existiram neste mundo. 
O cancro ataca precisamente quem não deve, como se tivesse uma lista negra de pessoas a quem ir. Ou quem é demasiado novo para isso, quem sustenta uma família, quem deixa filhos pequenos, quem faz realmente falta na vida de alguém e vai ter sempre aquelas pessoas que quando sabemos que foram atingidas por esta merda de doença só conseguimos pensar: "Mas porquê ele(a)?".
O problema do cancro, não é, nos piores casos que infelizmente são demasiados, levar à morte da pessoa. Porque como dizia o outro, para morrer basta estar vivo e existem milhares de formas de morrer. Aliás, quantas vezes já não nos rimos com aquelas estatísticas de pessoas que por ano morrem com côcos que caiem na cabeça e máquinas de venda de comida que os atacam, embora isso na realidade não tenha grande  piada? 
Não. O problema do cancro é ir-nos tirando tudo aos bocadinhos. Em primeiro leva-nos a saúde. Depois leva-nos a felicidade ao ver as pessoas à nossa volta sofrer. Leva-nos o cabelo, muda-nos o corpo. Leva-nos as forças para sair, para andar, ás vezes até mesmo para nos alimentarmos. Leva-nos as cores da vida e deixa tudo preto. Leva-nos os divertimentos, as pequenas coisas que dão cor aos nossos dias e traz-nos o branco do hospital, traz-nos a quimioterapia e os medicamentos. E quando decide não parar e dá o ataque final, traz-nos a perda lenta da consciência, as dores horríveis, a perda das últimas memórias felizes excepto pelos raros momentos de lucidez em que sabemos que é o fim e só nos queremos despedir e acabar de vez com o sofrimento. A merda do cancro leva tudo e no final deixa um corpo irreconhecível e doente que nada tem a ver com a pessoa que conhecíamos. A merda do cancro chega e só deixa tristeza no caminho, só deixa medo e desespero. 
Já perdi uma pessoa muito próxima com cancro e assisti a todas as etapas cada vez mais negras até chegar o fim. Já tive outra pessoa próxima que passou por ele, mas felizmente foi dos casos felizes que consegui ultrapassar a merda que é esta doença. 
Hoje perdi mais uma familiar próxima vítima desta merda. Que mais uma vez passou por todas estas fases de merda. Mais uma pessoa que nós pensamos "Foda-se, mas porquê ela?". Uma pessoa que deixa quatro filhos entre os 4 e os 16 anos. Que só faz toda a gente pensar, mas que raio é que vai ser destes miúdos? Perderem a mãe assim? Tão cedo e de uma forma tão injusta e tão revoltante. 
E eu ao ver isto tudo muito mais vezes do que aquilo que alguma vez desejei ver, só penso para mim e peço vezes sem conta, que além de não ter de ver mais ninguém querido ir embora com esta merda, quando chegar a minha hora, que não seja com cancro. Porque não sei se sou corajosa que chegue para passar por isto tudo. Porque não quero sofrer aquilo que já assisti sofrerem, nem quero que as pessoas à minha volta sofram esta forma horrível de sofrer, que é saber que a morte vai chegar em breve e não há nada que se possa fazer, não há dor que se possa acalmar. 
E lembro-me disto tudo e peço ainda com mais força, que quando a vida me levar que me leve de uma vez. Mas não me dê cancro. A merda do cancro. 

Olá Inverno!

Confesso que tive saudades tuas... 






Sim, é isto que vou fazer todo o fim de semana. 
E já agora, um óptimo para vocês pequenos queques de laranja! :)