segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

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A pior parte do tempo passar e as coisas deixarem de ser acontecimentos recentes para passarem a serem memórias é que só as lembranças boas é que vão ficando. 
Tudo o que foi mau começa a ficar esquecido e a levar-me a perguntar porque é que as coisas correram daquela forma e acabaram daquela maneira.
Então tudo o que tenho de fazer é relembrar mentalmente tudo o que aconteceu, todas as razões que me levaram a tomar a decisão que me trouxe até este ponto e voltar a perceber e a respirar de alívio, que continuo a achar que foi a melhor decisão que poderia ter tomado e que ainda consigo ser forte o suficiente para aguentar as minhas escolhas e as consequências que elas me trouxeram. 
Mesmo quando do outro lado ele voltou a tentar fazer-me voltar atrás e esquecer tudo o que me trouxe até aqui. Mesmo quando eu enfraqueço e tenho de me lembrar constantemente de que tudo está melhor assim
Mesmo quando era tão mais fácil ceder. 
Mas também ninguém disse que ia ser fácil, pois não? 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Olá, '13.

Dizem que o 13 é o número do azar, eu sinceramente espero que estejam todos errados. 
Para mim 12 foi o número do azar, este foi sem sombra de dúvida um dos piores anos que eu já tive. E não fossem duas situações bastante dolorosas em dois outros anos anteriores e este tinha sido mesmo o pior ano de sempre. 
Não me consigo lembrar de uma única parte da minha vida, a nível pessoal, profissional ou familiar que consiga dizer que correu bem. Porque não houve nenhuma. 
Desde o final de uma relação de vários anos que custou a aceitar, desde o final da faculdade ao mundo negro do mercado de trabalho, desde a falta de oportunidades aos objectivos que não conseguiram ser cumpridos, até à perda de familiares e problemas familiares graves que passaram e outros que não estão perto de serem resolvidos. 
Posso dizer que o meu ano foi paralelo à situação do país, cada dia pior, cada dia menos esperança e menos vontade de lutar. 
Dizem que o número 13 é o do azar mas eu estou a depositar todas as minhas esperanças nele porque o 12 vai-me ficar entalado na garganta durante muito tempo. 

Para vocês, espero que o 13 também não seja o número do azar exactamente da mesma maneira que o espero para mim.
Um óptimo ano pequenas delícias de morango! :) 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

And so this is Christmas...

Natal é passar o dia 24 de um lado para o outro, arranjar a mesa, acender a lareira, preparar a louça, fazer sobremesas, ter tudo pronto para receber a família que não é nada pequena, cá em casa. É comer bacalhau cozido com batatas e couve e arroz de polvo feito pela mãe, que é a melhor cozinheira doméstica que este mundo já viu. É ela deixar-me inventar na sobremesa, porque o bacalhau tem de ser cozido e acabou-se aí a  história, é a tradição. 
Sou eu e a  minha irmã a discutirmos sobre qual de nós vai pôr a mesa, acabar sempre ela primeiro e eu ir logo de seguida porque depois me fico a sentir mal. O que faz com que este Natal tenha um sabor ácido lá no fundo, porque ela pela primeira vez vai passar a consoada com a família do meu cunhado e eu nunca passei um Natal sem ela. 
É chegar toda a gente e ninguém se conseguir ouvir entre os risos, as discussões parvas e as conversas altas. É abrir as prendas ás 10h e pouco porque os avós estão cansado demais para esperar pela meia noite. É distribuir as prendas aos berros, porque nós somos uma família que fala alto e bater palmas de cada vez que uma é aberta. 
É ir para a cama exausta de não ter parado o dia todo. 
É acordar no dia 25, estrear a roupa de Natal e começar tudo de novo. Desta vez com almoço e jantar, mais uma vez toda a gente. É passar a tarde a jogar e a trocar receitas, a fofocar enquanto os avós dormem no sofá da sala. A lareira acesa mais uma vez. Comida e doces até não aguentarmos mais. 
É mais uma vez ir para a cama exausta e aquele sentimento agridoce que já acabou o Natal e o conforto que  foi igual a sempre, exactamente como deve ser. 
Por isso, não, o meu Natal não é sinónimo de prendas. Elas estão lá, mas mais importantes do que elas é a família  a confusão, os doces, a comida, o licor caseiro do tio, a lareira acesa, os hábitos que nunca mudam entre nós. 

Para vocês, pequenas bolachas de gengibre, Feliz Natal!!! 
Vocês continuam a ser os meus favoritos!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Definição simples de felicidade, segundo a Catarina.

Fazer a árvore de Natal, porque eu e a minha irmã levamos o lema "deixar para a última da hora" a um novo extremo, com a lareira acesa, um prato de bolachas caseiras e músicas natalícias a tocarem. 
E sim, o Natal é isto. 

E não é que ainda cá andamos?

Afinal os Maias nunca têm razão.
Nem o povo do calendário redondo do fim do mundo, nem a apresentadora / taróloga / RP/ O que quer que ela seja mais, de mamas grandes que aparece na televisão.
E bem que me estragaram o dia porque agora tenho de descobrir o que é que vou fazer de jantar. Damn it!