domingo, 13 de janeiro de 2013

O imprevisível ou das coisas que me assustam a sério.

Todos os dias vejo cada vez mais pedidos de ajudas, pessoas que não têm o que vestir, que praticamente não conseguem pagar a casa e em casos extremos, nem dinheiro para comida têm. Pessoas que estão desesperadas e a quem pedir a ajuda de estranhos é a última opção.
E o que me assusta nisto tudo é que muitas delas não são pessoas que estragaram a vida. Não se meteram em vícios perigosos, não gastaram o dinheiro onde não deviam, não viviam acima das possibilidades. 
Eram pessoas absolutamente normais, como eu, como vocês, como o meu vizinho do lado. Pessoas que tiveram o azar de ficar sem emprego, de não conseguirem arranjar mais nada e de ficarem sem o que conseguiram conquistar. Pessoas a quem uma imprevisibilidade lhes estragou tudo. 
É por coisas destas que o imprevisível me dá um medo desgraçado. Porque sou aquela pessoa normal, que nunca passou dificuldades.
Embora não viva no luxo absoluto também não sei o que é não ter dinheiro sequer para os bens essenciais. Felizmente não sei o que é ter de esticar a carteira para a comida chegar ao fim do mês. Não sei o que é querer comprar um livro, uma camisola ou até mesmo ir ao cinema e não poder. E assusta-me muito a possibilidade de poder vir a ter de saber, a ter de ser uma dessas pessoas a quem a última opção foi pedir a ajuda de estranhos, mesmo que isso lhes custe a própria alma. 
Assusta-me o imprevisível, assusta-me saber que estou bem agora e daqui a cinco minutos posso não estar e assusta-me mais ver cada vez mais gente a ser atingida com isso e não saber se um dia não serei eu também. 

Ainda é muito tarde para ter cinco anos outra vez?  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Querido Ex:



Estamos entendidos?
Beijinhos, 
Catarina. 

Tem dias...

Em que parece que não acontece nada nada nada, quase que se vêm as bolas gigantes de cotão a flutuar tal como num filme do Lucky Luke
E depois há aqueles em que a partir do momento em que acordo parecem um filme do Mr. Bean
Hoje de manhã já consegui cair abaixo da cama ao levantar-me (!!), caí outra vez a entrar na casa de banho, a torradeira cuspiu-me as torradas na cara (Ok, esta estava a pedi-las.) e consegui despejar meia chávena de café em cima de mim, da mesa e um bocado por toda a cozinha. 
Pelo menos tenho sempre a certeza que por muito que a minha vida mude, a trapalhice e a atracção natural  para o desastre nunca vão deixar de ser as minhas melhores amigas.

Arre,q'isto-tem-dias! 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Daquelas coisas que vocês têm mesmo que experimentar!


Ponham os phones nos ouvidos, o som perto do máximo e fechem os olhos.
A sério que não se arrependem! É genial.
(E eu algum dia vos mostrei alguma coisa má?)

Como transformar uma pessoa num assassino em uma lição.


"O meu maior problema é ter falta de tempo e a minha maior conquista era ter uma mala Chanel." 

Mesmo ignorando a forma de falar à menina-de-doze-anos-que-quer-um-pónei e aceitando o facto de que existem pessoas com uma vida mais simples do que a do comum mortal, este video continua a irritar-me de sobremaneira. 
Todos somos um bocado fúteis, não vamos andar aqui a mentir, mas fazer da futilidade uma forma de vida é um defeito, não de todo uma qualidade.